Gênero e Raça

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  • Publicação
    Projeção da demanda por creche incorporando tendências econômicas e demográficas recentes
    (Ipea, 2014) Berlingeri, Matheus Mascioli; Santos, Daniel Domingues dos; Matheus Mascioli Berlingeri; Daniel Domingues dos Santos
    O capítulo analisa a projeção da demanda por creches no Brasil a partir da incorporação de tendências econômicas e demográficas recentes, destacando a expansão do acesso à educação infantil e seus determinantes. Os autores evidenciam que a demanda por creche é influenciada por fatores distintos e, em certa medida, contrapostos: de um lado, o aumento da participação feminina no mercado de trabalho e a valorização da educação infantil elevam a procura por vagas; de outro, a queda da fecundidade reduz o contingente de crianças na faixa etária atendida. Com base em dados da PNAD (1995–2012), o estudo desenvolve modelos de projeção até 2035, oferecendo subsídios para o planejamento de políticas públicas e ressaltando a importância de considerar simultaneamente as transformações demográficas e socioeconômicas na definição da oferta de serviços de educação infantil.
  • Publicação
    Menos jovens e mais idosos no mercado de trabalho ?
    (Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Kanso, Solange; Fernandes, Daniele; Ana Amélia Camarano; Solange Kanso; Daniele Fernandes
    O capítulo analisa os impactos das transformações demográficas no mercado de trabalho brasileiro, destacando a redução da população jovem e o aumento da participação de idosos como características centrais do novo regime demográfico. As autoras ressaltam que a queda da fecundidade e o envelhecimento dos baby boomers provocam diminuição da oferta de força de trabalho e pressionam o equilíbrio da Seguridade Social e dos sistemas de cuidado. Nesse contexto, discutem alternativas para mitigar tais efeitos, como o aumento da participação feminina e da população idosa nas atividades econômicas, evidenciando que mudanças no papel das mulheres, associadas à redução do tempo dedicado à maternidade, contribuem para maior inserção no mercado de trabalho e podem compensar parcialmente a redução da força laboral.
  • Publicação
    Um Retrato de duas décadas do mercado de trabalho brasileiro
    (Ipea, 2014) Barbosa, Ana Luiza Neves de Holanda; Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa
    O capítulo analisa as transformações do mercado de trabalho brasileiro ao longo de duas décadas, destacando o papel da dinâmica demográfica na mudança da oferta de mão de obra. Ressalta-se que a redução do crescimento populacional e as alterações na estrutura etária impactaram o tamanho e a composição da população em idade ativa, influenciando tanto a quantidade quanto a qualidade da força de trabalho. Observam-se avanços importantes, como o aumento do nível educacional, maior participação feminina no mercado e melhora nos indicadores de emprego, com redução do desemprego, da informalidade e crescimento dos rendimentos reais. Além disso, houve diminuição das desigualdades salariais associadas à escolaridade. O capítulo evidencia que essas mudanças contribuíram para a melhoria do desempenho do mercado de trabalho, embora relacionadas a fatores demográficos e institucionais combinados.
  • Publicação
    A População brasileira e seus movimentos ao longo do século XX
    (Ipea, 2014) Ana Amélia Camarano de Mello Moreira; Ana Amélia Camarano; Solange Kanso; Daniele Fernandes
    O capítulo analisa a evolução da população brasileira ao longo do século XX, com enfoque nos principais componentes da dinâmica demográfica — fecundidade, mortalidade e migração — e seus efeitos sobre o crescimento populacional e a estrutura etária. Evidencia-se que o Brasil experimentou uma rápida transição demográfica, caracterizada inicialmente por altas taxas de fecundidade e mortalidade, seguidas por acentuada redução desses indicadores, sobretudo a partir da segunda metade do século. O texto também destaca o papel das migrações internas na redistribuição territorial da população, especialmente no processo de urbanização e no deslocamento para regiões mais dinâmicas economicamente. Conclui-se que essas mudanças configuraram um novo padrão demográfico, com crescimento mais lento, envelhecimento populacional e novos desafios sociais, econômicos e para a formulação de políticas públicas.
