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Brazil-Korea : an agenda for development

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Corea do Sul

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85-86170-54-2

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Abstract

Discute, à luz das experiências brasileiras e coreanas, os modelos de desenvolvimento adotados pelos dois países nas últimas décadas, particularmente após a crise financeira internacional iniciada em 1997, com o objetivo de extair orientações e recomendações para elaborar uma nova proposta de desenvolvimento para o Brasil.

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Citation

WON, Chong-on; RESENDE, Luis Fernando de Lara. (org.). Brazil-Korea: an agenda for development. Brasília: Ipea: KDI, 2004. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/19630

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Labor market impacts of the financial crisis in Korea
(Ipea, 2004) Moon, Hyungpyo; Hyungpyo Moon
O capítulo analisa os impactos da crise financeira de 1997 na Coreia sobre o mercado de trabalho, destacando a abrupta elevação do desemprego, a queda nos salários e a deterioração da distribuição de renda. A crise, originada por estruturas financeiras excessivamente alavancadas e choques externos, levou à falência de empresas, redução de empregos principalmente nos setores de manufatura e construção, e aumento da pobreza absoluta. As mudanças foram estruturais: maior participação de empregos não regulares, redução da duração média do emprego e ampliação da desigualdade salarial. O governo respondeu com políticas abrangentes, incluindo expansão do seguro-desemprego, programas de obras públicas, flexibilização das relações trabalhistas e criação de redes de proteção social. Apesar da recuperação econômica a partir de 1999, muitas transformações no mercado de trabalho se tornaram permanentes, exigindo reformas contínuas para equilibrar flexibilidade e proteção social.
Item type:Publication,
Post-crisis growth and structural reform in Korea : empirical evidence.
(Ipea, 2004) Hahn, Ching Hee; Lim, Youngjae; Chin Hee Hahn; Youngjae Lim
O capítulo examina os efeitos das reformas estruturais implementadas na Coreia após a crise financeira de 1997, com foco na relação entre crescimento econômico e mudanças institucionais. A análise mostra que, embora a crise tenha causado forte contração inicial, não houve alteração significativa nas taxas médias de crescimento no longo prazo, mas sim grande variabilidade entre países. O estudo identifica a produtividade total dos fatores (TFPG) como principal determinante das diferenças de desempenho pós-crise, superando o papel da acumulação de capital. Em particular, a reforma da política de falências, que substituiu critérios sociais por critérios de eficiência econômica, reduziu barreiras à saída de empresas insolventes e melhorou a realocação de recursos, contribuindo para ganhos de produtividade agregada. Apesar dos avanços, os autores destacam que outras políticas e fatores institucionais também influenciam o crescimento, tornando prematuro prever resultados definitivos.
Item type:Publication,
Re-evaluation of the past and discussion of the future : a perspective centred on economic growth.
(Ipea, 2004) Castro, Antonio Barros de; Antonio Barros de Castro
Analisa a trajetória do crescimento econômico brasileiro, revisitando o legado da industrialização por substituição de importações (1930-1980) e as reformas liberalizantes dos anos 1990. Argumenta que, apesar das críticas ao modelo anterior, a industrialização foi decisiva para reduzir a distância em relação aos países desenvolvidos e diminuir a pobreza, embora tenha mantido desigualdades. A década de reformas, por sua vez, não gerou crescimento sustentado e expôs fragilidades macroeconômicas, culminando na desvalorização de 1999. O autor propõe que o Brasil não pode replicar modelos clássicos de crescimento, mas pode combinar três estratégias: exploração de vantagens naturais (como o cerrado), iniciativas seletivas de “catch-up” tecnológico e inovação empresarial. Destaca ainda que crescimento rápido exige coordenação entre atores públicos e privados, visão de longo prazo e políticas que conciliem eficiência econômica com redução da pobreza e melhoria das condições sociais.
Item type:Publication,
Stabilization programs versus globalization of the 1990's
(Ipea, 2004) Andrade, Joaquim Pinto de; Silva, Maria Luiza Falcão; Joaquim Pinto de Andrade; Maria Luiza Falcão Silva
Discute a relação entre programas de estabilização econômica e a globalização nos anos 1990, analisando o caso brasileiro. Após décadas de industrialização via substituição de importações, o país passou por reformas estruturais que abriram a economia e reduziram a participação estatal, permitindo maior mobilidade de capitais e acesso a financiamento externo. Embora essas mudanças tenham favorecido a estabilização inicial, especialmente com o Plano Real, também geraram vulnerabilidades: juros elevados, sobrevalorização cambial, déficits comerciais e crescimento da dívida pública. A dependência de poupança externa e crises de credibilidade levaram à adoção de regime de câmbio flutuante em 1999, mas a política monetária baseada em metas de inflação enfrentou restrições devido ao risco-país e à dominância fiscal. Conclui-se que, apesar de a globalização ter auxiliado na estabilização, ela também intensificou desequilíbrios internos, impondo altos custos de juros e superávits fiscais, o que limitou o crescimento econômico.
Item type:Publication,
Korea's economic development and role of government
(Ipea, 2004) Moon-Soo Kang; Moon-Soo Kang
Analisa o desenvolvimento econômico da Coreia entre 1960 e 2002, destacando o papel central do governo na formulação de estratégias e políticas que impulsionaram o crescimento. A Coreia adotou uma estratégia de industrialização orientada para exportações, apoiada por planos quinquenais, reformas financeiras, incentivos fiscais e controle de crédito. Nos anos 1970, promoveu indústrias pesadas e químicas, o que gerou desequilíbrios macroeconômicos e levou a políticas de estabilização e liberalização nos anos 1980. A década de 1990 trouxe desafios como pressões externas, crises cambiais e a crise financeira de 1997, que exigiu intervenção do FMI e reformas estruturais. O texto conclui que o pragmatismo governamental, aliado à disciplina fiscal e à capacidade administrativa, foi decisivo para transformar a Coreia em uma economia industrializada, embora com custos como concentração de poder econômico e vulnerabilidade externa.
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