Publicação: ¿ Convergencia o desintegración ?
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Convergência ou desintegração ?, Convergence or disintegration ?
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Resumo
El debilitamiento del orden internacional contemporáneo se evidencia en la creciente vulneración de los principios que han regido la convivencia global desde 1945, particularmente la no intervención, la solución pacífica de controversias y el respeto al derecho internacional. El resurgimiento de prácticas hegemónicas, expresadas en intervenciones militares y sanciones unilaterales, ha erosionado la legitimidad del sistema de Naciones Unidas y profundizado la fragmentación global. En paralelo, la ideologización de las relaciones internacionales ha impactado los procesos de integración en América Latina y el Caribe, subordinándolos a intereses políticos coyunturales y reduciendo su capacidad de articulación. Ante este panorama, se plantea la necesidad de reconfigurar el multilateralismo mediante el fortalecimiento de alianzas regionales del Sur global. En este contexto, la convergencia regional se configura como una respuesta estratégica frente a la hegemonización ideológica que afecta al sistema internacional. La propuesta de integración retoma el ideal bolivariano de unidad latinoamericana como condición para garantizar soberanía, justicia social e igualdad, evocando iniciativas como el Congreso Anfictiónico de Panamá, concebido como un primer intento de construir una comunidad política capaz de dialogar en condiciones de igualdad con el mundo. En este marco, se propone un modelo alternativo y solidario de desarrollo, estructurado en seis ejes estratégicos: inclusión social, generación de valor, política económica soberana, transición ecológica, fortalecimiento democrático e integración regional, con el fin de superar las limitaciones del modelo neoliberal y responder a los desafíos estructurales de la región. Finalmente, se plantea una estrategia de convergencia de los mecanismos de integración existentes que permita articular agendas comunes, fortalecer la identidad regional y aumentar la autonomía estratégica. En este sentido, la reactivación de instancias como la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) y Unión de Naciones Suramericanas (Unasur), junto con la consolidación de propósitos compartidos, se proyecta como una vía para posicionar a América Latina y el Caribe como un actor activo del Sur global y avanzar en la construcción de una región orientada por la paz, la solidaridad y la democracia en un sistema internacional cada vez más fragmentado y multipolar.
Resumo traduzido
O enfraquecimento da ordem internacional contemporânea evidencia-se na crescente violação dos princípios que têm regido a convivência global desde 1945, particularmente a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias e o respeito ao direito internacional. O ressurgimento de práticas hegemônicas, expressas por meio de intervenções militares e de sanções unilaterais, tem corroído a legitimidade do sistema das Nações Unidas e aprofundado a fragmentação global. Paralelamente, a ideologização das relações internacionais tem impactado os processos de integração na América Latina e no Caribe, subordinando-os a interesses políticos conjunturais e reduzindo sua capacidade de articulação. Diante desse cenário, coloca-se a necessidade de reconfigurar o multilateralismo por meio do fortalecimento das alianças regionais do Sul global. Nesse contexto, a convergência regional configura-se como uma resposta estratégica diante da hegemonização ideológica que afeta o sistema internacional. A proposta de integração retoma o ideal bolivariano de unidade latino-americana como condição para garantir soberania, justiça social e igualdade, evocando iniciativas como o Congresso Anfictiônico do Panamá, concebido como uma primeira tentativa de construir uma comunidade política capaz de dialogar, em condições de igualdade, com o mundo. Nesse marco, propõe-se um modelo alternativo e solidário de desenvolvimento, estruturado em seis eixos estratégicos: inclusão social, geração de valor, política econômica soberana, transição ecológica, fortalecimento democrático e integração regional, com o objetivo de superar as limitações do modelo neoliberal e responder aos desafios estruturais da região. Por fim, propõe-se uma estratégia de convergência dos mecanismos de integração existentes que permita articular agendas comuns, fortalecer a identidade regional e ampliar a autonomia estratégica. Nesse sentido, a reativação de instâncias como a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), juntamente com a consolidação de propósitos compartilhados, projeta-se como um caminho para posicionar a América Latina e o Caribe como atores ativos do Sul global e avançar na construção de uma região orientada pela paz, solidariedade e democracia em um sistema internacional cada vez mais fragmentado e multipolar.
