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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 47, n. 03, dez. 2017

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Treinamento e busca por melhores parcerias em mercados com informação assimétrica
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2017-12) Ambrozio, Antonio Marcos Hoelz Pinto; Gonzaga, Gustavo; Moreira, Humberto
Neste artigo, argumentamos que não há necessariamente um trade-off entre rotatividade e treinamento agregado, conforme especificado na literatura convencional, quando se considera um modelo dinâmico multissetorial de investimento em treinamento. Embora maior rotatividade iniba investimento em treinamento no presente, uma maior flexibilidade alocativa incentiva a formação de melhores parcerias, o que deve induzir um maior nível de investimento em treinamento no futuro. Nesse caso, uma implicação importante de política pública é que medidas destinadas a reduzir a rotatividade podem ser inócuas ou mesmo contraprodutivas no sentido de aumentar o investimento agregado em treinamento. Esse resultado é estabelecido a partir de um modelo em que há heterogeneidade tanto de trabalhadores quanto de firmas, o que permite que as decisões de investimento das firmas sejam determinadas em conjunto com as decisões (endógenas) de desligamento dos trabalhadores.
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A Relação entre o ensino superior público e privado e a renda e emprego nos municípios brasileiros
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2017-12) Rocha, Roberto Hsu; Menezes-Filho, Naércio Aquino; Oliveira, Alison Pablo de; Komatsu, Bruno Kawaoka
Este artigo tem como objetivo analisar a influência da expansão do ensino superior sobre o mercado de trabalho. Para isso, examinamos como o aumento dos graduados dos setores público e privado nos municípios brasileiros se relaciona às variáveis de mercado de trabalho e renda média. Com dados em painel e utilizando diferentes especificações, nossos resultados indicam que o crescimento do ensino superior está associado ao aumento do salário médio, da taxa de ocupação e da renda per capita. A variação relativa dos concluintes em instituições públicas é fortemente correlacionada com os salários e as rendas médias, enquanto os graduados de instituições privadas apresentaram correlações comparativamente maiores com a taxa de ocupação. Além disso, a área de conhecimento associada à maior variação salarial e de renda é de agricultura e veterinária.
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American way of life e jeitinho brasileiro : como afetam a oferta de trabalho das mulheres?
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2017-12) Madalozzo, Regina; Segantini, Priscylla
O presente estudo é pioneiro em comparar Brasil e Estados Unidos quanto aos fatores, em especial os ligados ao uso do tempo, que causam a disparidade na oferta de trabalho entre os gêneros. Usando como bases de dados a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – Pnad (2011) e a American Time Use Survey – Atus (2011) e os modelos de regressões lineares com correção de Heckman como Regressões Quantílicas Não Condicionadas, o estudo conclui que, em ambos os países, o fato de ser mulher impacta negativamente as horas semanais dedicadas ao mercado de trabalho. Também verificou-se que as horas de trabalho doméstico impactam de maneira negativa as horas ofertadas ao mercado de trabalho, mas o impacto é significativamente mais forte e mais negativo para as mulheres do que para os homens. As regressões quantílicas permitem uma análise mais detalhada desses efeitos, em especial, o impacto do aumento das horas dedicadas ao trabalho doméstico ser mais elevado para mulheres com baixa participação no mercado de trabalho do que para mulheres que já oferecem um maior número de horas ao mercado. O inverso é encontrado para remuneração, em que observa-se uma curva de oferta de trabalho negativamente inclinada para as mulheres brasileiras dos quantis mais elevados da distribuição de horas de trabalho no mercado.
Item type:Publication,
Uma Decomposição da desigualdade de rendimentos entre trabalho formal e por conta própria no Brasil (2000-2010) : evidências a partir de regressões quantílicas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2017-12) Maciel, Francieli Tonet; Oliveira, Ana Maria Hermeto Camilo de
Este trabalho examina os efeitos das mudanças na composição relativa e na segmentação entre trabalho formal e por conta própria sobre a desigualdade de rendimentos entre 2000 e 2010, separadamente por gênero. Utilizam-se os microdados dos Censos demográficos e o método de Machado e Mata para a decomposição dos diferenciais a partir de regressões quantílicas, com correção de seleção amostral. Para homens e mulheres, verifica-se um aumento dos diferenciais na base da distribuição de rendimentos, em razão do efeito de segmentação, sugerindo uma valorização relativa do trabalho formal. Contudo, observa-se uma redução progressiva dos diferenciais a partir do 25º quantil, devida ao efeito de composição, que também é amenizado pela maior valorização relativa do trabalho por conta própria no topo da distribuição de rendimentos. Ademais, há diferenças importantes por gênero quanto ao nível e variação desses componentes no período e ao longo da distribuição de rendimentos.
Item type:Publication,
Estimando o retorno da escolaridade dos jovens por classe de renda : 1997-2012
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2017-12) Nakabashi, Luciano; Assahide, Leonardo
O mercado de trabalho passa por constantes alterações e é distinto dependendo da faixa etária, da classe de renda, da escolaridade, entre outras características dos trabalhadores. No presente estudo, busca-se analisar o mercado de trabalho para os jovens de acordo com faixa de renda domiciliar per capita de cada jovem, com especial ênfase à escolaridade. A qualificação dos jovens é essencial para o processo de ascensão econômica, como aquela presenciada na primeira década dos anos 2000. No entanto, os resultados indicam uma redução no retorno da escolaridade ao longo do período analisado, além do retorno ser menor para os jovens das classes mais baixas, o que mostra que os desafios atuais para a manutenção desse processo são grandes. Uma possibilidade levantada no presente estudo é que melhoras na qualidade da educação são importantes nesse sentido, mas uma análise mais aprofundada seria necessária para verificar os determinantes do diferencial do retorno da escolaridade entre os jovens das três classes de renda.
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