  • Publicação
    Regulação, gênero e raça : os desafios para uma conectividade significativa e a inclusão digital no Brasil
    (Ipea, 2026) Nascimento, Wanderson Maia; Farranha, Ana Cláudia; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Wanderson Maia Nascimento; Ana Cláudia Farranha
    O capítulo analisa os desafios da regulação das telecomunicações no Brasil sob a perspectiva de gênero e raça, defendendo a conectividade significativa como direito fundamental e instrumento de justiça social. O estudo demonstra que políticas regulatórias baseadas apenas em metas técnicas e indicadores agregados tendem a invisibilizar desigualdades estruturais que afetam principalmente mulheres, populações negras, indígenas e grupos periféricos. A partir de dados do Cetic.br e de entrevistas com representantes da Agência Nacional de Telecomunicações e da sociedade civil, os autores concluem que a ausência de dados desagregados e de abordagens interseccionais limita a efetividade das políticas públicas de inclusão digital. O capítulo defende uma regulação orientada pela equidade, participação social e democratização do acesso à internet
  • Publicação
    Ação afirmativa para mulheres no serviço público federal : a experiência pioneira do Itamaraty no concurso de admissão à carreira diplomática
    (Ipea, 2025-12) Costa, Larissa Maria Lima; Silva, Diego Batista; Nogueira, Éveri Sirac; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE; Larissa Maria Lima Costa; Diego Batista Silva; Éveri Sirac Nogueira
    Persistem no mercado de trabalho brasileiro, inclusive no serviço público federal, desigualdades significativas de gênero e raça, particularmente em carreiras de maior prestígio e remuneração, como a diplomacia. Nesse contexto, o artigo analisa ação afirmativa voltada especificamente à ampliação do ingresso de mulheres em concurso público do Poder Executivo federal, implementada no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata. A análise insere-se no cenário mais amplo de fortalecimento das políticas de diversidade e inclusão, impulsionado pelo Programa Federal de Ações Afirmativas. O estudo combina análise quantitativa descritiva, fundamentada em dados estatísticos oficiais e dados primários de desempenho de candidatas e candidatos no concurso nos últimos anos, e interpretação do arcabouço normativo-institucional, pesquisa documental e referências bibliográficas. A partir de uma perspectiva de gênero com enfoque interseccional, os resultados indicam que a ação analisada contribuiu para maior equilíbrio de gênero na etapa decisiva do concurso e para o aumento do número final de mulheres aprovadas, evidenciando o potencial da medida para mitigar distorções historicamente reproduzidas no acesso à carreira diplomática. Conclui-se que a experiência do Itamaraty constitui referência relevante para a formulação de políticas semelhantes em outros concursos públicos.
  • Publicação
    Fundo rotativo solidário da Coomafes : crédito, autogestão e empoderamento feminino no município de Valença, Bahia
    (Ipea, 2026-04) Andrade, Aline de Oliveira; Santos, Evely Nascimento dos; Nascimento, Ravena dos Santos; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Aline de Oliveira Andrade; Evely Nascimento dos Santos; Ravena dos Santos Nascimento
    BMT 81
    Analisam a implementação do Fundo Rotativo Solidário da Cooperativa Feminina da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Valença (Coomafes), criado em 2023, destacando sua trajetória, seus instrumentos de gestão e seus impactos no fortalecimento econômico e organizativo das cooperadas. As autoras concluem que o fundo transcende sua função econômica e opera como instrumento político-pedagógico de emancipação, articulando geração de renda, práticas de autogestão, sustentabilidade e igualdade de gênero, confirmando o papel das finanças solidárias como alternativa concreta frente às históricas limitações do sistema financeiro formal para as mulheres agricultoras.
