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Uma Decomposição da desigualdade de rendimentos entre trabalho formal e por conta própria no Brasil (2000-2010) : evidências a partir de regressões quantílicas

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2000-2010

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An Inequality decomposition between formal employment and self-employment in Brazil (2000-2010) : evidences from quantile regressions

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Resumo

Este trabalho examina os efeitos das mudanças na composição relativa e na segmentação entre trabalho formal e por conta própria sobre a desigualdade de rendimentos entre 2000 e 2010, separadamente por gênero. Utilizam-se os microdados dos Censos demográficos e o método de Machado e Mata para a decomposição dos diferenciais a partir de regressões quantílicas, com correção de seleção amostral. Para homens e mulheres, verifica-se um aumento dos diferenciais na base da distribuição de rendimentos, em razão do efeito de segmentação, sugerindo uma valorização relativa do trabalho formal. Contudo, observa-se uma redução progressiva dos diferenciais a partir do 25º quantil, devida ao efeito de composição, que também é amenizado pela maior valorização relativa do trabalho por conta própria no topo da distribuição de rendimentos. Ademais, há diferenças importantes por gênero quanto ao nível e variação desses componentes no período e ao longo da distribuição de rendimentos.

Resumo traduzido

This paper examines the effects of changes in the relative composition and segmentation between formal employment and self-employment on earnings inequality between 2000 and 2010, separately by gender. We use microdata from Demographic Census and the method of Machado and Mata for the decomposition of differentials, from the quantile regressions with correction of sample selection. For men and women, there is an increase in the differential at the bottom of the earnings distribution, due to the segmentation effect, suggesting a relative appreciation of the formal employment. However, there is a progressive reduction in the differentials, from the 25th quantile, due to the composition effect, which is also mitigated by greater relative appreciation of the self-employment at the top of the distribution. Furthermore, there are important differences by gender in the level and variation of these components in the period and along the earnings distribution.

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