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Adriano Souza Senkevics

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Sobre o pesquisador

Técnico de Planejamento e Pesquisa no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Doutor e Mestre em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) e Especialista em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça pela Universidade de Brasília (UnB). Vencedor do Prêmio Capes de Tese em Educação e do Grande Prêmio Capes de Tese das Humanidades. Fez intercâmbio na Universidade de Sydney (Austrália) e na Universidade de Toronto (Canadá). Foi pesquisador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) por dez anos. Tem experiência de pesquisa e assessoramento governamental na área de Educação, com ênfase em desigualdades educacionais, políticas de ação afirmativa e financiamento da educação básica.

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Publicação
O Imposto na ponta do giz : efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica
(Ipea, 2025-12) Mateus Hurbano Bomfim Moreno; Paulo Meyer Nascimento; Adriano Souza Senkevics; Manoela Vilela Araujo Resende; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Mateus Hurbano Bomfim Moreno; Paulo Meyer Nascimento; Adriano Souza Senkevics; Manoela Vilela Araujo Resende
Nota Técnica Disoc 121
Analisa os efeitos da reforma do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), instituída pela Lei nº 15.270/2025, sobre a renda de docentes da educação básica no Brasil. Utilizando microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2022, atualizados monetariamente, o estudo estima como a ampliação da faixa de isenção e a redução de alíquotas impactam diferentes perfis do magistério. Os resultados indicam que a proporção de docentes isentos de IRPF aumenta de 19,7% para 51,6% após a reforma, enquanto 21,9% passam a ter redução da carga tributária, beneficiando cerca de 73,5% da categoria. Os efeitos são mais intensos entre professores com apenas um vínculo empregatício, com remunerações próximas ao piso salarial, e entre docentes da rede privada. A análise também revela variações relevantes segundo região, tipo de vínculo e dependência administrativa, evidenciando que a reforma tributária produz impactos distributivos significativos sobre a renda disponível do magistério da educação básica, reforçando a articulação entre política fiscal e política educacional.
Publicação
Um Fundeb mais progressivo : efeitos redistributivos da ponderação pelo nível socioeconômico e pela disponibilidade de recursos vinculados à educação
(Ipea, 2026-04) Adriano Souza Senkevics; Maciel, Fábio Bentz; Alves, Maria Teresa Gonzaga; Victor Bridi; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Adriano Souza Senkevics; Fábio Bentz Maciel; Maria Teresa Gonzaga Alves; Victor Bridi
TD 3201
Este estudo analisa os efeitos redistributivos da introdução de dois novos fatores de ponderação no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) – o nível socioeconômico dos estudantes (NSE) e a disponibilidade de recursos vinculados à educação (DRec) –, previstos pela Emenda Constitucional (EC) no 108/2020 e regulamentados pela Lei no 14.113/2020. Utilizando dados do exercício financeiro de 2023, foram realizadas simulações contrafactuais aplicando-se regras que viriam a valer em 2025 e 2026, em cenários com e sem os novos ponderadores, em paralelo ao incremento previsto no montante de complementação da União. Os resultados indicam que a aplicação conjunta do NSE e da DRec intensifica a progressividade do Fundeb, elevando o valor aluno-ano sobretudo em municípios situados nos estratos mais pobres de renda (crescimentos médios de 8% a 15%, a depender do estrato e do cenário), enquanto redes mais ricas registram ganhos marginais ou mesmo perdas relativas. Em termos agregados, quinze estados apresentam aumentos médios superiores a 2%, com destaque para Maranhão, Pará, Ceará e Piauí, ao passo que o Rio de Janeiro figura como o único com perda líquida, em razão de seu perfil socioeconômico mais elevado e da consequente redistribuição de aproximadamente metade da complementação da União recebida pelos entes daquele estado. Globalmente, observa-se redução expressiva das desigualdades fiscais: o índice de Gini das receitas educacionais cai de 0,120 para 0,105, e a razão p90/p10, de 1,639 para 1,500, no cenário projetado para 2026. Esses achados evidenciam que a reforma do Fundeb reforça a equidade territorial no financiamento da educação básica brasileira, ao direcionar mais recursos para redes em contextos de maior vulnerabilidade social e menor capacidade fiscal.
Publicação
Construção de uma base de dados de receitas vinculadas à educação básica subnacional : fontes, desafios e resultados iniciais
(Ipea, 2026-05) Bridi, Victor; Adriano Souza Senkevics; Waltenberg, Fabio Domingues; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Victor Bridi; Adriano Souza Senkevics; Fabio Domingues Waltenberg
Nota Técnica Disoc 124
A nota técnica apresenta a construção de uma base de dados inédita sobre receitas vinculadas ao financiamento da educação básica subnacional no Brasil, abrangendo o período de 2007 a 2024. O estudo sistematiza e integra diferentes fontes de informação, entre elas o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), a Declaração de Contas Anuais das Finanças do Brasil (Finbra), dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A pesquisa discute os desafios metodológicos relacionados à comparabilidade, inconsistências contábeis, ausência de informações e heterogeneidade dos registros administrativos. Para superar essas limitações, os autores aplicam procedimentos de harmonização, validação e imputação de dados, possibilitando a consolidação de uma série histórica abrangente das receitas educacionais subnacionais. O trabalho também propõe indicadores de receitas por matrícula para análise das desigualdades de financiamento educacional entre os entes federativos, destacando o papel redistributivo do Fundeb e das complementações da União. Os resultados evidenciam crescimento significativo do financiamento da educação básica após a implementação do novo Fundeb, especialmente em decorrência da ampliação da participação federal no financiamento educacional. A base de dados construída é disponibilizada como bem público para subsidiar pesquisas e monitoramento das políticas de financiamento da educação básica no Brasil.
Publicação
O Imposto na ponta do giz: efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica
(Ipea, 2026-07) Mateus Hurbano Bomfim Moreno; Paulo Meyer Nascimento; Adriano Souza Senkevics; Manoela Vilela Araujo Resende; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Mateus Hurbano Bomfim Moreno; Paulo Meyer Nascimento; Adriano Souza Senkevics; Manoela Vilela Araujo Resende
Nota Técnica Disoc 121
Analisa os efeitos da reforma do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), instituída pela Lei nº 15.270/2025, sobre a renda de docentes da educação básica no Brasil. Utilizando microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2022, atualizados monetariamente, o estudo estima como a ampliação da faixa de isenção e a redução de alíquotas impactam diferentes perfis do magistério. Os resultados indicam que a proporção de docentes isentos de IRPF aumenta de 19,7% para 51,6% após a reforma, enquanto 21,9% passam a ter redução da carga tributária, beneficiando cerca de 73,5% da categoria. Os efeitos são mais intensos entre professores com apenas um vínculo empregatício, com remunerações próximas ao piso salarial, e entre docentes da rede privada. A análise também revela variações relevantes segundo região, tipo de vínculo e dependência administrativa, evidenciando que a reforma tributária produz impactos distributivos significativos sobre a renda disponível do magistério da educação básica, reforçando a articulação entre política fiscal e política educacional.

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