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Mercado de Trabalho : Conjuntura e Análise (BMT) : n. 28 set. 2005

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O boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise tem periodicidade semestral e traz uma análise conjuntural do Mercado de trabalho, acompanhada de indicadores e seções temáticas que abordam tanto considerações mais técnicas como questões de cunho político-institucional.

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The bulletin Mercado de trabalho: conjuntura e análise is published twice a year. The publication analyses labor market situation reporting a range of indicators. Thematic sessions complements the material combining technical analysis with policy related issues.

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Apresentação : Mercado de Trabalho n.28 – set. 2005
(Ipea, 2005-09) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
O mercado de trabalho vem tendo, este ano, um desempenho aquém do verificado no ano passado, o que não é de surpreender, haja vista a desaceleração havida na taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) trimestral desde o início de 2004, apenas revertida no segundo trimestre deste ano, quando, descontando os fatores sazonais, sua variação real foi de 1,2%. Assim, a criação de empregos até o mês de julho, nas seis regiões metropolitanas cobertas pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), foi cerca de 80% inferior ao número observado em igual período do ano passado. Não obstante, a taxa de desemprego tem se mantido em níveis relativamente baixos (considerando o elevado patamar que ela chegou a atingir em 2004), em razão de a oferta de mão-de-obra também mostrar-se tímida, com a taxa de participação das pessoas no mercado de trabalho em junho e julho voltando aos níveis do início do ano. Com a aceleração recente da economia e as boas perspectivas para os próximos meses, o mercado de trabalho tenderá a mostrar uma melhoria no desempenho da ocupação e, com isso, a possibilidade de continuidade da trajetória de queda da taxa de desemprego, mesmo que a oferta de trabalho também venha a mostrar um maior dinamismo.
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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.28 – set. 2005
(Ipea, 2005-09) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
Apesar de o mercado de trabalho ter criado praticamente o mesmo número de empregos no primeiro semestre de 2005 ante o mesmo período de 2004, existem diversos aspectos dos principais indicadores agregados que merecem ser avaliados com maior atenção, como a diminuição da velocidade de geração de novas vagas quando analisados tanto os respectivos segundos trimestres, como, principalmente, os meses de julho desses dois anos. Mesmo considerando esse arrefecimento da contratação líquida, especialmente no mês de julho — início do segundo semestre — ainda se percebe a continuação do crescimento de empregos formais em velocidade acima dos informais, caracterizando, assim, geração de empregos de maior qualidade ante o que ocorreu no mesmo período de 2004. Somado a isso, outro aspecto positivo do mercado de trabalho é a menor taxa de desemprego registrada em todos os meses deste ano, quando comparada aos mesmos meses do ano anterior. Os rendimentos reais, que passaram ao longo de todo primeiro semestre de 2005 registrando perda de fôlego em suas taxas de variação anuais até junho, voltaram a apresentar forte crescimento mensal em julho, quebrando, assim, uma tendência que apontava para um novo período de deterioração desse indicador.
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Políticas públicas de economia solidária e gestores públicos
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2005-09) Schwengber, Angela M.
A economia solidária e as políticas públicas de fomento a esse setor, no Brasil, não são um universo separado do restante da sociedade brasileira, da sua cultura política, do seu contexto socioeconômico, das suas conquistas e das suas contradições, da sua institucionalidade. Portanto, o seu espaço de realização não é idílico e seu universo não é especulativo. Por serem parte dessa estrutura, ainda que como contraponto, e por serem recentes, a economia solidária e as políticas públicas em implantação para esse segmento assumem características de um movimento de resistência e de construção do novo no âmago das contradições da nossa sociedade. Em virtude disso, não são experiências já consolidadas e plenamente elaboradas, antes são novas práticas que requerem muita atenção e cuidado por parte de todos os atores envolvidos, para que não massacremos o projeto para preservar determinadas práticas. Ou seja, estamos construindo o novo, o que, por outro lado, não nos permite (particularmente como gestores públicos) que tratemos as políticas públicas como experimentos e os seus beneficiados como cobaias. A dívida histórica que a sociedade brasileira tem com as camadas populares, em especial os mais pobres e excluídos, exige de todos nós um compromisso ético com processos e resultados efetivos.
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Cooperativas e empresas autogestionárias : trabalho, participação e desenvolvimento econômico e social
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2005-09) Oda, Nilson Tadashi
No âmbito da chamada economia solidária, as empresas autogestionárias e as cooperativas constituídas por meio do processo de reconversão de empresas em crise ou falidas ganham, a cada dia, maior importância. A retomada das atividades produtivas possibilita, de forma direta, na sua totalidade ou parcialmente, a recuperação dos postos de trabalho, a manutenção das instalações, máquinas e equipamentos, a geração de renda, o pagamento de impostos e tributos, entre outros, sobrepondo-se positivamente ao cenário comum das “fábricas fantasmas” que vão se deteriorando com o tempo, ou são dilapidadas pela subtração ou destruição de seus bens. Entretanto, esse processo, apesar de seus resultados econômicos e sociais, comprovados em várias experiências nacionais e internacionais, enfrenta inúmeras dificuldades no país.
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A Nova lei de falências e as empresas recuperadas sob o sistema da autogestão
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2005-09) Gonçalves, Wagner Augusto
As empresas recuperadas pelos trabalhadores, assim como os demais empreendimentos autogestionários, têm como principal característica a gestão democrática exercida por todos os trabalhadores que compõem seu quadro societário, organizados sob a forma de sociedade cooperativa, anônima ou limitada. Tais organizações surgiram, principalmente, em meio urbano, crescendo em números de experiências no Brasil em virtude da situação econômica vivenciada pelo país desde a Era Collor, que, com a abertura do mercado, a tributação excessiva e injusta e os altos encargos trabalhistas, teve como resultado o sucateamento da indústria nacional, seu crescente endividamento, culminando em posterior insolvência e quebra. Nesse quadro, o trabalhador, que já não tem seus direitos sociais constitucionais (saúde, educação, segurança, trabalho, moradia, entre outros) efetivamente garantidos pelo governo, quando perde seu emprego, tem pouca, ou quase nenhuma chance de se recolocar no mercado de trabalho.
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