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Luana Simões Pinheiro

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Sobre o pesquisador

Técnica de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, desde 2004. Atualmente (2023), diretora de Economia do Cuidado do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Tem elaborado e publicado estudos na área de gênero, especialmente sobre trabalho no mercado e trabalho doméstico não-remunerado. Colaborou no desenho e na implementação de importantes estratégias do governo federal para o combate às desigualdades de gênero e raça, como os Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres. Entre 2007 e 2011 foi coordenadora geral de planejamento e gestão da informação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República e entre 2011 e 2016 foi coordenadora de gênero e raça no Ipea. Doutora em sociologia pela Universidade de Brasília.

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Item type:Livro,
Dossiê mulheres negras : retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil
(Ipea, 2013) França, Danilo; Sotero, Edilza Correia; Rios, Flavia; Romio, Jackeline Aparecida Ferreira; Carvalho, Layla Daniele Pedreira de; Lima, Márcia; Tatiana Dias Silva; Marcondes, Mariana Mazzini ; Queiroz, Cristina ; Querino, Ana Carolina ; Valverde, Danielle ; Luana Simões Pinheiro; Mariana Mazzini Marcondes; Luana Pinheiro; Cristina Queiroz; Ana Carolina Querino; Danielle Valverde
Este Dossiê mulheres negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil é um desdobramento do Retrato das desigualdades, a partir do olhar de jovens pesquisadoras, elas mesmas representantes dos processos recentes de inserção da pessoa negra em diversas áreas da vida social. Trata-se de uma rica análise que se coaduna com os esforços do governo federal para responder às demandas deste novo tempo. Os dados estatísticos apresentados evidenciam a articulação das desigualdades de gênero e raciais no contexto da educação superior, do mercado de trabalho e renda, assim como em relação à pobreza, ao acesso a bens, à exclusão digital e à violência. Estas dimensões articulam-se com a situação de classe, geracional, regional, e com a dinâmica temporal destes fenômenos na realidade brasileira. Desta forma, é possível viabilizar os mecanismos que permitem a conformação desta perversa distribuição desigual socioeconômica, cultural e política. Esta publicação vem somar-se aos esforços da ONU Mulheres em promover a igualdade de gênero, raça e etnia e o empoderamento das mulheres no país.
Item type:Livro,
Entre relações de cuidado e vivências de vulnerabilidade : dilemas e desafios para o trabalho doméstico e de cuidados remunerado no Brasil
(Ipea, 2021) Pinheiro, Luana Simões ; Tokarski, Carolina Pereira ; Posthuma, Anne Caroline ; Luana Simões Pinheiro; Luana Pinheiro; Carolina Pereira Tokarski; Anne Caroline Posthuma
Esta publicação tem como objetivo provocar reflexões que abordem o tema do trabalho doméstico e de cuidados remunerado a partir de diferentes pontos de vista. É um tema ao mesmo tempo antigo e muito atual, o qual envolve relações pessoais que ultrapassam, afetam e se confundem com as relações profissionais, sendo necessárias, justamente por isso, políticas públicas para regulamentar seu funcionamento de forma mais justa, atribuindo e defendendo os direitos trabalhistas devidos a essa categoria profissional.

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Item type:Publicação,
Determinantes da participação das mulheres brasileiras na força de trabalho durante a pandemia da covid-19
(Ipea, 2021) Macedo, Natália Guerra da Rocha; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Natália Guerra da Rocha Macedo; Claudio Roberto Amitrano; Joana Simões de Melo Costa; Marcos Hecksher; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro
Partindo da observação de que houve uma forte redução na taxa de participação no mercado de trabalho durante o auge do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19, e que essa retração foi proporcionalmente maior para as mulheres, o estudo analisou se houve alterações no efeito preditivo das características que explicam a decisão de ofertar a força de trabalho. O arcabouço teórico sobre trabalho e gênero, bem como os estudos sobre a situação laboral das mulheres brasileiras nas últimas décadas, sugeriam que poderia haver mudanças importantes desses determinantes, sendo que características como situação conjugal, presença de filhos e coabitação com idosos poderiam ter sido ainda mais determinantes durante a pandemia, dada a função socialmente atribuída às mulheres de cuidadoras, e ao fechamento de creches e escolas, bem como à interrupção temporária dos trabalhos domésticos remunerados. Para testar essa hipótese, a metodologia utilizada apoiou-se no modelo de regressão de escolha qualitativa binária logit, utilizando a participação na força de trabalho como variável dependente. Os dados foram obtidos a partir da divulgação trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo sido analisados o 2º trimestre dos anos de 2019 e 2020. As análises permitiram concluir que, embora tenha havido modificações em alguns determinantes, em geral, essas alterações foram pouco significativas, o que indica que os determinantes são, em larga medida, estruturais, e, por isso, pouco são alterados pela conjuntura (o mesmo resultado foi encontrado no exercício adicional, para a crise de 2014, que se encontra no Apêndice). Também foram encontrados alguns resultados contraintuitivos, a exemplo da pequena aproximação entre as chances de mulheres e homens de participar da força de trabalho, durante a pandemia. Esses achados não significam que a crise impactou igualmente mulheres e homens, mas que as mulheres, sobretudo de baixa escolaridade e com filhos pequenos, seguem sendo tão penalizadas quanto à participação no mercado de trabalho quanto já eram antes da pandemia.

