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Sérgio Felipe Melo da Silva

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Sobre o pesquisador

Economista, Mestre e Doutor em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e Técnico de Planejamento e Pesquisa (Perfil de Políticas Públicas e Avaliação) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) desde julho de 2024. Foi Economista da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) entre 2014 e 2024, atuando na Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e seus instrumentos na Amazônia Legal.

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Publicação
A COP30 e a construção de um novo modelo de desenvolvimento regional sustentável para a Amazônia
(Ipea, 2025-11) Sérgio Felipe Melo da Silva; Júlia Benfica Senra; Claudia de Oliveira Faria Salema; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Sérgio Felipe Melo da Silva; Claudia de Oliveira Faria Salema; Júlia Benfica Senra
BRUA 35
A realização de um evento da magnitude da 30a edição da Conferência das Partes (COP30), Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, fornece uma oportunidade ímpar para discussões e endereçamentos diversos sobre o tema do desenvolvimento regional amazônico. Assim, o objetivo deste trabalho é elencar elementos de discussão sobre um novo modelo de desenvolvimento regional para a Amazônia, a partir de temas que a COP30 suscita, bem como tópicos que vêm sendo debatidos ao longo dos anos sobre a trajetória de desenvolvimento da região amazônica. Apontamos a necessidade de um modelo de desenvolvimento que permita a melhoria da estrutura produtiva regional, hoje com uma possibilidade de maior proximidade de consenso, que é a bioeconomia ou seus conceitos correlatos. Destacamos ainda que a COP30 pode ser um evento moldador da construção de um amplo pacto sobre o desenvolvimento regional amazônico, ilustrando, entre outros aspectos, a noção de missões apresentada por Mariana Mazzucato, como uma perspectiva a ser considerada nesta discussão.
Publicação
A Bioeconomia como estratégia possível para o desenvolvimento sustentável da Amazônia : o contexto do estado do Amapá
(Ipea, 2025-12) Júlia Benfica Senra; Sérgio Felipe Melo da Silva; Salema, Claudia de Oliveira Faria; Felipe Vella Pateo; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Júlia Benfica Senra; Sérgio Felipe Melo da Silva; Cláudia de Oliveira Faria Salema; Felipe Vella Pateo
A crise climática revela em escala global a interconectividade planetária e as retroalimentações entre suas esferas (litosfera, hidrosfera, biosfera, atmosfera). Diante disso, a percepção de modelos de desenvolvimento nocivos às condições justas e saudáveis de vida levou a inúmeros estudos e discussões internacionais sobre a necessidade de novos rumos, o que levou ao conceito de desenvolvimento sustentável. Uma das principais apostas de modelos de desenvolvimento sustentável para o Brasil, país megabiodiverso, é a implementação de atividades atreladas à bioeconomia. Quando aplicamos tais conceitos à Amazônia, a complexidade da região exige que o desenvolvimento sustentável seja pensado a partir de uma abordagem integradora, capaz de considerar simultaneamente dimensões sociais, ambientais, culturais e econômicas. O estado do Amapá, inserido no bioma Amazônia e na Amazônia Legal, representa um território estratégico para a implementação do desenvolvimento sustentável, considerando os desafios socioeconômicos já enfrentados pela população local – com riscos de se manterem ou se agravarem para as gerações futuras –, bem como se considerarmos a grande potencialidade territorial para se aliar conservação da natureza a geração de renda. Assim, discutimos elementos de diagnósticos e instrumentos de políticas públicas em curso que têm o potencial de impulsionar o desenvolvimento sustentável no Amapá, com ênfase no caso do arquipélago do Bailique, analisando aspectos das políticas públicas como coordenação, governança e participação social.

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