  • Publicação
    Eficiência técnica nas taxas de ocupação de mulheres negras sem escolaridade nas macrorregiões brasileiras : uma aplicação de fronteiras estocásticas
    (Ipea, 2026-04) Alexandre Marinho; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Alexandre Marinho
    BMT 81
    Estuda a trajetória das taxas de ocupação das mulheres negras brasileiras sem escolaridade, com dados trimestrais da PNAD Contínua entre 2012 e 2024. O autor constata que a taxa de ocupação das mulheres negras é a menor entre todos os grupos populacionais em todos os níveis de escolaridade, e que as disparidades regionais observadas são mais sensíveis ao ciclo econômico do que a características das próprias trabalhadoras, como renda e experiência.
  • Publicação
    Inserção das mães solo no mercado de trabalho brasileiro
    (Ipea, 2026-04) Ramos, Mariene; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Mariene Ramos; Carlos Henrique Corseuil; Marcos Hecksher
    BMT 81
    Investigam as penalidades enfrentadas pelas mães solo brasileiras, mulheres responsáveis por domicílios com filhos e sem cônjuge, que representam cerca de um quinto dos responsáveis por domicílios no Brasil. O estudo constata que esse grupo está sobrerrepresentado em setores historicamente desvalorizados, como os serviços domésticos, e enfrenta penalidades de rendimento em relação a outros arranjos familiares: as mães com cônjuge já enfrentam penalidade significativa em relação a pais com cônjuge, e as mães solo acumulam desvantagem adicional em relação àquelas. Os autores identificam ainda penalidades na qualidade das ocupações, com menor cobertura previdenciária e menor formalidade do vínculo.
  • Publicação
    Outras formas de inserção das pessoas trans no mercado de trabalho : microempreendedorismo individual e serviço público
    (Ipea, 2026-04) Felipe Vella Pateo; Alberto Luis Araújo Silva Filho; Filipe Matheus Silva Cavalcanti; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Felipe Vella Pateo; Alberto Luis Araújo Silva Filho; Filipe Matheus Silva Cavalcanti
    BMT 81
    Complementam a análise publicada na edição anterior do BMT, que havia retratado a inserção e as características dessa população no assalariamento formal. O estudo expande o olhar para o microempreendedorismo individual e o serviço público, e conclui que a inserção no MEI, além de mais precária, não compensa o déficit de participação no assalariamento formal, e que o poder público reproduz, de maneira ainda mais acentuada, as desigualdades presentes no setor privado.
  • Publicação
    A Institucionalização do campo "cor ou raça" na Carteira de Identidade Nacional (CIN) : uma proposta de intervenção para a identificação da pessoa indígena nos registros civis brasileiros
    (Ipea, 2025-12) Piza, Daniel de Olivieira; Daniel Pitangueira de Avelino; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Daniel de Oliveira Píza; Rute Imanishi Rodrigues; Cavalcante, Pedro Luiz Costa; Daniel Pitangueira de Avelino
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta Turma
    Este trabalho investiga as razões pelas quais o pertencimento indígena não é reconhecido de forma estruturada na infraestrutura pública de identificação civil no Brasil, apesar do cresci-mento expressivo da autodeclaração indígena nos censos demográficos recentes. A pesquisa articula revisão bibliográfica, análise normativa, exame de bases estatísticas e entrevistas com órgãos do Poder Judiciário e do Executivo Federal, com foco no fluxo informacional que co-necta o Registro Civil das Pessoas Naturais (RCPN), o Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (SIRC) e as principais bases administrativas de identificação. Os resultados evi-denciam a inexistência de campos estruturados para registrar “cor/raça” e etnia nos assentos de nascimento, a ausência de interoperabilidade entre RCPN, SIRC, SIASI, CNIS e CBC, e a con-sequente impossibilidade de incorporação documental do pertencimento indígena. Essa lacuna produz invisibilidade registral e limita a efetividade de políticas públicas em saúde, previdência, educação e ação afirmativa. Com base nesse diagnóstico, propõe-se a criação de um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) voltado à padronização normativa e à integração tecnológica entre o Poderes Judiciário e o Poder Executivo – CNJ, SESAI/MS, Funai/MPI, MGI e demais órgãos estratégicos. Conclui-se que a inclusão estruturada da identidade indígena na Carteira de Identidade Nacional é condição necessária para assegurar autodeterminação, reconheci-mento documental e acesso equitativo a direitos.
