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Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 41, jan./abr. 2025

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2176-9915

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Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI): n. 41, jan./abr. 2025

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Resumo

A 41a edição do Boletim de Economia e Política Internacional traz quatro artigos. Os três primeiros são estudos comparados, que focam as semelhanças e diferenças de abordagem de economias distintas a respeito de temas candentes: comércio e meio ambiente, estratégias de descarbonização e regulação da inteligência artificial. Completando a edição, o último artigo aborda a geopolítica energética da China na Ásia Central. Esperamos, com a publicação desses trabalhos, contribuir, em âmbito mais restrito, para os debates sobre políticas públicas com interface internacional e, de modo mais amplo, para o fortalecimento da inserção do Brasil no mundo.

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BOLETIM DE ECONOMIA E POLÍTICA INTERNACIONAL. Rio de Janeiro: Ipea, n. 41, jan./abr. 2025. ISSN 2176-9915. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/bepi41

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Apresentação : Boletim de Economia e Política Internacional n.41 – jan./abr. 2025
O Brasil e os modelos de descarbonização : entre o mercado de carbono da União Europeia e os subsídios dos Estados Unidos
Strengthening the multilateral trade system for green growth and development : Brazil and south Africa within the WTO
Inteligência artificial : as agendas da China e dos Estados Unidos
Geopolítica energética da China na Ásia Central

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Publicação
Apresentação : Boletim de Economia e Política Internacional n.41 – jan./abr. 2025
(Ipea, 2025-04) Alves, André Gustavo de Miranda Pineli; Ipea; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; André Gustavo de Miranda Pineli Alves
A 41a edição do Boletim de Economia e Política Internacional traz quatro artigos. Os três primeiros são estudos comparados, que focam as semelhanças e diferenças de abordagem de economias distintas a respeito de temas candentes: comércio e meio ambiente, estratégias de descarbonização e regulação da inteligência artificial. Completando a edição, o último artigo aborda a geopolítica energética da China na Ásia Central.
Publicação
O Brasil e os modelos de descarbonização : entre o mercado de carbono da União Europeia e os subsídios dos Estados Unidos
(Ipea, 2025-04) Mota, Catherine Rebouças; Arima Júnior, Mauro Kiithi; Ipea; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Catherine Rebouças Mota; Mauro Kiithi Arima Júnior
Atualmente se discutem dois grandes modelos de redução das emissões de gases de efeito estufa. O primeiro é baseado na criação de um mercado de carbono; o segundo é baseado na concessão de subsídios para a produção de energia renovável e bens verdes. Todavia, na realidade, esses modelos não aparecem em suas formas puras, sendo, muitas vezes, combinados. O objetivo deste artigo é elucidar os modelos adotados pelos Estados Unidos e pela União Europeia visando à descarbonização das suas economias. Busca-se compreender o que está sendo aplicado por esses atores importantes da governança climática global, destacando algumas das implicações comerciais e ambientais decorrentes dos diferentes modelos. A partir dessas considerações, reflete-se, por fim, sobre os caminhos que o Brasil poderá adotar nesse tema.
Publicação
Strengthening the multilateral trade system for green growth and development : Brazil and south Africa within the WTO
(Ipea, 2025-04) Silva, Fernanda Aparecida; Cechin, Alícia; Ribeiro, Fernando José da Silva Paiva; Bispo, Scarlett Queen Almeida; Martins, Michelle Márcia Viana; Nonnenberg, Marcelo José Braga; Ipea; Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais (Dinte); Fernanda Aparecida Silva; Alícia Cechin; Fernando José da Silva Paiva Ribeiro; Scarlett Queen Almeida Bispo; Michelle Márcia Viana Martins; Marcelo José Braga Nonnenberg
International trade is frequently influenced by policies aimed at environmental protection and the sustainability of production processes. In this context, Brazil plays a significant role in multilateral discussions on the intersection between environmental issues and international trade. Similarly, South Africa has consistently emphasized the importance of balancing environmental commitments with economic growth. This article analyzes the positions and strategies of Brazil and South Africa within the World Trade Organization (WTO) and other international forums, exploring the broader implications of environmental policies on global trade dynamics. Both countries express concerns regarding unilateral environmental measures, such as the European Union’s (EU’s) Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM) and European Union Deforestation Regulation (EUDR), arguing these policies could disproportionately impact their economies by restricting market access and increasing export costs. Both advocate for a multilateral approach that considers the economic realities of developing countries and promotes fairer trade. However, their priorities differ in certain aspects. Brazil criticizes agricultural subsidies and opposes the EUDR, claiming the regulation unfairly harms its agricultural sector. Meanwhile, South Africa focuses its criticism on the CBAM’s impact on its industrial exports and emphasizes the need for international support to adapt to new environmental standards.
Publicação
Inteligência artificial : as agendas da China e dos Estados Unidos
(Ipea, 2025-04) Silva Junior, Gilson Geraldino; Lobo, Ricardo Marques; Ipea; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Gilson Geraldino Silva Junior; Ricardo Marques Lobo
O potencial disruptivo da inteligência artificial (IA) é tão grande que a discussão sobre o tema transborda o campo da tecnologia em direção a outros, como a política e a geopolítica. No contexto atual, China e Estados Unidos (EUA) lideram os avanços tecnológicos em IA. O objetivo deste artigo é compilar – e comparar – as agendas governamentais de IA destes países. A literatura sobre inovação em IA aponta que o setor privado de alta tecnologia é o principal responsável pelo desenvolvimento das principais tecnologias neste nicho, o que traz o desafio da regulação e o seu principal trade-off: ser restritiva a ponto de mitigar os riscos sem, no entanto, prejudicar o ritmo do avanço tecnológico. Em consenso quanto à importância de liderar o avanço da fronteira tecnológica, China e EUA buscam políticas, estratégias, investimentos e regulações adequadas para potencializar ao máximo seus sistemas e reestruturar suas capacidades produtivas.
Publicação
Geopolítica energética da China na Ásia Central
(Ipea, 2025-04) Schutte, Giorgio Romano; Bianchet, Luísa Braga; Ipea; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Giorgio Romano Schutte; Luísa Braga Bianchet
Este artigo examina os impactos da política energética da China na Ásia Central por meio do conceito do “trilema da energia”, investigando como o país equilibra segurança energética, desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental. A política energética chinesa é uma das variáveis que determinam sua estratégia internacional, inclusive na região da Ásia Central. Por meio da Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road Initiative – BRI), os investimentos chineses em infraestrutura, energia e minerais críticos estabelecem um “condomínio sino-russo” na região, caracterizado pela liderança econômica da China coexistindo com a influência político-militar da Rússia. A pesquisa identifica que a Ásia Central é estratégica para a China por três razões principais: fornece recursos energéticos e minerais essenciais para a transição energética; oferece rotas terrestres alternativas às rotas marítimas controladas pelo Ocidente; e contribui para a estabilidade da região de Xinjiang. Neste artigo, o foco é analisar a geopolítica da China para a Ásia Central a partir da necessidade de garantir simultaneamente a segurança energética, assegurando o acesso ao petróleo, ao gás natural e aos minerais críticos indispensáveis para a eletrificação.

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