
Submissões Recentes
Evolução da produção industrial e de serviços no primeiro semestre de 2024
(Ipea, 2026-05) Bahia, Luiz Dias; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Luiz Dias Bahia
Nota Técnica Diset 147
A nota técnica analisa a evolução da produção industrial e do setor de serviços no Brasil durante o primeiro semestre de 2024, destacando os principais fatores responsáveis pelo crescimento econômico observado no período. O estudo identifica expansão tanto na indústria quanto nos serviços, impulsionada principalmente pela demanda interna, pelo crescimento do consumo das famílias, pela formação bruta de capital fixo e pelo desempenho das exportações. O comércio varejista apresentou crescimento disseminado em diversos segmentos, com destaque para produtos farmacêuticos, veículos automotores, informática e comunicação. No comércio exterior, observou-se aumento das exportações de alimentos, bebidas, derivados de petróleo e papel e celulose, enquanto diversos segmentos manufatureiros perderam participação exportadora. Entre os complexos industriais, o agroindustrial apresentou o desempenho mais robusto, seguido pelos setores da construção civil e metalomecânico. O complexo metalomecânico demonstrou recuperação relevante, embora marcada por forte heterogeneidade setorial. O complexo químico registrou crescimento moderado, influenciado principalmente pela produção de plásticos e produtos de limpeza. No setor de serviços, destacaram-se os segmentos de tecnologia da informação, comunicação e serviços técnico-profissionais, refletindo o avanço da digitalização da economia. Apesar do cenário positivo, o estudo ressalta que a recuperação industrial ainda apresenta fragilidades estruturais e desequilíbrios setoriais, o que exige cautela quanto à sustentabilidade do crescimento no longo prazo.
Gestão do conhecimento nos processos de gestão pública : relatório de revisão da literatura
(Ipea, 2026-05) Darci de Borba Santos Júnior; Jane Lucia Silva Santos; Jhonathan Divino Ferreira dos Santos; Luiz Eduardo Giovanelli; Wagner Cardoso dos Santos; Diretoria de Desenvolvimento Institucional - DIDES; Coordenação-Geral de Ciência de Dados e Tecnologia da Informação - CGDTI; Darci de Borba Santos Júnior; Jane Lucia Silva Santos; Jhonathan Divino F. dos Santos; Luiz Eduardo Giovanelli; Wagner Cardoso Dos Santos
TD 3207
Este relatório apresenta uma revisão sistemática da literatura nacional e internacional sobre a integração entre gestão do conhecimento (GC) e gestão de processos (GP) no setor público. Elaborado no âmbito do Subprograma de Pesquisa para o Desenvolvimento Nacional (PNPD), o estudo tem como objetivo consolidar fundamentos conceituais, evidências empíricas e lacunas de pesquisa que orientem estratégias futuras de modernização administrativa. A revisão nacional contemplou repositórios do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), identificando sete trabalhos com abordagens aplicadas em órgãos públicos. Os resultados indicam que a integração entre GC e GP permanece incipiente, embora haja evidências de complementaridade, como a utilização da GC para transformar conhecimentos tácitos em práticas institucionais e o papel da GP na formalização e padronização de processos. A revisão internacional, conduzida por estudo bibliométrico na base Web of Science (WoS), resultou em 460 publicações analisadas, das quais 23 foram selecionadas para síntese qualitativa. Os achados apontam padrões, barreiras (resistência cultural, informalidade e limitações tecnológicas), fatores facilitadores (apoio da liderança, uso de tecnologia da informação – TI e governança clara) e condições de êxito (padronização, aprendizagem organizacional e transparência). A análise integrada evidencia que a GC orientada a processos fortalece a preservação da memória organizacional, a inovação e a geração de valor público. Conclui-se que a institucionalização da integração entre GC e GP é estratégica para ampliar a eficiência, a transparência e a sustentabilidade da ação estatal, ao mesmo tempo em que abre oportunidades para pesquisas futuras sobre metodologias de documentação, frameworks de integração e impactos da GC em processos críticos da gestão pública.
A liderança indígena nos grupos de pesquisa no Brasil : um panorama por grandes áreas do conhecimento de 2000 a 2023
(Ipea, 2026-05) Igor Santos Tupy; Tulio Chiarini; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Igor Santos Tupy; Tulio Chiarini
Radar 81
Este artigo analisa a presença de pesquisadores indígenas em posições de liderança nos grupos de pesquisa brasileiros entre 2000 e 2023. Com base nos dados do Censo do Diretório dos Grupos de Pesquisa (DGP)5 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), examina-se a evolução da liderança indígena nas grandes áreas do conhecimento. Os resultados indicam crescimento no número absoluto e relativo de líderes indígenas ao longo do período, embora sua participação permaneça inferior a 0,5% em todas as áreas. As humanidades concentram as maiores participações relativas, enquanto as ciências da vida apresentam as menores. Observam-se, ainda, assimetrias persistentes de gênero na liderança indígena.
Emigração de doutores titulados no Brasil : há evidência de fuga de cérebros?
(Ipea, 2026-05) Daniel Gama e Colombo; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Daniel Gama e Colombo
Radar 81
Este artigo apresenta um panorama inédito acerca da possível “fuga de cérebros” no Brasil, examinando doutores titulados em instituições brasileiras entre 2013 e 2024 com registro de residência no exterior. A análise é feita a partir de dados extraídos das bases administrativas de discentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) da Receita Federal do Brasil. Os resultados apontam para um percentual reduzido (1,2%) de doutores que emigraram. A maior parte desses indivíduos concluiu o doutorado em programas de alta qualidade e nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (em inglês, science, technology, engineering and maths – STEM), tendo países desenvolvidos como principal destino de residência.
As energias renováveis variáveis e os novos desafios da integração e regulação do setor elétrico
(Ipea, 2026-05) Siffert, Nelson; Katia Maria Carlos Rocha; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Nelson Siffert; Katia Rocha
Radar 81
O artigo analisa os desafios técnico-operacionais, econômico-financeiros e regulatórios decorrentes da rápida expansão das energias renováveis variáveis (ERVs), especialmente eólica e solar fotovoltaica (centralizada e distribuída), na matriz elétrica brasileira. Em 2025, a capacidade instalada dessas fontes atingiu 87,7 GW, podendo suprir, em determinados momentos do dia, mais de 50% da carga do Sistema Interligado Nacional (SIN). Por serem fontes não despacháveis, toda a energia gerada é instantaneamente injetada na rede, cabendo às usinas hidrelétricas e térmicas ajustar sua produção para equilibrar oferta e demanda. O estudo destaca dois efeitos principais desse processo. O primeiro é o crescimento da rampa intradiária da carga líquida, resultante da rápida substituição da geração solar por outras fontes despacháveis ao final da tarde. O segundo é o aumento do corte de geração renovável (curtailment), associado à sobreoferta momentânea de energia e a restrições da rede de transmissão e da confiabilidade operativa. Com base em evidências e projeções do Operador Nacional do Sistema (ONS), argumenta-se que o principal desafio atual do setor elétrico brasileiro não é a escassez de energia, mas a insuficiência de flexibilidade e de potência para atender à carga líquida. Como resposta, o artigo propõe maior uso de sinais de preço temporal e locacional; aprimoramento das regras de acesso às redes; e criação de condições regulatórias para armazenamento de energia e para prestação de serviços ancilares.




