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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 33, n. 03, dez. 2003

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Mobilidade intergeracional de educação no Brasil
Disposição a pagar em projetos de restauração do patrimônio histórico-cultural no Brasil
Origem familiar e desigualdade de renda na agricultura
Federalismo fiscal enquanto esquema de seguro regional : uma avaliação do caso brasileiro
Integração comercial, dotação de fatores e desigualdade de renda pessoal dos estados brasileiros
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5021
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5022
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5047
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5023
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5051
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5052
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Publicação
Evolução da produtividade total dos fatores na economia brasileira : uma análise comparativa
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-12) Gomes, Victor Leandro C.; Pessoa, Samuel de Abreu; Veloso, Fernando A.
O objetivo deste artigo é analisar a evolução da produtividade total dos fatores (PTF) para a economia brasileira de 1950 a 2000. Os resultados mostram que a economia brasileira encontrava-se, aproximadamente, em uma trajetória de crescimento balanceado entre 1950 e 1967, com pequena elevação da PTF relativamente à fronteira tecnológica e estabilidade da relação capital-produto. Entre 1967 e 1976, houve aumento expressivo da PTF em comparação com a fronteira tecnológica e pequena queda da relação capital-produto. Entre 1976 e 1992, houve queda significativa da PTF comparativamente à fronteira tecnológica e forte aprofundamento de capital. Para o período de 1992-2000 há evidência de trajetória de crescimento balanceado, com aumento da PTF à taxa determinada pela fronteira tecnológica e estabilidade da relação capital-produto. A evidência mostra que o crescimento da PTF em excesso à evolução da fronteira tecnológica , observado no Brasil entre 1967 e 1976, não se verificou em outros países. Embora a queda da PTF (descontada da evolução da fronteira tecnológica) observada no Brasil entre 1976 e 1992 também tenha se verificado em outros países, a intensidade e duração dessa queda só encontram paralelo em outros países da América Latina.
Publicação
Impactos da Alca sobre o agronegócio brasileiro na presença de economias de escala e competição imperfeita
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-12) Gurgel, Angelo Costa; Campos, Antônio Carvalho
Este trabalho procura determinar os impactos da formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) para o Brasil sob pressuposições alternativas quanto aos retornos à escala e natureza da competição nos segmentos industriais, com ênfase nos efeitos sobre as atividades do agronegócio. O modelo de equilíbrio geral aplicado GTAPinGAMS é usado para implementar as simulações. Os resultados sugerem que as variações setoriais em produção, importações, exportações e preços são diferentes em magnitudes e sinais sob pressuposições alternativas quanto à estrutura dos mercados. A formação da Alca permite o aproveitamento de economias de escala e redução do markup na maioria das indústrias, com evidências de efeitos de racionalização e pró-competitivo nas indústrias sob competição imperfeita. Os ganhos de bem-estar com a formação da Alca são superiores no modelo com imperfeições. Quando a Alca exclui a liberalização de mercado para produtos agroindustriais, essas indústrias passam a explorar menos as economias de escala.
Publicação
Mobilidade intergeracional de educação no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-12) Ferreira, Sergio Guimarães; Veloso, Fernando A.; Souza, André Portela (Comentários); Barros, Ricardo Paes de (Comentários); Salvato, Márcio (Comentários)
Neste artigo, apresentamos evidências detalhadas sobre mobilidade intergeracional de educação no Brasil, com base no suplemento de mobilidade da PNAD de 1996. Os resultados mostram que o grau de mobilidade intergeracional de educação no Brasil é menor que o observado nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, com exceção da Colômbia. O grau de mobilidade varia entre regiões e raças. Em particular, a mobilidade é menor no Nordeste que no Sudeste, e é mais baixa entre negros do que entre brancos. Os resultados mostram que a mobilidade tem se elevado de modo significativo para as coortes mais jovens. Apresentamos também evidências de que a mobilidade é menor para filhos de pais com pouca escolaridade do que para filhos de pais com escolaridade mais elevada, com exceção de pais no topo da distribuição educacional. Especialmente, o comportamento da mobilidade do grupo de filhos de pais sem nenhuma escolaridade é crucial para entendermos diferenças no grau de mobilidade entre raças e regiões e a dinâmica da mobilidade entre coortes.
Publicação
Disposição a pagar em projetos de restauração do patrimônio histórico-cultural no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 2003-12) Tafner, Paulo; Lobão, Waldir Jesus Araújo; Carvalho, Márcia Marques; Borger, Fernanda Gabriela
A utilização do método de avaliação contingente em problemas de mensuração econômica tem ganho muita popularidade nas duas últimas décadas, em situações em que o preço é uma variável não observável. Nessas situações, são construídos modelos paramétricos ou não-paramétricos para estimar esse parâmetro e testar hipóteses de interesse. Neste estudo, a metodologia de avaliação contingente foi utilizada para estimar os valores médio e mediano que os indivíduos de nossa população, representados por chefes de família com rendimento superior a seis salários mínimos (SM), estariam dispostos a pagar pela recuperação do patrimônio histórico nacional, especificamente pela recuperação e preservação de prédios, edifícios, ruas, praças, parques e outras infra-estruturas em sete diferentes centros históricos do país. Com essa finalidade, uma pesquisa de campo foi realizada em três municípios brasileiros representativos do total de municípios, e o valor da disposição a pagar (DAP) foi estimado por meio de três diferentes modelos. Os resultados revelam a existência de valoração diferenciada por parte dos entrevistados, indicando nítida hierarquia entre os diferentes projetos.
Publicação
Origem familiar e desigualdade de renda na agricultura
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-12) Ney, Marlon Gomes; Hoffmann, Rodolfo
Este artigo analisa os determinantes da renda agrícola e estuda a possibilidade de a influência da educação na renda estar superestimada em equações de rendimentos que não incluem nenhuma variável associada à condição socioeconômica familiar. Foram ajustadas regressões de rendimento para pessoas ocupadas na agricultura, em que consideramos variáveis explanatórias de uso comum na literatura, mais a área dos empreendimentos agrícolas e três fatores associados à origem familiar: as escolaridades do pai e da mãe e a ocupação do pai. As estimativas mostraram que esses três fatores são determinantes importantes da renda dos agricultores. Ao incluí-los na equação, houve uma forte queda da taxa de retorno da escolaridade. A redução sugere a superestimação da influência da educação sobre o rendimento, em estudos que não consideram a influência do ambiente familiar.

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