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Apresentação : Os Desafios da política externa brasileira em um mundo em transição
(Ipea, 2014) Soares, Sergei Suarez Dillon; Sergei Suarez Dillon Soares
A Apresentação introduz o propósito central do seminário Os Desafios da Política Externa Brasileira em um Mundo em Transição, organizado pela Câmara dos Deputados em parceria com o Ipea. O texto destaca a necessidade de atualizar o debate nacional sobre política externa diante das transformações aceleradas no cenário internacional, marcadas por mudanças geopolíticas, rearranjos econômicos e a emergência de novos atores globais. A Apresentação explica a motivação para reunir especialistas, diplomatas, acadêmicos e representantes do governo a fim de discutir temas estratégicos — como crises financeiras, energia, integração regional, cooperação internacional, segurança e a ascensão da China. Ressalta-se o papel da política externa como política pública de Estado, que exige participação ampla da sociedade e articulação entre governo, academia, setor privado e parlamento. A seção conclui reafirmando o compromisso institucional de fortalecer o debate democrático sobre a inserção internacional do Brasil.
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Ascensão da China : desafios para o Brasil
(Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Gadelha, Leonardo; Ouro Preto, Affonso Celso de; Jabbour, Elias; Acioly, Luciana; Paulino, Luís Antonio; Souza, Creomar Lima Carvalho de; Leonardo Gadelha
Discute a ascensão da China como potência global e os desafios e oportunidades que esse processo coloca para o Brasil. O painel aborda a rápida transformação econômica chinesa desde 1978, caracterizada por crescimento acelerado, industrialização, planejamento estatal, fortalecimento de conglomerados públicos, expansão internacional via comércio e investimentos e aumento de sua influência estratégica. São apresentados elementos da política externa chinesa, seu papel regional na Ásia, a interdependência com os Estados Unidos, a busca por recursos naturais e a atuação no marco dos BRICS. Os palestrantes analisam o impacto da China sobre o Brasil, destacando a complementaridade comercial, o desafio da competitividade industrial brasileira, o “custo Brasil”, as tensões produtivas e a necessidade de uma estratégia nacional clara para lidar com o parceiro asiático. A dimensão empresarial é enfatizada, mostrando como as corporações chinesas — especialmente estatais — se internacionalizam e redefinem cadeias produtivas globais. Também são abordadas iniciativas culturais, como a expansão dos Institutos Confúcio, e a importância do conhecimento da língua e da cultura chinesas para o Brasil. O painel conclui que a ascensão chinesa não representa apenas desafios, mas grandes oportunidades, demandando políticas de longo prazo, fortalecimento industrial, diplomacia ativa e cooperação estratégica baseada em benefícios mútuos.
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O Brasil e a cooperação internacional para o desenvolvimento
(Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Roriz, Jaqueline; Abreu, Fernando José Marroni de; Mutéia, Helder; Lima, João Brígido Bezerra de; Visentini , Paulo; Santos, Priscila dos; Jaqueline Roriz
Analisa o papel do Brasil na cooperação internacional para o desenvolvimento, destacando princípios, instrumentos, áreas prioritárias e desafios dessa atuação. A Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) apresenta sua estrutura e funções, enfatizando a lógica da Cooperação Sul‑Sul, baseada em demanda, solidariedade, ausência de condicionalidades e fortalecimento institucional. O painel discute a atuação brasileira em agricultura, saúde, formação profissional, educação, inclusão social, meio ambiente e segurança pública, bem como sua presença em três grandes frentes geográficas: América Latina e Caribe, África e Ásia/Oceania. São detalhados os avanços metodológicos na mensuração da Cobradi (Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional), conduzida pelo Ipea, que sistematizou dados de gastos, modalidades de cooperação, projetos, atividades isoladas, programas educacionais e ações humanitárias. O debate também aborda a crescente relevância da cooperação trilateral, a importância da partilha de tecnologias sociais brasileiras — como agricultura familiar, políticas de combate à fome, bancos de leite humano, ações em HIV/AIDS e segurança alimentar —, além das perspectivas estratégicas do país no sistema internacional. Os expositores ressaltam que a cooperação brasileira combina objetivos humanitários, interesses nacionais, projeção internacional e contribuição para uma ordem global mais equitativa.
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O Brasil e a geopolítica da energia
(Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Sirkis, Alfredo; Machado, Luiz Alberto Figueiredo; Pinto Júnior, Helder Queiroz; Lima, Haroldo; Costa, Darc; Almeida, Wilson de Jesus Bezerra de; Alfredo Sirkis
Examina a geopolítica da energia e o papel estratégico do Brasil, destacando tanto os combustíveis fósseis — especialmente petróleo e gás — quanto as energias renováveis. O painel aborda a ascensão do país como potencial grande produtor e exportador de petróleo a partir do pré-sal, a relevância das reservas nacionais e a necessidade de articular exploração, política externa, segurança, defesa e meio ambiente. No campo das renováveis, ressalta-se a liderança brasileira em biocombustíveis, hidroeletricidade e eólica, bem como a capacidade de cooperação internacional. Os expositores discutem o novo cenário global marcado pelo “fim do petróleo barato”, pela crescente demanda energética da Ásia, pela expansão do shale gas e pelas tensões geopolíticas associadas à localização das reservas e rotas internacionais de abastecimento. Também analisam a integração energética sul‑americana, a importância de harmonizar marcos regulatórios regionais, e os desafios tecnológicos, ambientais e industriais da cadeia energética. Defende-se que o Brasil deve aproveitar suas vantagens — diversidade de matriz, recursos abundantes e capacidade tecnológica — de modo estratégico, sustentável e alinhado aos interesses de longo prazo do desenvolvimento nacional.
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Crise e reforma do sistema financeiro internacional
(Ipea, 2014) Almeida, Perpétua; Melin, Luiz Eduardo; Braga, José Carlos de Souza; Carneiro, Luís Antonio Balduino; Fernandes, José Augusto Coelho; Pereira Júnio, José Romero; Claudio Cajado
Discute a crise financeira internacional e as perspectivas de reforma do sistema financeiro global, destacando as origens da instabilidade a partir da quebra de 2007–2008, o papel histórico dos EUA na centralidade do dólar, os limites do sistema pós‑Bretton Woods e o impacto da desregulamentação. Os expositores analisam a atuação do G‑20, a insuficiência das medidas de supervisão e prudência financeira, a resistência das grandes potências a reformas estruturais e a permanência de assimetrias no FMI e Banco Mundial. A crise é caracterizada como estrutural, prolongada e marcada por incertezas, afetando especialmente a Europa, mas com efeitos globais, como concorrência intensificada, volatilidade cambial, redução de investimentos e deslocamentos produtivos. Para o Brasil, discutem-se os desafios da valorização cambial, desindustrialização, dependência de commodities, necessidade de políticas de longo prazo, fortalecimento de instrumentos de Estado para inserção internacional, modernização regulatória, estímulo ao investimento, atuação estratégica em fóruns multilaterais e amadurecimento do papel brasileiro em uma ordem multipolar. O painel evidencia que a reforma do sistema financeiro internacional permanece limitada, e que o país precisa combinar competitividade interna, política externa ativa e preparação técnica para o novo contexto global.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
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