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André Gambier Campos

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Sobre o pesquisador

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (1994), mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1999), doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (2004) e pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (Prolam/USP - 2013). Ademais, possui graduação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2000) e especialização em Direito do Trabalho pela Universidade Cândido Mendes do Rio de Janeiro (2006). Desde 2004, é técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com experiência nas áreas de Política e Proteção Social (sub-áreas de Trabalho e Previdência), bem como nas áreas de Justiça e Segurança Pública.

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Publicações (Autor)

Publicação
Quem é aprovado no concurso do Ipea ? Informações sobre a seletividade do concurso de 2023
(Ipea, 2025-11-18) André Gambier Campos; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; André Gambier Campos
TD 3153
Concursos públicos são processos seletivos de natureza complexa, em que múltiplos fatores, que vão mais além do estrito domínio do conhecimento técnico, exercem influência significativa sobre a probabilidade de aprovação dos candidatos. O objetivo deste texto para discussão (TD) é investigar alguns desses fatores – mais especificamente os atributos dos candidatos, que se mostraram relevantes para aprovação no concurso de 2023 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Esses atributos, de natureza sociodemográfica, socioeducacional e sociolaboral, ajudaram a compor o padrão de seletividade desse concurso – que envolveu muito mais coisas que o mero domínio, por parte dos candidatos, do conhecimento definido no programa.
Publicação
O Debate em torno da “pejotização” do trabalho no Brasil : contexto histórico e situação atual
(Ipea, 2026-04) André Gambier Campos; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; André Gambier Campos
BMT 81
Examina a discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno da licitude da contratação de trabalho sob a forma de pessoa jurídica. O texto reconstrói o histórico das regulações que, desde a década de 1990, incentivaram contratos ‘pejotizados’ e apresenta evidências empíricas da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sobre a trajetória desses trabalhadores. O autor conclui que a opção pelo vínculo PJ é um fenômeno crescente, mas não irreversível, que uma parcela relevante dos ‘pejotizados’ retorna ao assalariamento nos anos seguintes, e que uma eventual decisão do STF terá consequências ainda não dimensionadas nos âmbitos previdenciário, tributário e de regulação do mercado de trabalho.
Publicação
A Rais capta adequadamente o trabalho assalariado registrado ? Uma comparação entre a Rais/MTE e a PNAD/IBGE
(Ipea, 2026) André Gambier Campos; André Gambier Campos
O capítulo analisa a amplitude e a qualidade da captação de informações sobre o trabalho assalariado registrado no Brasil por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/MTE), utilizando como marco de comparação a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). O estudo abrange o período de 1985 a 2024, padronizando os microdados de ambas as fontes sob critérios temporais, territoriais, etários e ocupacionais específicos. Em termos quantitativos, observa-se que ambas as bases apresentam estoques de trabalhadores semelhantes até 2005, mas divergem a partir de 2015, momento em que a Rais passa a captar um volume significativamente maior de trabalhadores do que a PNAD. O autor atribui essa diferença à expansão do escopo de coleta da Rais, aos aprimoramentos eletrônicos (como a integração ao eSocial) e à precisão de seus informantes institucionais diante de novos contratos gerados pela reforma trabalhista. Em termos qualitativos, os perfis sociodemográficos (sexo, idade, região) e sociolaborais (setor, jornada, tempo de vínculo e ocupações principais) desenhados pelas duas pesquisas demonstram forte similaridade e consistência ao longo das quatro décadas analisadas. A única exceção notável ocorre na variável de remuneração, em que a Rais apresenta valores sistematicamente superiores, padrão explicado pelo fato de a base administrativa captar o rendimento bruto, enquanto as entrevistas domiciliares da PNAD tendem a refletir o rendimento líquido. O capítulo conclui que a Rais/MTE constitui um instrumento estatístico altamente adequado e robusto para retratar o assalariamento formal no país.

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