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Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior : n. 4, out. 2009

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Resumo

O “Radar: Tecnologia, Produção e Comércio exterior” é uma publicação bimestral do IPEA, que apresenta artigos variados originados de pesquisas do corpo técnico da instituição. Seu objetivo é apresentar os resultados preliminares de pesquisas que se encontram em desenvolvimento no Ipea, e que serão publicadas na forma de Textos para Discussão ou de capítulos de livros. Os temas divulgados envolvem estudos sobre inovações tecnológicas, competitividade industrial, comércio exterior, políticas de apoio ao desenvolvimento científico, mercado de trabalho, qualificação de mão de obra, patentes industriais, e outros temas desenvolvidos pelo IPEA.

Resumo traduzido

Radar: Technology, Production and Foreign Trade is published by IPEA every two months, and presents a varied set of articles originating from research by IPEA staff. The bulletin aims to anticipate the preliminary results of work in progress in IPEA, which will later be published as Discussion Texts or book chapters. The subjects comprise studies on technological innovation, industrial competitiveness, foreign trade, policy support to scientific development, the labor market and employees’ qualifications, industrial patents and other themes that are the subjects of research in IPEA.

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Produção industrial por intensidade tecnológica: setores intensivos em tecnologia foram mais afetados durante a crise
O Setor de serviços e o emprego na crise
O Fundo verde-amarelo na política brasileira de inovação: uma aproximação preliminar

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Publicação
Produção industrial por intensidade tecnológica: setores intensivos em tecnologia foram mais afetados durante a crise
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-10) De Negri, Fernanda; Alvarenga, Gustavo Varela; Santos, Carolina Fernandes dos
Neste texto, investiga-se até que ponto a crise também teve impactos sobre a composição da produção industrial brasileira. Em outras palavras, busca-se saber se a crise afetou mais fortemente a produção industrial de produtos intensivos em tecnologia do que outros segmentos da indústria. Para tanto, os setores de atividade da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-IBGE) foram agregados, segundo a metodologia proposta pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em setores de baixa, média baixa, média alta e alta tecnologia. Calculou-se, para cada uma destas categorias, um índice composto de produção física, a partir da média ponderada dos índices de produção física dos setores que compõem cada uma das quatro categorias de análise. O fator de ponderação utilizado para o cálculo do novo índice foi a participação percentual de cada setor no valor bruto da produção de sua respectiva categoria em 2007 – último dado disponível da Pesquisa Industrial Anual (PIA).
Publicação
O Setor de serviços e o emprego na crise
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-10) Oliveira, João Maria de; Kubota, Luis Claudio
Este estudo mostrará que nos países emergentes a crise econômica internacional teve um impacto relativo muito menor do que nas economias desenvolvidas. No Brasil, em particular, a economia vem se recuperando com bastante rapidez. Neste texto examina-se como o emprego no setor de serviços foi impactado pela crise. Serão analisados o comportamento dos diferentes segmentos que compõem este complexo setor, a dimensão regional, o impacto no tamanho das empresas, e alguns dados sobre a escolaridade dos empregados. Também será analisado o modo pelo qual está se dando o comportamento pós-crise, segundo as citadas dimensões, bem como se as medidas anticrise tomadas pelo governo visando apoiar a indústria tiveram efeitos sobre o setor de serviços.
Publicação
O Fundo verde-amarelo na política brasileira de inovação: uma aproximação preliminar
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-10) Giesteira, Luis Felipe
O trabalho trata do que seja o Fundo Verde Amarelo sendo um dos principais dos 16 Fundos Setoriais (FS), sendo esses os que financiam projetos no âmbito da política federal de ciência, tecnologia e inovação (C,T & I). Os FSs, em conjunto com as ações de subvenção direta a empresas, cujos recursos são também oriundos do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), constituem o mecanismo essencial por meio do qual o Brasil vem tentando construir um sistema nacional de inovação nos moldes dos que as principais economias industrializadas possuem. Nesse sentido, chegamos a conclusão que ações do FVA sejam sem dúvida meritórias e auxiliem o avanço científico dos centros de pesquisa brasileiros e aprimoramentos tecnológicos das firmas, a promoção de projetos cooperativos apoiados por recursos não reembolsáveis é uma forma indispensável de consolidar ou estimular a formação de elos tenazes entre universidades e empresas. São esses elos e não a existência de um sem número de medidas das diversas esferas de governo que definem a consistência de um sistema nacional de inovação. Sem avanços sólidos nesta direção, dificilmente o Brasil dará um salto qualitativo em direção ao padrão competitivo baseado na agregação de valor pela capacitação tecnológica, abandonando o foco em baixo custo, ainda amplamente dominante em nosso vasto setor produtivo.

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