Publication: How Brazil’s rich evaluate redistribution and the state
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Abstract
Understanding the attitudes of the wealthiest toward inequality and redistribution is essential for explaining the persistence of inequality and the prospects for policy reform. This study examines these attitudes in Brazil, revealing paradoxes in both previous research and public opinion. Drawing on a unique dataset that oversamples the top 5% of the income distribution, we explore how Brazil’s affluent perceive and respond to redistributive policies. Unlike much of the existing literature, our analysis incorpo rates measures of redistributive preferences that explicitly account for perceived costs, avoiding the “free-lunch” assumptions common in earlier studies. The findings show that economic self-interest plays a major role in shaping opposition to redistribution, even among respondents who are highly aware of inequality. Furthermore, distrust in the state’s capacity to redistribute effectively emerges as a key determinant of attitudes toward redistribution. Theoretical implications are discussed, with particular attention to alternative explanatory frameworks emphasizing perceptions of inequality and ideo logical orientations toward affluence
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Compreender as atitudes dos mais ricos em relação à desigualdade e à redistribuição é fundamental para explicar a persistência da desigualdade e as perspectivas de reforma das políticas públicas. Este estudo examina essas atitudes no Brasil, revelando paradoxos tanto na literatura prévia quanto na opinião pública. A partir de uma base de dados inédita, que sobre-representa os 5% do topo da distribuição de renda, investigamos como os brasileiros mais afluentes percebem e respondem às políticas redistributivas. Diferentemente de grande parte da literatura existente, nossa análise incorpora medidas de preferências redistributivas que consideram explicitamente os custos percebidos, evitando as suposições de "almoço grátis" comuns em estudos anteriores. Os resultados mostram que o autointeresse econômico desempenha um papel central na formação da oposição à redistribuição, mesmo entre respondentes que demonstram elevada consciência da desigualdade. Ademais, a desconfiança na capacidade do Estado de redistribuir recursos de forma eficaz emerge como um determinante crucial das atitudes em relação à redistribuição. Por fim, discutem-se as implicações teóricas desses achados, com especial atenção aos modelos explicativos alternativos que enfatizam as percepções da desigualdade e as orientações ideológicas relacionadas à riqueza.
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Desigualdade, Redistribuição, Elite econômica, Elites no Brasil, Confiança
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H11 Structure, Scope, and Performance of Government
D31 Personal Income, Wealth, and Their Distributions
H22 Incidence
Citation
LOPEZ, Felix; REIS, Elisa; MOREIRA, Thiago. How Brazil’s rich eval uate redistribution and the state. Brasília, Sept., 2026. (Discussion Paper, n. 3231). DOI: http://dx.doi.org/10.38116/td3231-eng.
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DP 3231
