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Carta de Conjuntura: n. 21, dez. 2013

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A Carta de Conjuntura tem periodicidade trimestral e traz uma análise dos principais temas econômicos dos três meses precedentes. Sempre acompanhada de projeções dos mais importantes indicadores macroeconômicos.

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Published by the Institute for Applied Economic Research – Ipea, Carta de Conjuntura is a quarterly review of the main economic issues highlighted in the previous three months. Projections of the most important macroeconomic metrics are also shown in every issue.

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Elasticidade emprego-produto no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Amitrano, Claudio Roberto
Esta nota apresenta claramente a mudança de patamar da relação entre as variações no nível de emprego e do produto. Nota-se que tanto no que se refere ao total de ocupações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) quanto para os dados de emprego da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), essa relação encontra, de um modo geral, valores superiores na década de 2000 aos valores máximos verificados nos anos 1990. Um simples cálculo da elasticidade emprego-produto, com base na relação entre a variação do emprego informado pela Rais e a variação do produto a preços constantes de 2009 das contas nacionais, de 1996 a 1999 e de 2000 a 2010, mostra que, enquanto no primeiro, período a elasticidade emprego-produto era da ordem de 0,88, no período subsequente, este valor havia subido para algo em torno de 1,57. Em suma, os resultados indicam que as diversas atividades se comportaram de maneira bastante diferenciada no que tange à geração de emprego, produto e produtividade. No entanto, salta aos olhos o fato de que, ao final do período 2007-2009, dentre os segmentos mais dinâmicos, isto é, geradores de emprego, renda e de produtividade crescente, não se encontram atividades de alta intensidade tecnológica, para o caso da indústria, e intensivas em conhecimento, para o caso dos serviços.
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Efeitos da população economicamente ativa sobre a taxa de desemprego
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-12) Lameiras, Maria Andréia Parente
Por definição, um recuo na taxa de desemprego só é possível se o crescimento da população ocupada se dá em ritmo superior ao observado na população economicamente ativa (PEA). Em outras palavras, a queda contínua da taxa de desemprego medido pela PME na última década implica dizer que a geração de novas vagas, nas regiões metropolitanas brasileiras, na economia vem sendo suficientemente grande para não só abarcar os novos entrantes na força de trabalho como, também, permitir a recolocação de um contingente de pessoas até então desempregadas. Por outro lado, tanto o ritmo de expansão da ocupação quanto a velocidade de crescimento da PEA guardam estreita relação com fatores demográficos (crescimento populacional) e com a situação econômica do país (desalento). Esta nota analisa o comportamento da PEA nos últimos anos, tentando identificar de que forma esta vem contribuindo para a manutenção da taxa de desemprego em patamar historicamente baixo.
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