Publicações (Editor)

Item type:Publicação,
Capítulos de livro - teste repositório
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024) Luana Simões Pinheiro; Marco Antonio Carvalho Natalino; Marcella Simões Penello Meirelles, Marcella Meirelles; Luana Simões Pinheiro; Sachetti, Camile; Bruno Queiroz Cunha; Souza, Pedro Herculano Guimarães Ferreira de; Maurício Mota Saboya Pinheiro; Diretoria de Desenvolvimento Institucional - DIDES; Sanchez-Badin, Michelle R.; Ipea; Luiz Marcelo Michelon Zardo
Lorem Ipsum é simplesmente uma simulação de texto da indústria tipográfica e de impressos, e vem sendo utilizado desde o século XVI, quando um impressor desconhecido pegou uma bandeja de tipos e os embaralhou para fazer um livro de modelos de tipos. Lorem Ipsum sobreviveu não só a cinco séculos, como também ao salto para a editoração eletrônica, permanecendo essencialmente inalterado. Se popularizou na década de 60, quando a Letraset lançou decalques contendo passagens de Lorem Ipsum, e mais recentemente quando passou a ser integrado a softwares de editoração eletrônica como Aldus PageMaker.

Publicações (Membro da banca)

Item type:Publicação,
Acesso à água de famílias quilombolas inscritas no Cadúnico e aspectos associados.
(Ipea, 2021) Gonçalves, Gustavo Teixeira Amorim; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Gustavo Teixeira Amorim Gonçalves; Luana Simões Pinheiro; Fernando Gaiger Silveira; Mauro Oddo Nogueira
As comunidades quilombolas, como são conhecidos os grupos remanescentes das comunidades de quilombos, estão identificadas entre aquelas parcelas da população brasileira mais vulneráveis pela precariedade de suas condições socioeconômicas, embora ainda haja carência de informações mais detalhadas. De fato, não se sabe ao certo quantos brasileiros são quilombolas. Tampouco os diferentes registros administrativos permitem identificar com clareza suas características. Dentre as vulnerabilidades sabidas a que estão suscetíveis, as comunidades quilombolas convivem, muitas vezes, com a dificuldade de acesso à água, assim como mais de 16% da população brasileira (BRASIL, 2020d). Tal fato, apresenta-se mais grave para as famílias quilombolas, tendo em vista que, em geral, estão localizadas na zona rural e têm na agricultura de subsistência sua atividade principal. Este estudo busca delinear um quadro atualizado da realidade das famílias quilombolas inscritas no Cadúnico, sobretudo sobre a situação do seu acesso à água e demais aspectos associados, tais como, desigualdade, acesso a benefícios sociais como o Programa Bolsa-Família e renda familiar per capita. Um dos programas do governo federal com registro de atendimento às comunidades quilombolas é o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), que implanta cisternas como fonte alternativa de abastecimento. Atualmente, coordenado pelo Ministério da Cidadania, objetiva-se, com o Programa Cisternas, a promoção do acesso à água para o consumo humano e para a produção de alimentos, por meio da implementação de tecnologias sociais simples e de baixo custo. O Programa Cisternas, desenvolvido, desde 2003, é objeto de diversos estudos e notório, por seus resultados associados à saúde, à educação e ao bem-estar dos beneficiários, de maneira geral. Neste estudo, procura-se também verificar se as cisternas podem ser uma alternativa relevante para a garantia de acesso à água das famílias quilombolas em comparação com outras formas de abastecimento. Uma boa leitura.
Item type:Publicação,
Determinantes da participação das mulheres brasileiras na força de trabalho durante a pandemia da covid-19
(Ipea, 2021) Macedo, Natália Guerra da Rocha; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Natália Guerra da Rocha Macedo; Claudio Roberto Amitrano; Joana Simões de Melo Costa; Marcos Hecksher; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro
Partindo da observação de que houve uma forte redução na taxa de participação no mercado de trabalho durante o auge do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19, e que essa retração foi proporcionalmente maior para as mulheres, o estudo analisou se houve alterações no efeito preditivo das características que explicam a decisão de ofertar a força de trabalho. O arcabouço teórico sobre trabalho e gênero, bem como os estudos sobre a situação laboral das mulheres brasileiras nas últimas décadas, sugeriam que poderia haver mudanças importantes desses determinantes, sendo que características como situação conjugal, presença de filhos e coabitação com idosos poderiam ter sido ainda mais determinantes durante a pandemia, dada a função socialmente atribuída às mulheres de cuidadoras, e ao fechamento de creches e escolas, bem como à interrupção temporária dos trabalhos domésticos remunerados. Para testar essa hipótese, a metodologia utilizada apoiou-se no modelo de regressão de escolha qualitativa binária logit, utilizando a participação na força de trabalho como variável dependente. Os dados foram obtidos a partir da divulgação trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo sido analisados o 2º trimestre dos anos de 2019 e 2020. As análises permitiram concluir que, embora tenha havido modificações em alguns determinantes, em geral, essas alterações foram pouco significativas, o que indica que os determinantes são, em larga medida, estruturais, e, por isso, pouco são alterados pela conjuntura (o mesmo resultado foi encontrado no exercício adicional, para a crise de 2014, que se encontra no Apêndice). Também foram encontrados alguns resultados contraintuitivos, a exemplo da pequena aproximação entre as chances de mulheres e homens de participar da força de trabalho, durante a pandemia. Esses achados não significam que a crise impactou igualmente mulheres e homens, mas que as mulheres, sobretudo de baixa escolaridade e com filhos pequenos, seguem sendo tão penalizadas quanto à participação no mercado de trabalho quanto já eram antes da pandemia.

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