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Compressão da mortalidade no Brasil

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Abstract

O capítulo analisa as mudanças no padrão de mortalidade da população brasileira entre 1980 e 2010, com ênfase no fenômeno da compressão da mortalidade, caracterizado pelo aumento da idade média ao morrer e pela redução da dispersão das mortes ao redor dessa idade. O estudo mostra que a queda da mortalidade, sobretudo nas idades jovens, e os avanços no controle de doenças contribuíram para o aumento da expectativa de vida e para a concentração dos óbitos em idades mais avançadas. No entanto, o Brasil ainda apresenta desigualdades regionais e níveis de mortalidade superiores aos de países mais desenvolvidos, indicando que o processo de compressão ocorre de forma heterogênea. E conclui que, embora haja evidências de progresso na longevidade e mudanças na estrutura da mortalidade, o país ainda enfrenta desafios para consolidar plenamente esse processo demográfico.

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KANSO, Solange. Compressão da mortalidade no Brasil. In: CAMARANO, Ana Amélia (Org.). Novo regime demográfico: uma nova relação entre população e desenvolvimento? Brasília: Ipea, 2014. p. 155-175. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20627

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Novo regime demográfico : uma nova relação entre população e desenvolvimento ?
(Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia Camarano
Apresenta a transição demográfica no Brasil. Analisa a forma como o cenário brasileiro de redução do crescimento populacional e acelerado envelhecimento afeta a expansão econômica, o mercado de trabalho, o meio ambiente, a criminalidade e as demandas por políticas de creche, educação, saúde, segurança pública, previdência e por cuidados para a população idosa. Discute como a relação entre população e desenvolvimento tem sido vista ao longo da História. Fornece base para as projeções de demandas de políticas setoriais, analisando os impactos que terão as mudanças populacionais que viveremos nas próximas décadas sobre o crescimento econômico.

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