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Mercado de Trabalho : Conjuntura e Análise (BMT) : n. 21, fev. 2003

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O boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise tem periodicidade semestral e traz uma análise conjuntural do Mercado de trabalho, acompanhada de indicadores e seções temáticas que abordam tanto considerações mais técnicas como questões de cunho político-institucional.

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The bulletin Mercado de trabalho: conjuntura e análise is published twice a year. The publication analyses labor market situation reporting a range of indicators. Thematic sessions complements the material combining technical analysis with policy related issues.

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Apresentação : Mercado de Trabalho n.21 – fev. 2003
(Ipea, 2003-02) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
A principal característica exibida pelo desempenho do mercado de trabalho metropolitano em 2002, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, talvez tenha sido o crescimento de 1,7% do nível de ocupação médio. Como a cifra, em si, não é nem baixa nem alta, o que a torna digna de maior destaque é o fato de ter sido alcançada em um contexto macroeconômico de bastante instabilidade e incertezas, no qual o baixo crescimento do PIB, da ordem de 1,5%, é apenas um dos ingredientes. De fato, sendo superior inclusive a essa variação, o crescimento verificado na demanda por trabalho é de chamar a atenção, já que ele destoa, positivamente, do padrão de resposta que norteou o mercado de trabalho na década passada.
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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.21 – fev. 2003
(Ipea, 2003-02) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
O comportamento do mercado de trabalho metropolitano em 2002 apresentou, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, alguns resultados cuja interpretação não é de maneira alguma trivial. De fato, o nível de ocupação médio teve um aumento de 1,7%, desempenho bastante superior às expectativas permitidas por um cenário macroeconômico que, ao longo do ano, caracterizou-se pela instabilidade e pelas incertezas quanto ao futuro imediato. Assim, considerando-se o crescimento do PIB, da ordem de 1,5%, essa variação apresentada pelo nível de ocupação estaria expressando uma elasticidade. emprego/produto superior à unidade, situação parecida com a que já havia ocorrido em 2000. Naquele ano, a retomada do crescimento e o clima de otimismo quanto à solidez dos fundamentos da economia, após a desvalorização do real e a mudança do regime cambial, levaram a uma explosão da demanda por trabalho, que apresentou um aumento de 4,2% relativamente ao ano anterior. No entanto, deve-se ressaltar que esse crescimento extraordinário da ocupação em 2000 ocorreu após três anos de estagnação, o que poderia sinalizar a existência de uma demanda potencial reprimida. Já em 2002, contudo, o crescimento verificado não esteve associado a expectativas favoráveis por parte dos agentes econômicos, muito pelo contrário, e, mesmo levando-se em conta o fraco desempenho de 2001, não se deu após uma prolongada recessão do mercado de trabalho. Dessa forma, uma hipótese a ser considerada, na mesma linha de algumas observações feitas em números anteriores deste boletim, seria a de que o mercado de trabalho brasileiro estaria tendo um novo padrão de comportamento, talvez em decorrência de um possível encerramento do ciclo de reestruturação produtiva dos anos 1990.
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Um Retrato do desemprego juvenil no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-02) Quadros, Waldir
O desemprego tornou-se um fenômeno generalizado, atingindo o conjunto das classes sociais, ele revela um forte viés social e etário, afetando com maior intensidade as famílias da massa trabalhadora urbana e os segmentos juvenis. o problema do desemprego não esgota a verdadeira crise de reprodução social que se instalou entre os jovens, que enfrentam dificuldades cada vez maiores para, ao menos, conseguir reproduzir o padrão de vida de suas famílias de origem. Para captar a questão em seu conjunto, é necessário que também se leve em consideração a parcela significativa de jovens que apenas conseguem se inserir no mercado de trabalho por meio da subocupação ou de ocupações precárias, mal remuneradas etc.
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Juventude e primeiro emprego
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-02) Grana, Carlos Alberto
O mercado de trabalho legal (com carteira registrada) está longe do alcance da grande maioria dos jovens das classes média e baixa. Boas colocações com salários razoáveis praticamente não existem, são muito raras as vagas para um emprego com carteira assinada e baixos salários, e a maioria não consegue qualquer colocação. Dos mecanismos de acesso do jovem ao mercado de trabalho existentes, temos o estágio profissional, obrigatório para alguns setores (medicina e direito) e desnecessários para outros. Ainda assim, o estágio é usado invariavelmente como mecanismo de contratação barata e sem direitos trabalhistas, o que difere de um projeto responsável socialmente, pois a sociedade deve criar mecanismos de inclusão no mercado de trabalho sem promover a exclusão de direitos ou mecanismos para contratar com baixos custos em detrimento ou substituição de mão-de-obra existente ou de atividade que deveria ser exercida por trabalhador normal.
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A tragédia social do jovem
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2003-02) Emediato, Luiz Fernando
Partindo-se do princípio de que eles só conseguirão emprego quando e se o país retomar o crescimento econômico, com geração de novas vagas e um programa educacional capaz de treiná-los, o que se pode fazer agora é apenas criar programas emergenciais para minorar os efeitos do que, sem exagero, já podemos denominar verdadeira tragédia social.
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