  • Publicação
    Solo és mãe : como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge no Brasil
    (Ipea, 2025) Ramos, Mariene de Queiroz; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Mariene de Queiroz Ramos; Rute Imanishi Rodrigues; Fernando Gaiger Silveira; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher
    Mestrado Profissional em Políticas Públicas e Desenvolvimento - Sexta Turma
    O aumento da feminização da chefia familiar no Brasil evidencia a necessidade de compreender as especificidades dos diferentes arranjos domiciliares. Diante disso, esta dissertação investiga as penalidades pela maternidade enfrentadas por mães solo chefes de domicílio no mercado de trabalho brasileiro. Utilizando dados da PNAD Contínua 2022 e metodologia alinhada a Kleven et al. (2019, 2024), a análise de 99.436 observações mostra que mães solo enfrentam a maior penalidade salarial entre todos os grupos analisados. A presença de filhos pequenos (0-5 anos) está associada a maior participação laboral, evidenciando um padrão de necessidade econômica. Identifica-se ainda maior precariedade ocupacional para as mães solo, com maior segregação em serviços domésticos (+22,8 p.p.) e menor contribuição previdenciária (-11,5 p.p.). Na dimensão racial, há evidências de que a discriminação atua mais no rendimento que no acesso ao emprego. A combinação de penalidades quantitativas e qualitativas evidencia uma desvantagem integral no mercado de trabalho, com implicações diretas para políticas de cuidado infantil e proteção social.
  • Publicação
    Gênero ou feminismo ? As Nações Unidas e as políticas de gênero nas operações de paz
    (Ipea, 2012) Campos, Paula Drumond Rangel; Paula Drumond Rangel Campos
    Analisa criticamente como as políticas de gênero da Organização das Nações Unidas são incorporadas às operações de paz, com foco no caso da Missão de Estabilização da RDC (MONUC/MONUSCO). A autora demonstra que, embora o pós‑Guerra Fria tenha ampliado o debate sobre a violência contra o gênero, a ONU aplica uma abordagem predominantemente feminista, centrada quase exclusivamente na vitimização de mulheres e meninas, ignorando padrões sistemáticos de violência sexual, massacres seletivos e recrutamento forçado que também atingem homens e meninos durante os conflitos na República Democrática do Congo. O texto evidencia que esse viés reforça essencialismos de gênero ao representar mulheres como vítimas e homens como perpetradores, silenciando a vulnerabilidade masculina e comprometendo a universalidade do gender mainstreaming. A autora conclui que a construção de políticas eficazes demanda reconhecer como as mesmas estruturas de gênero que oprimem mulheres também afetam homens, exigindo respostas integradas, sensíveis e não excludentes no âmbito das missões de paz.
  • Publicação
    Tendências recentes na escolaridade e no rendimento de negros e de brancos
    (Ipea, 2007) Luana Simões Pinheiro; Soares, Sergei Suarez Dillon; Fontoura, Natália de Oliveira; Sergei Suarez Dillon Soares; Natália de Oliveira Fontoura; Luana Pinheiro
    Analisa a evolução das desigualdades educacionais e de rendimento entre negros e brancos no Brasil, destacando avanços e permanências estruturais no período recente. Os autores examinam indicadores de escolaridade, progressão educacional, inserção no mercado de trabalho e níveis salariais, evidenciando que, embora haja melhora significativa nos anos de estudo da população negra, o diferencial de rendimentos permanece elevado, refletindo tanto diferenças acumuladas de capital humano quanto discriminações persistentes no mercado de trabalho. A análise mostra que as desigualdades raciais estão associadas a múltiplos mecanismos, desde oportunidades educacionais iniciais até barreiras ocupacionais, apontando para a necessidade de políticas públicas que reduzam desigualdades históricas e promovam equidade de acesso e recompensa no mercado de trabalho.
