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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 18, n. 02, ago. 1988

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Dívidas e déficits : projeções para o médio prazo
A Restrição externa ao crescimento econômico brasileiro : uma perspectiva de longo prazo
As relações financeiras na economia argentina
O Imposto inflacionário durante quatro hiperinflações
Preços e distribuição de renda no Brasil : uma análise de insumo-produto - 1975
Um modelo de equilíbrio geral computável para o estudo de políticas de comércio exterior no Brasil
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Paridades cambiais, dívida externa e ajustamento : reflexões sobre o caso brasileiro — 1983/87
O Modelo de inovações induzidas de Hayami e Ruttan

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Publicações

Publicação
Dívida brasileira : réquiem para a política de muddling through
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1988-08) Cardoso, Eliana A.; Dornbusch, Rudiger
Este trabalho analisa a dívida externa brasileira após cinco anos de muddling through. Após apresentar uma breve discussão da história da dívida brasileira e um estudo do período entre 1982 e 1987, o trabalho usa o modelo da dinâmica da dívida para analisar cenários alternativos, e conclui apresentando opções de política que são mais de acordo com os interesses de longo prazo do Brasil e de seus credores que a estratégia atual.
Publicação
Dívidas e déficits : projeções para o médio prazo
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1988-08) Reis, Eustáquio José; Bonelli, Regis; Rios, Sandra Maria C. Polônia
Nos atuais anos 80, a crise da dívida externa e o crescente déficit público têm levado a uma significativa queda nas taxas de poupança e investimento da economia brasileira. Através de simulações econométricas, procura-se quantificar as atuais trade-offs entre crescimento, endividamento externo e desequilíbrio financeiro do setor público. A primeira simulação mostra que pagar a dívida externa implicará um crescimento medíocre e a persistência de desequilíbrios nas finanças públicas. Simulação alternativa mostra que a sustentação do crescimento através de gastos do governo teria como calcanhar-de-aquiles as finanças públicas e não as contas externas. A primazia do ajustamento fiscal deve, contudo, levar em conta suas inter-relações com o desequilíbrio externo, das quais decorre, inclusive, a sugestão de novos ajustamentos cambiais.
Publicação
A Restrição externa ao crescimento econômico brasileiro : uma perspectiva de longo prazo
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1988-08) Fritsch, Winston; Modiano, Eduardo Marco
Este artigo pretende contribuir para uma definição dos limites ao crescimento econômico brasileiro sob diferentes cenários de evolução da conjuntura internacional e da capacidade de poupança doméstica. Trajetórias alternativas de crescimento para a economia brasileira até o ano 2000 são simuladas com o auxílio de um modelo de consistência macroeconômica que representa analiticamente dois hiatos: o de divisas e o de poupança. Analisa-se, em especial, o efeito de diferentes políticas tributárias, de gasto social, de distribuição funcional da renda e de crescimento da economia mundial.
Publicação
As relações financeiras na economia argentina
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1988-08) Damill, Mario; Fanelli, José Maria; Frenkel, Roberto; Rozenwurcel, Guillermo
0 traço mais notável da economia argentina, durante a última década, tem sido sua extrema instabilidade, que tem afetado tanto seu desempenho de curto prazo como suas condições de funcionamento de longo prazo. 0 objetivo dente trabalho é descrever alguns dos resultados mais importante de pesquisas desenvolvidas sobre as relações financeiras na economia argentina do período que se inicia em junho de 1975 e vai até meados de 1985. Seu propósito não é, no entanto, apenas descritivo, pretendendo-se ao mesmo tempo — destacar sua especificidade teórica em relação às economias desenvolvidas e, ainda, apresentar algumas reflexões sobre os meios mais adequados para abordar a análise das relações mencionadas.
Publicação
O Imposto inflacionário durante quatro hiperinflações
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1988-08) Franco, Gustavo H. B.
O ensaio oferece uma resenha dos diversos modelos monetários de inflação e procura informar acerca da relevância empírica desses modelos através do exame dos padrões observados de coleta de imposto inflacionário. A comparação entre o nível de receita efetivamente coletada sob a forma de senhoriagem e o imposto inflacionário que poderia ser coletado caso o público antecipasse corretamente a inflação serve como um teste para as previsões da versão mais simples do modelo tradicional de Cagan. A evidência apresentada não corrobora as previsões deste modelo, mas é observado que este teste não se aplica a versões mais sofisticadas do mesmo modelo. É interessante notar, todavia, que a evidêcia apresentada não é inconsistente com a hipótese de que a inflação era governada por forças alheias à esfera monetária e que a oferta de moeda era inteiramente passiva. Outras indicações são fornecidas para sustentar essa conjectura, tais como a existência de expansão monetária muito além dos necessidades de financiamento do governo e o fato de que os níveis de gasto público parecem ajustar-se à disponibilidade de imposto inflacionário.

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