(Ipea, 2007) Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; João Carlos Magalhães; Rogério Boueri Miranda
Este trabalho analisa a convergência de variáveis ligadas à renda, à educação e à longevidade uti lizando como foco os valores médios dos municípios brasileiros. São estudados padrões nacionais e inter-regionais de convergência de 1970 a 2000, utilizando-se para tanto as matrizes de transição (QUAH, 1993b). As várias mudanças na estrutura municipal brasileira demandaram o agrupamento dos municípios em Áreas Mínimas Comparáveis. Os resultados obtidos apontam padrões diferentes de convergência das variáveis. A renda per capita e a longevidade (representada pela expectativa de vida ao nascer) apresentaram convergência em clubes por região, enquanto que as variáveis liga das à educação (taxa de alfabetização e anos de estudo) mostraram convergência nacional.
(Ipea, 2007) Chomitz, Kenneth M.; Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais - DIRUR; Kenneth M.; Daniel Da Mata; João Carlos Magalhães; Alexandre Xavier Ywata Carvalho
O presente capítulo mapeia a heterogeneidade da dinâmica do mercado de trabalho dos municípios rurais no Brasil durante a década de 1990. Para entender os determinantes da referida heterogeneidade nas áreas brasileiras rurais ou não-metropolitanas, desenvolve-se um modelo espacial de demanda e oferta por trabalho, e aplica-se uma estratégia de estimação que considera a endogeneidade das variáveis explicativas e autocorrelação espacial dos determinantes não- observados dos movimentos da força de trabalho. O capítulo encontra um número de relações que parecem ser robustas a diferentes escolhas amostrais e diferentes controles para autocorrelação espacial: i) níveis iniciais de educação da força de trabalho são fortemente relacionados ao crescimento de salário subsequente; ii) regiões rurais estão perdendo emprego ou tendo um crescimento mais devagar do que outras regiões; iii) áreas com pouca chuva têm menores taxas de crescimento do emprego e do salário; iv) salários respondem elasticamente a mudanças na oferta de trabalho; v) o crescimento da renda gera transbordamentos positivos nos salários e emprego de áreas próximas; e vi) transferências governamentais, como aposentadorias, estimulam o crescimento local dos salários.