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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 39, n. 01, abr. 2009

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Contratos de trabalho nas microempresas no Brasil
Uma avaliação do Programa Bolsa Família: focalização e impacto na distribuição de renda e pobreza
Pobreza e desigualdade de renda no Brasil rural: uma análise da queda recente
As inter-relações entre pobreza, desigualdade e crescimento nas mesorregiões mineiras : 1970-2000
Infraestrutura, crescimento e desigualdade regional: uma projeção dos impactos dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Minas Gerais
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5122
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5123
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5124
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Publicação
Contratos de trabalho nas microempresas no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-04) Assunção, Juliano J.; Monteiro, Joana C. M.
Este trabalho investiga os determinantes dos contratos de trabalho nas microempresas no Brasil a partir dos dados da Economia Informal Urbana (Eci nf) do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), que detalha características dos empregados, empregadores e da empresa para o ano de 1997. Apresentamos evidência de uma associação positiva entre características observáveis dos empregados e seus empregadores (matching) – em particular educação, gênero e idade. Há também evidência de que essa associação positiva afeta a escolha dos termos contratuais de trabalho, havendo uma preferência por contratos informais, que demandam poucas horas semanais e que têm remuneração atrelada ao desempenho do trabalhador.
Publicação
Uma avaliação do Programa Bolsa Família: focalização e impacto na distribuição de renda e pobreza
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-04) Tavares, Priscilla Albuquerque; Pazello, Elaine Toldo; Fernandes, Reynaldo; Camelo, Rafael de Sousa
Este artigo avalia a focalização e o impacto do Programa Bolsa Família (PBF) sobre a pobreza e a desigualdade de renda para os estados brasileiros, a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2004. Avalia também as mudanças nos indicadores de focalização e o impacto relativo a duas simulações: a primeira considera a hipótese de o governo adotar como mecanismo de seleção o proxy means-test (PMT), mantendo o custo atual da política. A segunda simulação considera um aumento no tamanho do programa, mantendo sua regra de seleção atual. Os resultados sugerem que o sucesso na focalização depende do orçamento disponível nos estados, bem como na eficiência da seleção local, que pode estar relacionada à severidade da pobreza em cada localidade. A comparação entre as simulações mostra que o programa poderia obter melhores resultados de focalização caso o governo adotasse o mecanismo de seleção alternativo da primeira simulação vis-à-vis a expansão da política considerada na segunda simulação. A natureza dos impactos nos estados e entre as simulações depende do perfil dos beneficiários selecionados.
Publicação
Pobreza e desigualdade de renda no Brasil rural: uma análise da queda recente
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-04) Helfand, Steven M.; Rocha, Rudi; Vinhais, Henrique
Este artigo decompõe as variações da pobreza rural em componentes de crescimento e de desigualdade de renda em determinados períodos entre 1992, 1998 e 2005. O artigo também decompõe as variações do Gini. A pobreza rural caiu 16 pontos percentuais neste período. Diferentemente do país como um todo, a queda na pobreza rural entre 1998 e 2005 não foi explicada apenas pela queda na desigualdade. O crescimento da renda explicou 43% deste declínio, e teve como principal fonte o crescimento de previdência e pensões. A queda na desigualdade neste segundo período teve como origem a desconcentração dos rendimentos do trabalho e de outras fontes de renda, uma categoria residual que inclui o Bolsa Família. Dado um limite às transferências de renda, o crescimento econômico pró-pobre torna-se necessário para a continuidade da queda simultânea da pobreza e da desigualdade nas áreas rurais.
Publicação
As inter-relações entre pobreza, desigualdade e crescimento nas mesorregiões mineiras : 1970-2000
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-04) Araújo, Taiana Fortunato; Figueiredo, Lízia de; Salvato, Márcio Antônio
Investigam-se as inter-relações entre pobreza, desigualdade e crescimento nas 12 mesorregiões mineiras, no período 1970-2000, utilizando-se os dados dos censos demográficos. Por meio da Decomposição de Shapley, verifica-se que a variação da renda média foi o fator majoritariamente responsável pela variação da proporção de pobres e de extremamente pobres. Observa-se que os resultados das decomposições são sensíveis ao indicador de pobreza (Hiato de Pobreza e Severidade da Pobreza). Contudo, a melhora ou a piora na concentração da renda continua relativamente menos importante na explicação da variação da pobreza nas mesorregiões historicamente mais pobres e de menor renda média em relação às mesorregiões da parte sul do estado. Examina-se ainda a qualidade do crescimento econômico mineiro, através do índice de Kakwani e Pernia (2000). Na década de 1970, o crescimento foi estritamente pró-pobre em Minas Gerais e em todas as mesorregiões e, na década de 1980, a recessão foi pró-rico. Na década de 1990, o crescimento afetou os pobres de maneira diversa entre as mesorregiões, sendo menos pró-pobre do que no período do Milagre. Para a extrema pobreza, foi empobrecedor.
Publicação
Infraestrutura, crescimento e desigualdade regional: uma projeção dos impactos dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Minas Gerais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-04) Domingues, Edson Paulo; Magalhães, Aline Souza; Faria, Weslem Rodrigues
O objetivo deste artigo é projetar os efeitos regionais de investimentos em infraestrutura, analisando seus impactos sobre crescimento e desigualdade regional. Para isso, o artigo parte do conjunto de investimentos em infraestrutura em Minas Gerais previstos para o período 2008-2011 no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A análise baseia-se em um modelo de equilíbrio geral computável (EGC) multirregional para a economia brasileira. Tal modelo é bottom-up para os 27 estados e top-down para as 558 microrregiões do Brasil, e permite produzir projeções de impacto dos investimentos do PAC em Minas Gerais e suas microrregiões, assim como efeitos de vazamento e spillover para os demais estados da Federação. Os resultados indicam que os investimentos, tomados em conjunto, contribuem significativamente para o crescimento de Minas Gerais, mas tendem a aumentar a desigualdade regional no estado no longo prazo.

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