The weakening of the contemporary international order is reflected in the increasing violations of the principles that have governed global coexistence since 1945, particularly those of non-intervention, the peaceful settlement of conflicts, and respect for international law. The resurgence of hegemonic practices, expressed through military interventions and unilateral sanctions, has eroded the legitimacy of the United Nations system and deepened global fragmentation. At the same time, the ideologization of international relations has affected regional integration processes in Latin America and the Caribbean, subordinating them to short-term political interests and reducing their capacity for coordination. In response, it becomes necessary to redefine multilateralism by prioritizing robust regional alliances across the global South. Regional convergence is thus positioned as the main strategic response to counter the ideological hegemonization undermining the current international system. The proposed integration framework is based on the Bolivarian idea that Latin American unity ensures sovereignty, social justice, and equality. It recalls projects like the Congress of Panama, seen as an early effort to build a political community capable of engaging the world on equal terms. Building on this foundation, a solidarity-based development model is advanced, structured on six strategic pillars: social inclusion, value creation, sovereign economic policy, ecological transition, democratic strengthening, and regional integration. This model aims to provide a direct alternative to neoliberal policies by systematically addressing the region’s key structural challenges. Finally, a concrete strategy for convergence among current integration mechanisms is outlined to advance common agendas, strengthen regional identity, and foster strategic autonomy. Revitalizing institutions like Community of Latin America and Caribbean States (Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños – Celac) and Union of South American Nations (Unión de Naciones Suramericanas – Unasur), alongside unifying objectives, is presented as the pathway for Latin America and the Caribbean to act as a significant force in the global South and to advance the vision of a peaceful, united, and democratic region in the face of mounting global fragmentation.
The weakening of the contemporary international order is reflected in the increasing violations of the principles that have governed global coexistence since 1945, particularly those of non-intervention, the peaceful settlement of conflicts, and respect for international law. The resurgence of hegemonic practices, expressed through military interventions and unilateral sanctions, has eroded the legitimacy of the United Nations system and deepened global fragmentation. At the same time, the ideologization of international relations has affected regional integration processes in Latin America and the Caribbean, subordinating them to short-term political interests and reducing their capacity for coordination. In response, it becomes necessary to redefine multilateralism by prioritizing robust regional alliances across the global South. Regional convergence is thus positioned as the main strategic response to counter the ideological hegemonization undermining the current international system. The proposed integration framework is based on the Bolivarian idea that Latin American unity ensures sovereignty, social justice, and equality. It recalls projects like the Congress of Panama, seen as an early effort to build a political community capable of engaging the world on equal terms. Building on this foundation, a solidarity-based development model is advanced, structured on six strategic pillars: social inclusion, value creation, sovereign economic policy, ecological transition, democratic strengthening, and regional integration. This model aims to provide a direct alternative to neoliberal policies by systematically addressing the region’s key structural challenges. Finally, a concrete strategy for convergence among current integration mechanisms is outlined to advance common agendas, strengthen regional identity, and foster strategic autonomy. Revitalizing institutions like Community of Latin America and Caribbean States (Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños – Celac) and Union of South American Nations (Unión de Naciones Suramericanas – Unasur), alongside unifying objectives, is presented as the pathway for Latin America and the Caribbean to act as a significant force in the global South and to advance the vision of a peaceful, united, and democratic region in the face of mounting global fragmentation.
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Palavras-chave
Palavras-chave traduzidas
Multilateralismo, Sul global, Integração regional, Convergence, Bolivarianismo
JEL
F50 General
F55 International Institutional Arrangements
F02 International Economic Order and Integration
Citação
SAMPER PIZANO, Ernesto. ¿Convergencia o desintegración? Revista Tempo do Mundo. Brasília, n. 40, p. 31-51, abr. 2026. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/rtm40art1
