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Carta de Conjuntura : n. 58, jan./mar. 2023

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A Carta de Conjuntura, com periodicidade trimestral, traz uma análise dos principais temas econômicos, sempre acompanhada de projeções dos mais importantes indicadores macroeconômicos.

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CARTA DE CONJUNTURA. Rio de Janeiro, RJ: Ipea, n.58, jan./mar. 2023. ISSN: 19828772. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/

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Publicação
Investimento líquido e estoque de capital – atualização de dados desagregados de 2020 e agregados do terceiro trimestre de 2022
(Ipea, 2023-03) Souza Júnior, José Ronaldo de Castro; Cornelio, Felipe Moraes; Ipea; José Ronaldo de Castro Souza Júnior; Felipe Moraes Cornelio
Esta nota atualiza as séries dos indicadores Ipea de investimento líquido e de estoque de capital até o terceiro trimestre de 2022. Devido à divulgação dos dados anuais de 2020 do Sistema de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (SCN/IBGE), todos os dados a partir desse ano foram revisados. No caso do estoque de capital, os dados anuais de 2020 permitem não só estimativas de melhor qualidade como também a desagregação por componente, inclusive três categorias de construção – infraestrutura, residencial e demais estruturas. Particularmente, destaca-se a recuperação do crescimento do estoque de infraestrutura devido às elevadas taxas de crescimento dos investimentos brutos no segmento por dois anos consecutivos, 18,8% em 2019 e 13% em 2020. Com isso, o investimento líquido, que havia ficado negativo em 2017 e 2018, voltou a ficar positivo em 2019 e avançou significativamente em 2020 (ano da recessão causada pela pandemia), indicando que o estoque de capital de infraestrutura voltou a aumentar, passando de 0,1% em 2019 para 0,7% em 2020. Em relação às estimativas trimestrais agregadas com dados mais recentes, apesar da desaceleração do crescimento da formação bruta de capital fixo (FBCF), os investimentos líquidos (excluído o valor da depreciação) apresentaram aceleração do crescimento, por muito influenciado pela redução da depreciação. O resultado em termos de estoque de capital foi a continuidade de crescimento, atingindo uma taxa de crescimento interanual de 1,0% em setembro de 2022 – depois de ter fechado 2021 com 0,7%.
Publicação
Indicador Ipea mensal de FBCF – resultado de outubro de 2022 e nota metodológica
(Ipea, 2023-03) Carvalho, Leonardo Mello de; Cavalcanti, Marco Antônio Freitas de Hollanda; Ipea; Leonardo Mello de Carvalho; Marco Antônio Freitas de Hollanda Cavalcanti
O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma alta de 2,2% na comparação entre outubro e setembro na série com ajuste sazonal. Com isso, o trimestre móvel encerrado em outubro registrou um acréscimo de 1,5%. Nas comparações com os mesmos períodos de 2021, enquanto outubro apresentou uma alta de 6,6%, o trimestre móvel aumentou 5,9%. No acumulado em doze meses, os investimentos totais apresentaram um crescimento de 0,4% em outubro. Na comparação com ajuste sazonal, o consumo aparente de máquinas e equipamentos – que corresponde à produção nacional destinada ao mercado interno acrescida das importações – apresentou um avanço de 2,9% em outubro, encerrando o trimestre móvel com uma alta de 1,9%. De acordo com os seus componentes, enquanto a produção nacional de máquinas e equipamentos avançou 7,4% em outubro, a importação cedeu 14% no mesmo período. Ainda assim, as importações cresceram 22,6% no trimestre mó¬vel.1 A produção nacional, por sua vez, encerrou o período com uma queda de 5,1%. No acumulado em doze meses, a demanda interna por máquinas e equipamentos registrou uma queda de 7,2%.
Publicação
Estimativa preliminar do resultado primário do governo central em dezembro de 2022
(Ipea, 2023-03) Ferreira, Sergio; Martins, Felipe; Ipea; Sergio Ferreira; Felipe Martins
De acordo com dados da execução orçamentária registrada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) do governo federal, obtidos por meio do Tesouro Gerencial, os quais fornecem boa aproximação com os dados oficiais relativos ao resultado primário que será divulgado posteriormente pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN),1 o mês de dezembro de 2022 apresentou um superávit primário de R$ 1,5 bilhão nas contas do governo central. Como mostra a tabela 1, a receita líquida do governo central atingiu R$ 168,9 bilhões nesse mês – decréscimo em termos reais de 7,9% quando comparada com dezembro de 2021 – e a despesa totalizou R$ 167,4 bilhões – retração de 0,8% na mesma base de comparação. Com os dados de dezembro, o ano de 2022 fechou com superávit primário de R$ 53,8 bilhões, contra um déficit de R$ 40,2 bilhões em 2021, ambos a preços de dezembro de 2022.
Publicação
Inflação por faixa de renda – Dezembro/2022
(Ipea, 2023-03) Lameiras, Maria Andreia Parente; Ipea; Maria Andreia Parente Lameiras
O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda revela que, em dezembro, todas as classes registraram aceleração da inflação na margem (tabela 1). Em termos absolutos, a faixa de renda muito baixa foi a que apontou a maior taxa de inflação em dezembro (0,71%), enquanto a menor taxa foi verificada no segmento de renda alta (0,50%). Com a incorporação deste resultado, no acumulado de 2022, todas as faixas de renda apresentaram significativa desaceleração da inflação em relação ao observado no ano anterior. De acordo com o indicador, em 2022, as famílias de renda média baixa apresentaram a menor alta inflacionária (5,59%) e o segmento de renda alta foi o que apontou a taxa mais elevada no período (6,83%).
Publicação
Inflação de alimentos : como se comportaram os preços em 2022
(Ipea, 2023-03) Ferreira, Diego; kreter, Ana Cecília; Servo, Fabio; Florido, Antonio Carlos Simões; Souza Júnior, José Ronaldo de Castro; Bastos Filho, Guilherme Soria; Diego Ferreira; Ana Cecília Kreter; Fabio Servo; Antonio Carlos Simões Florido; José Ronaldo de Castro Souza Júnior; Guilherme Soria Bastos Filho
Esta Nota analisa o comportamento do grupo alimentação e bebidas do IPCA, mais especificamente do subgrupo alimentação no domicílio. O entendimento da contri¬buição desse subgrupo se dá a partir da compreensão da importância dos pesos dos produtos na composição do índice geral e da variação de seus preços ao longo do ano. De todos os itens, o único que apresentou peso alto nesse grupo de preços (12,4%) e alta variação em 2022 (22,1%) foi o item leites e derivados. A queda da rentabilidade da produção de leite – devido à elevação dos custos de produção e à baixa qualidade nas pastagens – foi a razão principal para a queda na oferta e a consequente alta dos preços. Este trabalho analisa ainda as variações e os pesos moderados dos demais itens, sinalizando a rigidez de preços no caso das carnes, e o efeito substituição na mesa do consumidor entre as diferentes categorias de proteínas animais. Panificados, que foram impactados fortemente pela alta dos preços do trigo com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia no primeiro semestre, tiveram desaceleração nos preços no segundo semestre.

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