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Lei Aldir Blanc : entre o emergencial e o estrutural

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Abstract

O capítulo analisa a Lei Aldir Blanc (LAB) como uma resposta emergencial aos impactos devastadores da pandemia de COVID-19 no setor cultural brasileiro. Os autores exploram como a LAB, ao destinar R$ 3 bilhões a estados e municípios, tornou-se um instrumento fundamental de proteção social para trabalhadores da cultura e espaços artísticos que tiveram suas atividades suspensas. Para além do caráter de socorro financeiro, o texto discute a dimensão estrutural da lei, que reativou o debate sobre a descentralização do financiamento e o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura (SNC). A análise destaca os desafios de implementação, como a morosidade burocrática, a necessidade de regulamentação local, as controvérsias sobre prestação de contas e a disparidade de capacidades institucionais entre os entes federados.

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SILVA, Frederico Augusto Barbosa da; ZIVIANI, Paula. Lei Aldir Blanc: entre o emergencial e o estrutural. In: SILVA, Frederico Augusto Barbosa da; ZIVIANI, Paula (org.). Trajetórias das políticas culturais: uma década de leituras a partir do Ipea. Brasília: Ipea, 2026. p. 391-424. DOI: https://dx.doi.org/10.38116/978-65-5635-093-6/capitulo7

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Trajetórias das políticas culturais : uma década de leituras a partir do Ipea
(Ipea, 2026) Frederico Augusto Barbosa da Silva; Ziviani, Paula; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Frederico Augusto Barbosa da Silva; Paula Ziviani
Reúne estudos produzidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea entre 2015 e 2024), oferecendo uma análise crítica e sistematizada da evolução das políticas públicas de cultura no Brasil. A coletânea examina os principais marcos institucionais, normativos e orçamentários do setor cultural, abordando temas como financiamento público, federalismo cultural, participação social, mercado de trabalho da cultura e os impactos da pandemia de covid-19. Os capítulos discutem os processos de consolidação, desmonte e reconstrução das políticas culturais no período recente, com destaque para instrumentos como o Sistema Nacional de Cultura, o Plano Nacional de Cultura e a Lei Aldir Blanc. A obra articula análises quantitativas e qualitativas, combinando acompanhamento institucional, avaliação de políticas públicas e reflexão teórica sobre desenvolvimento cultural, multiculturalismo e interculturalidade. Ao evidenciar tensões entre discurso normativo e práticas institucionais, o livro contribui para o debate acadêmico e técnico sobre a construção de uma política cultural democrática, descentralizada e participativa, constituindo referência para pesquisadores, gestores públicos e formuladores de políticas culturais no Brasil.

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