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Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 17, maio/ago. 2014

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Resumo

O Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) é uma publicação da Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais (Dinte) do Ipea e visa promover o debate sobre temas importantes para a inserção do Brasil no cenário internacional, com ênfase em estudos aplicados no campo da Economia Internacional e das Relações Internacionais, tendo como público-alvo acadêmicos, técnicos, autoridades de governo e estudiosos das relações internacionais em geral.

Resumo traduzido

The Economics and International Policy Bulletin (BEPI) is a publication of the Board of Studies and Economic Relations and International Policies (Dinte) IPEA and aims to promote debate on issues important to the insertion of Brazil internationally, with an emphasis on applied studies in the field of International Economics and International Relations, with the academic audience, technical, government officials and scholars of international relations in general.

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Ascensão dos valores asiáticos e consequências para o ocidente
Participação em Cadeias Globais de Valor e desenvolvimento econômico
A Cadeia Global de Valor da indústria automobilística: dinâmica de produção e comércio exterior
Proteção comercial para bens intermediários
Cadeias Globais de Valor e desenvolvimento : o caso do Vietnã
A Cadeia Global de Valor de Couro e Calçados : padrões de inserção do Brasil, México e Taiwan

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Publicação
Ascensão dos valores asiáticos e consequências para o ocidente
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014-08) Britto, Marcelo Almeida de; Silva Filho, Edison Benedito da
A ascensão econômica e política da China no século XXI evidenciou não apenas o sucesso do padrão asiático de desenvolvimento e inserção internacional, mas também trouxe consigo um desafio direto à estrutura de poder global erigida no pós-Guerra. O temor no Ocidente quanto à crescente influência chinesa nas relações internacionais – e, em especial, ao questionamento da hegemonia dos valores democráticos em prol de um modelo centralizador e nacionalista –, foi agravado pela aparente incapacidade das potências ocidentais de superar a crise internacional desencadeada em 2008. O objetivo deste estudo é discutir algumas das consequências da ascensão econômica da Ásia, com destaque para a China, no tocante à disseminação de novos valores culturais que contrastam com a tradição ocidental. Para tanto, busca-se resgatar as principais influências do pensamento confucionista na organização produtiva chinesa, além de seu impacto sobre as decisões políticas que norteiam os projetos de desenvolvimento de algumas das maiores economias do Sudeste Asiático.
Publicação
Participação em Cadeias Globais de Valor e desenvolvimento econômico
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014-08) Nonnenberg, Marcelo José Braga
O aumento da importância das Cadeias Globais de Valor (CGV) é um dos mais importantes fenômenos do comércio internacional nos últimos vinte anos. Portanto, a inserção dos países emergentes nessas cadeias tem sido vista como uma condição fundamental para o seu desenvolvimento. Contudo, este artigo objetiva mostrar que esta relação não é direta e passa por algumas nuances. Esta questão deve, ainda, ser problematizada em razão das questões metodológicas envolvidas na mensuração das CGVs.
Publicação
A Cadeia Global de Valor da indústria automobilística: dinâmica de produção e comércio exterior
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014-08) Lima, Uallace Moreira
As novas estratégias de internacionalização da produção residem no fato de muitas indústrias saírem da condição de entidades delimitadas nacionalmente para a condição de redes de negócios fragmentadas, em termos organizacionais e globalmente distribuídas, levando as empresas a se envolverem na produção de um bem ou serviço, desde a sua concepção até o consumo final. Essa nova estratégia, que ganha força principalmente a partir dos anos 1990 com a globalização produtiva, é mais conhecida como Cadeias Globais de Valor (CGVs). A indústria automotiva mundial, como muitas outras, está no meio desse processo de transição profunda. Desde meados da década de 1980, há um processo de transição de indústrias nacionais localizadas em um número limitado de países para uma indústria global mais integrada. Fatores como saturação do mercado, altos níveis de motorização e pressões políticas sobre montadoras para produzir onde vendem têm incentivado a dispersão da montagem final, fazendo com que a produção aconteça em muitos mais lugares do que há trinta anos. Portanto, o objetivo deste artigo é analisar o funcionamento da Cadeia Global de Valor da indústria automobilística, sua dinâmica e tendência, levando em consideração a organização do processo produtivo na economia mundial e seu comércio exterior.
Publicação
Proteção comercial para bens intermediários
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014-08) Carneiro, Flavio Lyrio
Este artigo tem por objetivo analisar a estrutura de proteção tarifária que o Brasil impõe sobre os bens intermediários, examinando sua evolução recente e comparando-a com a de países em desenvolvimento selecionados, de modo a avaliar se a proteção que o Brasil impõe sobre este tipo de bem é mais restritiva que a dos demais. Tanto os dados agregados quanto as diversas desagregações utilizadas permitem concluir que as tarifas brasileiras sobre produtos intermediários são, em geral, consideravelmente mais elevadas do que as dos outros países examinados. Além disso, para a maioria dos países, é possível distinguir uma tendência claramente decrescente nessas tarifas, enquanto no Brasil, ao final do período, as tarifas sobre intermediários aumentaram tanto nos dados agregados quanto em cada uma das desagregações adotadas (em todas as categorias de intensidade tecnológica, seções e capítulos). Contudo, a análise realizada sugere que, salvo exceções, as tarifas brasileiras sobre bens intermediários são, em geral, inferiores à média tarifária de todas as categorias de uso. Este fato indica que a proteção elevada aos bens intermediários decorre diretamente da elevada estrutura de proteção tarifária imposta à pauta de importações como um todo, e não de algum viés na estrutura tarifária em direção a este tipo de bem. Ainda assim, a excessiva proteção imposta pelo Brasil à importação de bens intermediários provavelmente prejudica a competitividade internacional da produção brasileira, na medida em que pode onerar a estrutura de custos das empresas, enquanto concorrentes em outros países conseguem adquirir insumos a um custo mais baixo.
Publicação
Cadeias Globais de Valor e desenvolvimento : o caso do Vietnã
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2014-08) Pinto, Eduardo Costa; Corrêa, Ludmila Macedo
Este estudo objetiva analisar as linhas gerais das estratégias de inserção nas Cadeias Globais de Valor (CGVs) a partir da experiência do Vietnã. Por meio de suas vantagens intrínsecas, tais como a proximidade com o mercado chinês e a disponibilidade de mão de obra de baixo custo, o país logrou desenvolver outros diferenciais competitivos, com reformas econômicas e institucionais que asseguraram sua inserção bem-sucedida na cadeia produtiva de eletrônicos. O caso do Vietnã ilustra a necessidade de países como o Brasil, que possuem uma economia diversificada, porém com custos mais elevados de mão de obra, em buscar desenvolver vantagens competitivas por meio do investimento em infraestrutura e da abertura comercial para lograrem aproveitar as oportunidades de crescimento em um mundo cada vez mais integrado e interdependente.

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