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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 13, n. 01, abr. 1983

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Confissões de um dissidente : a estratégia do desenvolvimento reconsiderada
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1983-04) Hirschman, Albert
Este artigo representa uma reavaliação crítica, por parte do autor, do significado do conjunto de sua própria obra, bem como uma reflexão sobre aspectos cruciais de sua trajetória intelectual ao longo dos últimos 40 anos. Ênfase especial é conferida à problemática do desenvolvimento, à reconsideração, por parte do autor, do que permanece de válido em sua pioneira contribuição e à questão dos usos - devidos e indevidos - que foram dados a seus conceitos sobre o processo de desenvolvimento econômico. Originariamente pensados para países mais atrasados, muitas das idéias do autor têm hoje surpreendente relevância para os termos em que está colocada a discussão sobre ajuste estrutural e política econômica nos países mais avançados.
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A Dinâmica de salários e preços na economia brasileira : 1966/81
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1983-04) Modiano, Eduardo Marco
Neste artigo é formulado e estimado econometricamente um modelo de determinação simultânea de salários e preços para a economia brasileira. O modelo explora algumas características estruturais e institucionais observadas na formação de salários e preços no Brasil, tais como: a rigidez dos mark-ups do setor industrial; a inércia no processo de indexação salarial; e a exogeneidade dos preços agrícolas e outras matérias-primas. Ao contrário das estimativas tradicionais da curva de Phillips para a Brasil, a questão da existência de uma relação entre a taxa de inflação e o nível de atividade econômica é analisada em sua forma original, ou seja, estimando-se separadamente uma equação para a evolução dos salários. Os resultados obtidos são contrastados tanto com as estimativas tradicionais da curva de Phillips quanto com as estimativas mais recentes da nossa literatura econômica. A robustez destes resultados é avaliada estimando-se especificações alternativas à adotada no que diz respeito à flexibilidade dos mark-ups, à mudança de periodicidade dos reajustes salariais e ao repasse da produtividade aos salários.
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Indexação, choque externo e nível de atividade : notas sobre o caso brasileiro
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1983-04) Lopes, Francisco Lafaiete; Modiano, Eduardo Marco
Este trabalho utiliza um modelo teórico simplificado, que incorpora aspectos estruturais e institucionais da economia brasileira (como a indexação salarial e a restrição externa), para analisar alternativas de ajustamento macroeconômico a choques externos. Opções de desvalorização cambial, de controle de preços e salários e de tributação são avaliadas separadamente em termos de impactos sobre crescimento, inflação e balanço de pagamentos. Sugere-se que uma combinação destas opções teria sido a reação adequada da política econômica nos anos 70, em contraste com a opção brasileira de ajustamento via subsídio ao preço doméstico da energia e endividamento externo. 0 trabalho termina com uma breve análise das perspectivas de ajustamento nos anos 80, agora drasticamente limitadas pela vulnerabilidade que resultou da opção pelo endividamento externo.
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Distribuição de renda e padrões de crescimento : um modelo dinâmico da economia brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1983-04) Bonelli, Regis; Cunha, Paulo Vieira da
O trabalho tem por objetivo avaliar como reagiriam as taxas de crescimento da produção dos 20 setores em que dividimos a economia brasileira a hipotéticas redistribuições da renda e, portanto, do consumo, segundo quatro classes de renda. As simulações são feitas utilizando-se um modelo de insumo-produto, no qual o investimento é tratado endogenamente, e referem-se ao período 1970/75. A diferença de outros trabalhos com o mesmo objetivo, não se trata aqui de avaliar os efeitos da redistribuição sobre o produto e a demanda agregados: estes, bem como a composição da demanda agregada, mantêm os valores observados no período. Os resultados permitem classificar os setores em três grupos com características especificas quanto à relação entre concentração da renda e crescimento. Adicionalmente, destacam a importância das alterações no padrão de consumo sobre o crescimento setorial simulado e colocam em discussão o trade-off entre a maior sofisticação metodológica incorporada no modelo dinâmico adotado e a simplicidade de cálculo de modelos mais simples.
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Comportamento oligopolista e controle de preços industriais : o caso do gênero material de transporte, 1969/82
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1983-04) Considera, Cláudio Monteiro
A possibilidade teórica de uma trajetória anticíclica do mark-up tem sido levantada na literatura de economia industrial, a despeito de a hipótese apontada como mais plausível ser a de sua constância. E, como tal (constante) , o mark-up é tratado na quase totalidade das pesquisas empíricas, quer no campo micro ou macroeconômico. Neste artigo procura-se discutir teoricamente a possibilidade de o mark-up comportar-se anticiclicamente em setores que se caracterizam por serem altamente oligopolizados, possuírem elevado grau de coesão interna e produzirem bens com baixa elasticidade-preço e alta elasticidade-renda. Este parece ser o caso da indústria brasileira de material de transporte. Os modelos aqui testados, quer o de variação de preços, quer o de variação de mark-up, não rejeitam as hipóteses formuladas. Em vista disso, e de razões de ordem teórica e institucional aqui discutidas, sugere-se ser imprescindível o retorno desse setor, e de outros também oligopolizados, às normas do controle de preços.
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