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Tempo do Mundo (TM): v. 2, n. 2, jul. 2016

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Revista Tempo do Mundo (RTM), The perspective of the world review (PWR), Perspective of the world

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Resumo

Publicação semestral do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada cujo propósito é apresentar e promover debates sobre temas contemporâneos. Seu campo de atuação é o da economia e política internacionais, com abordagens plurais sobre as dimensões essenciais do desenvolvimento, como questões econômicas, sociais e relativas à sustentabilidade. Tempo do Mundo contém artigos em português, inglês e espanhol e é publicada em janeiro e julho.

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A Honeymoon with China? : Public perceptions in Latin America and Brazil
Political aspects of chinese investment in Latin America
Brazil/China partnership and the United States
China Y América Latina : de la oporunidad al desafío
Entre los "cuentos chinos" y la realidad : el surgimiento de China, un dilema central de la política exterior argentina
Complex asymmetry : a comparative perspective on China's relations with Africa and Latin America
Nuevas directrices en la asociación Venezuela-China
China in Latin America : environment and development dimensions

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Publicação
A Honeymoon with China? : Public perceptions in Latin America and Brazil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2016-07) Armony, Ariel C.; Velásquez, Nicolás G.
O comércio China-América Latina cresce dramaticamente desde a virada do século, com a relação comercial entre Brasil e China liderando a tendência regional. O comércio bilateral cresceu quase quinze vezes entre 2000 e 2013, com uma balança comercial favorecendo o Brasil. A relação resultante amadureceu e, hoje, além do comércio, engloba uma matriz complexa que inclui dimensões de desenvolvimento, política, cultura e soft power, envolvendo não apenas atores estatais e corporativos, mas também os cidadãos comuns. Este artigo analisa as percepções latino-americanas e brasileiras em relação à China a partir de pesquisas de opinião pública. Foca-se especialmente em como a natureza das primeiras interações político-econômicas sino-brasileiras permitiram que se criasse, na perspectiva dos brasileiros, a imagem de uma “lua de mel” entre os países, na qual posições socioeconômicas ou ideológicas tiveram pouco impacto na avaliação global positiva da China. No entanto, esta “lua de mel” não deve ser tomada como dada, uma vez que as relações de troca, inicialmente favoráveis ao Brasil, provavelmente sofrerão alterações em um futuro próximo.
Publicação
Political aspects of chinese investment in Latin America
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2016-07) Blanchard, Jean-Marc F.
Para alguns, a crescente interdependência econômica da China com a América Latina, juntamente às suas extensas relações políticas e aos laços com outros países da região, anunciam uma nova ordem político-econômica regional e, quiçá, global, no que diz respeito às relações políticas bilaterais, às instituições internacionais e ao lugar dos Estados Unidos. A literatura sobre a economia política da segurança nacional, no entanto, sugere que se deve manter cautela ao assumir uma correspondência direta entre estímulos econômicos e comportamento político. Este artigo investiga precisamente essa relação a partir de uma análise da economia política das relações de investimento da China na América Latina, com foco nos casos China-Brasil e China-Venezuela. Conclui-se que variáveis políticas desempenham um papel crucial ao iluminar posições do Brasil e da Venezuela em relação à China, e que relações econômicas amplas e profundas com o país não eliminaram alguns atritos e comportamentos egoístas por parte de Brasil e Venezuela. Além disso, mostra-se que a China considera uma variedade de fatores não econômicos para determinar a natureza da sua relação com estes países latino-americanos. Em resumo, o investimento chinês na América Latina, mesmo que embasado em fortes laços comerciais, não parece estar resultando em efeitos políticos transformadores, a despeito das predições mais sensacionalistas.
Publicação
Brazil/China partnership and the United States
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2016-07) Albuquerque, José Augusto Guilhon
O objetivo deste artigo é avaliar o efeito da relação especial do Brasil com a China sobre as relações bilaterais do Brasil com os Estados Unidos. Este trabalho divide-se em quatro seções, incluindo uma introdução. Na segunda, examina-se a chamada parceria estratégica entre o Brasil e a China. Na terceira, analisa-se até onde as relações entre a China e os Estados Unidos no sistema global poderiam afetar tanto as relações Brasil-Estados Unidos, quanto as relações Brasil-China. Finalmente, na quarta, com base na análise acima mencionada, formulam-se algumas recomendações no que diz respeito às orientações estratégicas do Brasil a respeito da atual transição na distribuição do poder mundial. Este estudo baseia-se em uma revisão da atual literatura e em extensa análise de pronunciamentos oficiais do governo brasileiro.
Publicação
China Y América Latina : de la oporunidad al desafío
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2016-07) Bernal-Meza, Raúl
Este artigo apresenta uma análise das mudanças na economia política global dos últimos 35 anos, cujo fenômeno fundamental tem sido a ascensão da China ao posto de potência econômica mundial, e de como isso afetou o desenvolvimento e a integração internacional da América Latina. Depois de explicar os dois processos, um exame das relações econômicas entre a China e nossa região é realizado e as conclusões são apresentadas.
Publicação
Entre los "cuentos chinos" y la realidad : el surgimiento de China, un dilema central de la política exterior argentina
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2016-07) De la Balze, Felipe
A Argentina está isolada do mundo e sua reputação internacional está em declínio. No comércio internacional, apesar das circunstâncias internacionais favoráveis, o país não possui padrão de exportação diversificado e, consequentemente, vem perdendo mercados importantes. Em termos de investimento direto estrangeiro, a instabilidade recorrente e a discricionariedade na aplicação das regras do jogo acarretaram sua redução. Em contraste, as reformas pró-mercado introduzidas pela China, com uma taxa de investimento elevada, geraram um tremendo progresso econômico nas últimas décadas. A emergência da China no cenário mundial é benéfica para a Argentina se for entendida e aproveitada, mas é preciso ter em mente que as economias argentina e chinesa, no domínio comercial, são menos complementares do que vem sendo discutido nos últimos anos. Infelizmente, a China importa apenas alguns dos produtos com maior valor agregado dos argentinos, uma vez que a maior concentração de exportações do país latino-americano para a China são matérias-primas. A Argentina deve implementar uma estratégia eficaz de envolvimento com a China no futuro e aproveitar as oportunidades que se apresentam.

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