Adriano Souza SenkevicsMaciel, Fábio BentzAlves, Maria Teresa GonzagaVictor BridiDiretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC2026-04-162026-04-162026-04SENKEVICS, Adriano Souza et al. Um Fundeb mais progressivo: efeitos redistributivos da ponderação pelo nível socioeconômico e pela disponibilidade de recursos vinculados à educação. Rio de Janeiro: Ipea, abr. 2026. 48 p.: il. (Texto para Discussão, n. 3201). DOI: https://dx.doi.org/10.38116/td3201-porthttps://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/20354Este estudo analisa os efeitos redistributivos da introdução de dois novos fatores de ponderação no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – o nível socioeconômico dos estudantes (NSE) e a disponibilidade de recursos vinculados à educação (DRec) –, previstos pela Emenda Constitucional (EC) no 108/2020 e regulamentados pela Lei no 14.113/2020. Utilizando dados do exercício financeiro de 2023, foram realizadas simulações contrafactuais aplicando-se regras que viriam a valer em 2025 e 2026, em cenários com e sem os novos ponderadores, em paralelo ao incremento previsto no montante de complementação da União. Os resultados indicam que a aplicação conjunta do NSE e da DRec intensifica a progressividade do Fundeb, elevando o valor aluno-ano sobretudo em municípios situados nos estratos mais pobres de renda (crescimentos médios de 8% a 15%, a depender do estrato e do cenário), enquanto redes mais ricas registram ganhos marginais ou mesmo perdas relativas. Em termos agregados, quinze estados apresentam aumentos médios superiores a 2%, com destaque para Maranhão, Pará, Ceará e Piauí, ao passo que o Rio de Janeiro figura como o único com perda líquida, em razão de seu perfil socioeconômico mais elevado e da consequente redistribuição de aproximadamente metade da complementação da União recebida pelos entes daquele estado. Globalmente, observa-se redução expressiva das desigualdades fiscais: o índice de Gini das receitas educacionais cai de 0,120 para 0,105, e a razão p90/p10, de 1,639 para 1,500, no cenário projetado para 2026. Esses achados evidenciam que a reforma do Fundeb reforça a equidade territorial no financiamento da educação básica brasileira, ao direcionar mais recursos para redes em contextos de maior vulnerabilidade social e menor capacidade fiscal.48porAcesso AbertoUm Fundeb mais progressivo : efeitos redistributivos da ponderação pelo nível socioeconômico e pela disponibilidade de recursos vinculados à educaçãoWorking paperInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)Educação. TreinamentoLicença ComumÉ permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.Avaliação de efeitos redistributivosFinanciamento educacionalProgressividadeVulnerabilidade socioeconômicaH Public Economics::H7 State and Local Government - Intergovernmental Relations::H75 State and Local Government: Health - Education - Welfare - Public PensionsH Public Economics::H7 State and Local Government - Intergovernmental Relations::H77 Intergovernmental Relations - Federalism - SecessionI Health, Education, and Welfare::I2 Education and Research Institutions::I22 Educational Finance - Financial AidI Health, Education, and Welfare::I2 Education and Research Institutions::I24 Education and InequalityAssessment of redistributive effectsEducational financingProgressivitySocioeconomic vulnerabilityUm Fundeb mais progressivo: efeitos redistributivos da ponderação pelo nível socioeconômico e pela disponibilidade de recursos vinculados à educaçãohttps://dx.doi.org/10.38116/td3201-port