Publicação: A carteira de trabalho no mercado de trabalho metropolitano brasileiro
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Década de 80
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BR
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Grau Acadêmico
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dARK
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Resumo
Este artigo analisa o papel das relações formais e informais de trabalho sobre o funcionamento do mercado de trabalho metropolitano brasileiro ao longo da década de 80, com especial atenção na avaliação do grau de segmentação desse mercado. Tal objetivo é atingido analisando-se como os três indicadores - diferencial salarial entre empregados com e sem carteira de trabalho assinada, grau de informalidade, isto é, a proporção de empregados contratados informalmente, e taxa de desemprego - variam ao longo dos anos 80, entre as regiões metropolitanas, por nível educacional e faixa etária. Com a análise desses três índices ao longo da década de 80, buscamos evidências de que o emprego informal atua como um "colchão" em períodos de retração econômica, além de verificarmos as grupos de trabalhadores mais atingidos pela queda do nível de atividade. Na análise regional, verificamos como o hiato salarial e o grau de formalização se correlacionam com o intuito de testar uma explicação dual para o mercado de trabalho. No estudo das variações desses indicadores por qualificação (educação e idade) dos trabalhadores, verificaremos se a carteira de trabalho tende a proteger prioritariamente os trabalhadores menos qualificados, onde este será o caso se o hiato salarial for mais elevado para este grupo de trabalhadores.
Resumo traduzido
This paper analyses the roles of formal and informal labor contracts in the functioning of metropolitan Brazilian labor market covering the period from 1981 to 1989, with special attention to evaluate the degree of segmentation in labor market. This goal is reached analyzing how these three following variables, (a) wage gap between employees with and without formal labor contract, (b) degree of informality, i.e., the fraction of employees who do not have formal labor contract and (c) unemployment rate, varies over the 1980s, by metropolitan areas, educational levels and age groups. With the study of these three variables over the 1980s we search for evidence which could support the hypothesis that jobs with informal labor relations act as a buffer in economic downturns. Moreover we verify what kind of workers is more sensitivity to a decline in the level of economic activity. In the regional analysis we investigate the correlation between the wage gap and the degree of informality in order to test the dual explanation for the labor market. Analyzing the variations of these variables by qualification (education and age) we verify whether a formal contract protects with more emphasis the less skilled workers.