  • Livro
    Desigualdade de renda no Brasil : uma análise da queda recente : volume 2
    (Ipea, 2007) Barros, Ricardo Paes de; Foguel, Miguel Nathan; Ulyssea, Gabriel; Ricardo Paes de Barros; Miguel Nathan Foguel; Gabriel Ulyssea
    Reúne estudos voltados para estimar a magnitude da queda recente na desigualdade e suas consequências sobre as condições de vida da população mais pobre; e aqueles cujo objetivo é identificar os principais fatores determinantes por trás desse movimento. Analisa, em detalhes, as transformações por que passaram os diversos tipos de transferências governamentais, principalmente as pensões e as aposentadorias, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Programa Bolsa Família (PBF). Trata dos fatores responsáveis pelas transformações na distribuição dos rendimentos do trabalho. Avalia o papel da educação e da experiência potencial dos trabalhadores no mercado de trabalho para a redução da desigualdade de renda. Trata do mercado de trabalho como gerador de desigualdade. A análise é centrada nos papéis desempenhados pela discriminação de gênero e de cor, bem como por três tipos de segmentação: setorial, formal-informal e espacial. Aborda os efeitos do salário mínimo sobre a desigualdade de renda por meio das remunerações pagas no mercado de trabalho, assim como das transferências governamentais a ele vinculadas, visando contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e, dessa forma, acelerar o processo de redução da extrema desigualdade de renda que ainda prevalece no País.
  • Livro
    Impacto da crise sobre as mulheres : Observatório Brasil da Igualdade de Gênero
    (Ipea, 2009) Pinheiro, Luana; Galiza, Marcelo; Melo, Hildete Pereira de; Sabbato, Alberto Di; Sanches, Solange; Vasconcelos, Márcia; Gonzalez, Roberto; Fontoura, Natália de Oliveira; Luana Pinheiro; Marcelo Galiza; Natália de Oliveira Fontoura; Hildete Pereira de Melo; Alberto Di Sabbato; Solange Sanches; Márcia Vasconcelos; Roberto Gonzalez
    O estudo analisa os impactos da crise econômica internacional de 2008–2009 sobre o mercado de trabalho brasileiro, com enfoque nas desigualdades de gênero e raça. A publicação demonstra que homens e mulheres são afetados de maneira distinta pelas crises econômicas em razão da segregação ocupacional, da maior concentração feminina em atividades precarizadas e das persistentes desigualdades salariais. Destaca-se a situação das mulheres, especialmente das mulheres negras, que apresentam maiores taxas de informalidade e estão predominantemente inseridas no setor de serviços e no trabalho doméstico remunerado. O documento enfatiza a necessidade de incorporar a perspectiva de gênero na formulação e no monitoramento de políticas públicas, a fim de reduzir desigualdades estruturais e promover maior equidade no mercado de trabalho em contextos de crise econômica.
  • Publicação
    Avanços entre desafios : uma análise da evolução da qualidade das informações de raça/cor na RAIS e no novo CAGED
    (Ipea, 2026-02-02) Felipe Vella Pateo; Mattei, Taíse Fátima; Magalhães, Mario; Santana, Synthia Kariny Silva de; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura - DISET; Felipe Vella Pateo; Taíse Fátima Mattei; Mario Magalhães; Synthia Kariny Silva de Santana
    TD 3184
    Este estudo analisa a evolução da qualidade das informações de raça/cor declaradas na base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), com ênfase nos impactos da transição para o sistema eSocial e nas consequências do recente fechamento, em 2024, do campo “raça/cor não informada”. Ademais, são retomadas as comparações entre os dados de raça/cor da Rais e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), destacando-se a primeira comparação focada em trabalhadores do setor público. As conclusões obtidas são de que há, via de regra, uma evolução temporal na qualidade dos dados declarados, ainda que se verifiquem limitações em setores específicos que devam ser levadas em consideração por analistas interessados. Por fim, são recomendadas estratégias que poderiam aperfeiçoar o processo de declaração, como o desenvolvimento de ferramentas automatizadas de auditoria nos dados e a incorporação de mecanismos de autoidentificação digital por parte dos trabalhadores.
