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Radar: Tecnologia, Produção e Comércio Exterior : n. 05, dez. 2009

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Resumo

O “Radar: Tecnologia, Produção e Comércio exterior” é uma publicação bimestral do IPEA, que apresenta artigos variados originados de pesquisas do corpo técnico da instituição. Seu objetivo é apresentar os resultados preliminares de pesquisas que se encontram em desenvolvimento no Ipea, e que serão publicadas na forma de Textos para Discussão ou de capítulos de livros. Os temas divulgados envolvem estudos sobre inovações tecnológicas, competitividade industrial, comércio exterior, políticas de apoio ao desenvolvimento científico, mercado de trabalho, qualificação de mão de obra, patentes industriais, e outros temas desenvolvidos pelo IPEA.

Resumo traduzido

Radar: Technology, Production and Foreign Trade is published by IPEA every two months, and presents a varied set of articles originating from research by IPEA staff. The bulletin aims to anticipate the preliminary results of work in progress in IPEA, which will later be published as Discussion Texts or book chapters. The subjects comprise studies on technological innovation, industrial competitiveness, foreign trade, policy support to scientific development, the labor market and employees’ qualifications, industrial patents and other themes that are the subjects of research in IPEA.

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Variáveis proxy para os gastos empresariais em inovação com base no pessoal ocupado técnico-científico disponível na Relação Anual de Informações Sociais (Rais)

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Publicação
O Setor produtivo brasileiro em três cenas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Almeida, Marcio Wohlers de
Neste artigo discutir-se-á os impactos da crise financeira internacional sobre o setor produtivo no Brasil, com base em uma periodização que se apoia na evolução de indicadores selecionados no país no período que se estende de 2007 até o final de 2009. Mostra, ainda que existam fortes indícios de que a crise – cujos formatos propostos nos debates acadêmicos são, entre outros, de V, U, U largo, L e W – efetivamente se parecerá com uma espécie de “V, à espera do mercado externo”. Esta proposição decorre da constatação de que o mercado externo, com exceção da China (compradora de soja e minério de ferro no país), ainda não se recuperou. De fato, a crise persiste como um fenômeno importante na Europa e nos EUA. Nesse sentido, questiona-se aqui até que ponto somente o mercado interno conseguirá dinamizar o conjunto da economia brasileira. Além dessa questão central, o tema estudado nos remete para outras perguntas relativas ao período atual que podem ser colocadas, conforme a seguir. i) como mudar a estrutura produtiva do país de modo a torná-lo mais competitivo? ii) qual o impacto da crise e trajetória do câmbio sobre a dinâmica do setor industrial e, em particular, da indústria de bens de capital? iii) como aumentar, de forma sustentável, a taxa de investimento? iv) como elevar a taxa inovação nas empresas? v) quais as novas formas de inserção internacional que se colocam para a economia brasileira? vi) a política industrial (PDP) deve ser alterada nesse novo contexto de retomada?
Publicação
Banda larga no Brasil : por que ainda não decolamos?
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Kubota, Luis Claudio; Almeida, Marcio Wohlers de
O artigo trata do que seria o impacto econômico e social de termos, em nosso país, acesso universal à internet com alta velocidade e qualidade compatível com a utilização de streaming? Qual seria o impacto de tal acesso no processo de inclusão social ora em curso no Brasil? Este texto, que se estende além dos aspectos estritos da tecnologia de telecomunicações, visa ampliar o debate, ao tecer cenários e hipóteses sobre o mercado de acesso à internet em banda larga. Inicialmente, faz-se necessário entender por que a banda larga é um tema tão debatido no mundo atual. Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), a banda larga acelera sobremaneira o processo de inclusão digital: esta pode ser um atalho para rever dívidas sociais históricas e galgar um nível de participação e inclusão social inédito.
Publicação
Variáveis proxy para os gastos empresariais em inovação com base no pessoal ocupado técnico-científico disponível na Relação Anual de Informações Sociais (Rais)
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2009-12) Araújo, Bruno César Pino Oliveira de; Cavalcante, Luiz Ricardo; Alves, Patrick Franco
Este artigo trata do cálculo de coeficientes de correlação entre os gastos empresariais em inovação e estratos do pessoal ocupado que potencialmente envolvem-se em atividades dessa natureza. A hipótese de que o pessoal ocupado técnico-científico correlaciona-se com os gastos em inovação é facilmente amparada pelo senso comum, seja porque a remuneração destes profissionais é, pelo menos em parte, um componente dos gastos em P&D, seja porque a presença de profissionais com este perfil está associada a gastos em atividades voltadas para a inovação. Em suma: a proposta apoia-se na hipótese de uma forte correlação entre os gastos em inovação e o número de funcionários ocupados nessas atividades nas empresas. Embora possa haver variações intersetoriais e mesmo intrassetoriais – decorrentes das diferentes estratégias tecnológicas adotadas pelas empresas e da própria natureza dos projetos de P&D nos quais se investem os recursos -, acredita-se que, em termos agregados, proxies dessa natureza podem ser bons indicadores dos gastos empresariais em inovação. A Proxy sugerida pode ser obtida com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego (Rais/TEM), permitindo, assim, estimativa anualizada dos gastos empresariais em P&D, e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED/TEM), divulgado mensalmente.

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