Fernandes Júnior, Ottoni2023-11-132023-11-132006-02https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/12515Apesar da melhoria no ambiente de negócios no Brasil, evidenciada pelo controle da inflação e por medidas como a aprovação da Lei das Falências e a Reforma do Judiciário, o mercado de capitais brasileiro permanece subdesenvolvido, limitando a capacidade das empresas de financiar projetos de longo prazo. A falta de espaço para títulos de renda variável e a ausência de instrumentos como debêntures no mercado de capitais dificultam o acesso a recursos a custos mais baixos do que o crédito bancário. Embora o país seja líder em tecnologia de biocombustíveis, a estagnação do mercado de capitais contribui para um crescimento econômico inconsistente, evidenciado pela projeção de um crescimento de 2% a 3% do PIB em 2005, abaixo da média mundial. As estatísticas revelam a debilidade do mercado de capitais brasileiro em comparação com outros países em desenvolvimento, com o valor total de títulos representando apenas 0,6% do PIB em 2004. A predominância de títulos da dívida pública contribui para manter elevadas as taxas de juros, prejudicando as empresas que dependem do crédito bancário de curto prazo. A falta de recursos de longo prazo provenientes do mercado de capitais dificulta o crescimento sustentado das empresas brasileiras, destacando a necessidade de reformas para impulsionar o setor e diversificar as fontes de financiamento.porAcesso AbertoMercado engessadoJournal articleInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)Mercado FinanceiroLicença ComumÉ permitida a reprodução deste texto e dos dados nele contidos, desde que citada a fonte. Reproduções para fins comerciais são proibidas.Mercado financeiroEmpresa privada