(Ipea, 2025-12) Féres, José Gustavo; Rodrigues, Loredany; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; José Gustavo Féres; Loredany Rodrigues
Radar 80
Este artigo tem por objetivo apresentar um breve resumo sobre a evolução do consumo de agrotóxicos no Brasil no período recente, com destaque para a questão do sobreuso desse insumo por parte dos estabelecimentos rurais. Primeiramente, apresentamos dados que mostram as tendências de crescimento tanto nas quantidades comercializadas quanto na intensidade do uso desses defensivos agrícolas. Em seguida, analisamos as potenciais externalidades negativas e os impactos econômicos decorrentes de um uso excessivo de agrotóxicos. Por fim, apresentamos os resultados de um modelo que permite identificar os municípios brasileiros caracterizados pelo sobreuso desse insumo e apontamos algumas medidas de política pública que poderiam incentivar seu uso de maneira mais sustentável.
(Ipea, 2025-12) Féres, José Gustavo; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; José Gustavo Féres
Radar 80
Este artigo faz um breve balanço dos resultados alcançados na trigésima Conferência das Partes (COP30), realizada entre os dias 10 e 22 de novembro de 2025 na cidade de Belém. São discutidas questões relativas às agendas de mitigação das emissões e adaptação às mudanças climáticas, bem como a evolução dos mecanismos de financiamento dessas agendas.
O capítulo discute a relação entre dinâmica populacional e meio ambiente no contexto do novo regime demográfico brasileiro, criticando a visão tradicional que associa a degradação ambiental exclusivamente ao crescimento populacional. O autor argumenta que, apesar da desaceleração e futura redução da população, os problemas ambientais no país persistem e, em alguns casos, intensificam-se, evidenciando que o tamanho populacional não é o único fator determinante. O texto enfatiza a necessidade de incorporar outros elementos da dinâmica demográfica, como padrões de consumo, distribuição espacial da população e mudanças na estrutura etária, na análise dos impactos ambientais. Assim, o capítulo conclui que a compreensão da relação entre população e meio ambiente deve ser multidimensional, considerando variáveis sociais, econômicas e comportamentais para explicar a pressão sobre os recursos naturais e orientar políticas públicas mais eficazes.