  • Publicação
    Impacto das normas de gênero nas decisões de participação e de fecundidade no Brasil
    (Ipea, 2025-08) Santos, Letícia Marques dos; Cunha, Marina Silva; Letícia Marques dos Santos; Marina Silva Cunha
    PPE 55
    Esta pesquisa analisou os impactos das normas sociais prevalecentes no Brasil na participação no mercado de trabalho e na fecundidade das mulheres casadas para o período de 2001 até 2015. Para tanto, a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE), foram estimados modelos de regressão probit bivariados. Os resultados indicaram que as desigualdades de gênero persistem de maneira pouco inflexiva ao longo do tempo, em que os maridos se dedicam relativamente pouco aos afazeres domésticos. Verificou-se que as normas de gênero apresentam efeito significativo nas decisões de fecundidade e de participação no mercado de trabalho das esposas, com os afazeres dos maridos com impactos positivos. Destaca-se que a relação entre fecundidade e participação das esposas no mercado de trabalho, além de significativa, foi maior em 2015 que em 2001. Dessa forma, evidencia-se a importância de se avaliar a equidade de gênero em termos de oportunidades, bem como políticas públicas voltadas aos cuidados, propiciando às famílias equilibrarem trabalho remunerado e doméstico na sociedade contemporânea.
  • Publicação
    Identidades invisíveis ? O dilema da (in)visibilidade estatística da população trans
    (Ipea, 2025-11-11) Silva Filho, Alberto Luis Araújo; Cavalcanti, Filipe Matheus Silva; Pateo, Felipe Vella; Alberto Luis Araújo Silva Filho; Filipe Matheus Silva Cavalcanti; Felipe Vella Pateo
    TD 3169
    Neste trabalho, problematizamos a questão da visibilidade estatística da população trans nas bases de dados e registros administrativos do governo federal. Na medida em que é representado por meio de rastros ou vestígios informacionais, esse segmento encontra problemas no que diz respeito ao reconhecimento populacional e à construção da cidadania, considerada parcial, precária ou seletiva. Por consequência, se depara com entraves no acesso às políticas públicas. Como etapa empírica da discussão, realizamos cinco entrevistas semiestruturadas com atrizes do governo e da sociedade civil que lidaram ou lidam com a problemática da ausência ou incompletude dos dados. A partir do levantamento qualitativo, evidenciamos que a disponibilidade e a qualidade da informação acerca desse segmento social têm sido uma preocupação central, dentre as inquietações captadas, para indivíduos e instituições que se encontram implicados na reivindicação de perspectivas de inclusão das dissidências de gênero.
  • Publicação
    Bases de dados em saúde sobre violência sexual : potencialidades, limites e caminhos para sua melhor utilização
    (Ipea, 2025-11) Daniel Ricardo de Castro Cerqueira; Danilo Santa Cruz Coelho; Diretoria de Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia - DIEST; Daniel Cerqueira; Danilo Santa Cruz Coelho
    Nota Técnica Diest 67
    Esta nota técnica examina as bases de dados em saúde sobre violência sexual, com foco na ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no Viva Inquérito e na ficha de atendimento multiprofissional às pessoas em situação de violência sexual. Analisa avanços e limitações desses instrumentos, destacando as modificações introduzidas na ficha do Sinan em 2015, que ampliaram variáveis relacionadas a populações vulneráveis e fatores estruturais da violência, mas reduziram o registro de informações clínicas relevantes para análises epidemiológicas. Também ressalta o potencial do Viva Inquérito e da ficha multiprofissional, ao mesmo tempo em que aponta barreiras de acesso a esses dados. Por fim, recomenda e apresenta diretrizes para a elaboração de um guia metodológico que sistematize o uso dessas fontes, reforçando sua integração como estratégia fundamental para pesquisas e políticas públicas de enfrentamento da violência sexual.
REPOSITÓRIO DO CONHECIMENTO DO IPEA
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