
Submissões Recentes
Sobreuso de agrotóxicos no Brasil
(Ipea, 2025-12) Féres, José Gustavo; Rodrigues, Loredany; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; José Gustavo Féres; Loredany Rodrigues
Radar 80
Este artigo tem por objetivo apresentar um breve resumo sobre a evolução do consumo de agrotóxicos no Brasil no período recente, com destaque para a questão do sobreuso desse insumo por parte dos estabelecimentos rurais. Primeiramente, apresentamos dados que mostram as tendências de crescimento tanto nas quantidades comercializadas quanto na intensidade do uso desses defensivos agrícolas. Em seguida, analisamos as potenciais externalidades negativas e os impactos econômicos decorrentes de um uso excessivo de agrotóxicos. Por fim, apresentamos os resultados de um modelo que permite identificar os municípios brasileiros caracterizados pelo sobreuso desse insumo e apontamos algumas medidas de política pública que poderiam incentivar seu uso de maneira mais sustentável.
Uma nota sobre carbono zero (net zero) em regulação contratual de concessões de infraestrutura de transporte rodoviário
(Ipea, 2025-12) Fonseca, Ricardo; Mauro Santos Silva; Koeller, Priscila; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Ricardo Fonseca; Mauro Santos; Priscila Koeller
Radar 80
Em um cenário de agravamento das mudanças climáticas, o artigo investiga o “Programa Carbono Zero”, iniciativa do governo federal do Brasil inserida nos contratos de concessão de infraestrutura de transporte rodoviário. O estudo avalia a inserção do programa sobre as concessões e qual seria o impacto, em termos financeiros, caso houvesse mudança no seu escopo. Para a análise, foram consideradas duas concessões com escalas marcadamente distintas – a Concessão Rio-SP e a Rota dos Cristais. O resultado principal evidencia que os portes são um importante fator a ser considerado no desenho de programas dessa natureza.
Análise dos objetivos e dos instrumentos da Nova Indústria Brasil para a descarbonização do setor de transporte
(Ipea, 2025-12) Djonathan Gomes Ribeiro; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Djonathan Gomes Ribeiro
Radar 80
Com base no conceito de policy mix de Rogge e Reichardt (2016), este texto apresenta uma análise da abrangência e da consistência de quatro objetivos e de vinte instrumentos da Nova Indústria Brasil, voltados à descarbonização do setor de transporte. Embora o conjunto formado por objetivos e instrumentos tenha sido considerado de abrangência intermediária e de consistência fraca, o arranjo de instrumentos apresenta forte consistência e potencial de contribuição para a descarbonização do setor. A efetividade dos instrumentos, porém, depende de sua adequada implementação e superação de potenciais conflitos com o objetivo identificado que está voltado à produção de combustíveis fósseis.
Diversificação de fontes e sustentabilidade na matriz elétrica brasileira
(Ipea, 2025-12) Martins, Flavio Augusto Arantes Andrade Hansen; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Flavio Augusto Arantes Andrade Hansen Martins
Radar 80
Nas últimas décadas, a matriz elétrica brasileira se notabilizou pela redução da concentração hidráulica e a diversificação das fontes, o que manteve a matriz brasileira como uma das mais renováveis do planeta. Este artigo busca analisar essa mudança de composição e as políticas que contribuíram para isso.
Subsídios para a implementação da política nacional de pagamento por serviços ambientais
(Ipea, 2025-12) Young, Carlos Eduardo Frickmann; Castro, Biancca Scarpeline de; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Carlos Eduardo Frickmann Young; Biancca Scarpeline de Castro
Radar 80
Este artigo sintetiza os resultados do estudo Subsídios e direcionamento para as ações da Política Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais. O estudo analisou os modelos de pagamento por serviços ambientais (PSA) em iniciativas já estabelecidas e legislações subnacionais no Brasil. Também apresentou um modelo para estimar os custos de implementação em cada município brasileiro, baseado no custo de oportunidade de terra e de recuperação da vegetação nativa, e os benefícios esperados de proteção de serviços ecossistêmicos de carbono, erosão e biodiversidade. Concluiu-se que não há modelo único para sistemas de PSA, pois os objetivos ambientais influenciam a escolha das áreas prioritárias. Além disso, verificou-se que as parcerias e o envolvimento de atores locais com capacidade de gestão são fundamentais para garantir sustentabilidade financeira e continuidade de longo prazo das iniciativas de PSA.




