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Mercado de Trabalho : Conjuntura e Análise (BMT) : n. 24, ago. 2004

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O boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise tem periodicidade semestral e traz uma análise conjuntural do Mercado de trabalho, acompanhada de indicadores e seções temáticas que abordam tanto considerações mais técnicas como questões de cunho político-institucional.

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The bulletin Mercado de trabalho: conjuntura e análise is published twice a year. The publication analyses labor market situation reporting a range of indicators. Thematic sessions complements the material combining technical analysis with policy related issues.

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Apresentação : Mercado de Trabalho n.24 – ago. 2004
(Ipea, 2004-08) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
Ao encerrar-se o primeiro semestre, o mercado de trabalho apresenta uma série de números que apontam para a superação de um processo de deterioração que, excetuando-se o ano de 2000, vem marcando sua evolução desde 1997. São números que, mesmo não representando indicações inequívocas de que tal processo tenha sido superado, sinalizam de forma promissora nessa direção. A partir da retomada clara do crescimento do nível de ocupação em março, esses sinais se estenderam à evolução da taxa de desemprego e também, ainda que de forma incipiente, aos indicadores de rendimentos. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o primeiro semestre se encerrou com uma variação média de 2,3% do nível de ocupação sobre igual período de 2003, com a taxa de junho alcançando a expressiva cifra de 3,3%, na comparação com junho do ano passado. A taxa de desemprego apresentou quedas consideráveis em maio e junho, como resultado não apenas do dinamismo da ocupação, mas também em razão da diminuição na quantidade de pessoas à procura de trabalho, o que provocou um recuo, nesse indicador, de 1,3 ponto percentual em junho em relação ao observado no mesmo mês do ano passado. Por sua vez, a ligeira melhoria que os rendimentos médios reais vêm apresentando permitiu que a massa salarial real superasse em 2,9%, no final do semestre, os valores observados em junho de 2003. Quanto às perspectivas para os próximos meses, deve-se observar uma continuidade na atual evolução do nível de ocupação, incluindo a ampliação expressiva da quantidade de empregos com carteira, à medida que se confirmem as previsões de crescimento da economia para este ano (em torno de 3,5%) e se consolidem as expectativas otimistas para 2005. Isso fará com que a taxa de desemprego mantenha sua tendência de queda, a despeito de eventuais oscilações que possam ocorrer. Também os rendimentos reais devem consolidar sua trajetória de recuperação, dando um novo impulso ao aumento da massa salarial e contribuindo para que o mercado de consumo interno passe a funcionar também como um elemento dinamizador do crescimento da economia, ao lado das exportações e dos investimentos em formação de capital.
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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.24 – ago. 2004
(Ipea, 2004-08) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
O comportamento do mercado de trabalho tem se caracterizado, nos últimos meses, por uma gradual recuperação dos seus principais indicadores. Iniciada com a retomada do nível de ocupação, ela já se reflete no indicador que mais chama a atenção da sociedade: a taxa de desemprego. Os indicadores de rendimentos também começam a mostrar variações positivas, interrompendo a trajetória de deterioração que vinham apresentando. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, depois da queda sazonal do início do ano, a ocupação começou a crescer de forma clara a partir de março (Gráfico 1), tendo o primeiro semestre se encerrado com uma variação média de 2,3% sobre igual período de 2003. Esse crescimento vem se intensificando mês a mês, com a taxa de junho alcançando a expressiva cifra de 3,3%, na comparação com junho do ano passado.
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A Economia solidária no governo federal
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2004-08) Singer, Paul
Em junho de 2003, o Congresso Nacional aprovou projeto de lei do presidente Lula, criando no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes). Reconheceu dessa forma o Estado brasileiro um processo de transformação social em curso, provocado pela ampla crise do trabalho que vem assolando o país desde os anos 1980. A Senaes entende que sua missão é difundir e fomentar a economia solidária em todo o Brasil, dando apoio político e material às iniciativas do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES). Esse fórum inclui as principais agências de fomento da economia solidária, a rede de gestores municipais e estaduais de economia solidária, a Associação Brasileira de Gestores de Entidades de Micro-Crédito (Abcred) e as principais associações e redes de empreendimentos solidários de todo o país.
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A Emergência e potencialidades da economia solidária e autogestão no contexto das transformações do mundo do trabalho : a participação da universidade
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2004-08) Heckert, Sonia Maria Rocha
A economia solidária, hoje emergente, não é uma forma compensatória diante da exclusão do mercado formal de um número significativo de trabalhadores, mas uma outra economia sintonizada com transformações mais profundas. Com isto, não pretende-se minimizar a premência de se buscar respostas imediatas para um dos maiores problemas da atualidade, o desemprego. Pretende-se centrar a atenção em uma forma de organização econômica que seja simultaneamente viável e emancipatória e na qual os conceitos de solidariedade, autogestão e democracia, entre outros, estejam elencados como princípios fundamentais.
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Transformações no mundo do trabalho e economia solidária
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2004-08) Verardo, Luigi
Aborda as mudanças do denominado “mundo do trabalho” exige que se considere o processo de reestruturação produtiva antes de se ater a particularidades de ordem social, política e cultural. As relações de trabalho e as formas de organização dos trabalhadores estão profundamente relacionadas com as transformações da produção e do mercado.
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