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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 42, n. 01, abr. 2012

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Fatores associados ao fluxo escolar no ingresso e ao longo do ensino médio no Brasil
Desigualdade de oportunidades no Brasil : uma decomposição quantílica contrafactual
Competição vertical e horizontal no Brasil : uma análise empírica das interações fiscais nos mercados de cigarro e gasolina
Impactos econômicos de cenários de políticas climáticas para o Brasil
Modelos VaRs e a nova fórmula da exigência de capital da carteira trading : uma análise no mercado brasileiro
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4917
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4920
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4925
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4950
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3334
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Publicação
Fatores associados ao fluxo escolar no ingresso e ao longo do ensino médio no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-04) Souza, André Portela de; Ponczek, Vladimir Pinheiro; Oliva, Bruno Teodoro; Tavares, Priscilla Albuquerque
Neste artigo estimam-se os fluxos escolares do ensino fundamental para o médio e os fluxos ao longo do médio para a última década nas seis maiores regiões metropolitanas (RMs) do país. Também se estimam quais conjuntos de variáveis associadas às características do aluno e sua família, do mercado de trabalho local e das condições locais de oferta escolar estão mais fortemente relacionados com os fluxos observados. Os resultados indicam que: a não aprovação ainda é uma barreira para o ingresso no ensino médio e para a sua progressão ideal; a não aprovação perdeu importância nos últimos anos para a explicação da evasão escolar; a educação dos pais é um fator relevante tanto para a aprovação quanto para a continuação dos estudos; e a qualidade da escola é um fator importante para a aprovação e continuidade dos estudos.
Publicação
Desigualdade de oportunidades no Brasil : uma decomposição quantílica contrafactual
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-04) Figueiredo, Erik Alencar de; Silva, Cleiton Roberto da Fonseca
O objetivo deste estudo é mensurar a desigualdade de oportunidades brasileira. Para tanto, utilizam-se a abordagem teórica desenvolvida por Bourguignon, Ferreira e Menéndez (2007) e uma estratégia empírica baseada na conjugação do método de geração de contrafactuais de Chernozhukov, Fernández-Val e Melly (2009) com as inferências quantílicas sob má especificação propostas por Angrist, Chernozhukov e Fernández-Val (2006). Os resultados indicam que variáveis como educação e ocupação dos pais, raça e região de nascimento produzem efeitos expressivos (diretos e indiretos) sobre a renda dos indivíduos. Em resumo, a proporção da desigualdade de oportunidades na desigualdade total brasileira pode variar entre 29% e 35%.
Publicação
Competição vertical e horizontal no Brasil : uma análise empírica das interações fiscais nos mercados de cigarro e gasolina
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-04) Politi, Ricardo Batista; Mattos, Enlinson H. C.
Este trabalho investiga o efeito dos tributos federais nas políticas tributárias estaduais (competição vertical) para cigarro e gasolina, levando em conta as políticas adotadas pelos estados vizinhos na decisão tributária local (competição horizontal). Para estimar consistentemente os parâmetros da interação fiscal entre os governos estaduais e o federal, utiliza-se a econometria espacial em um painel com dados anuais referentes aos 26 estados brasileiros para o período de 1995 a 2007. Os resultados sugerem haver competição vertical no mercado de cigarro. Um aumento de 1% na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), um tributo federal, está associado a um aumento significativo entre 3,2% e 1,2% na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo estadual, para o cigarro de acordo com o modelo empregado. Por outro lado, para o mercado de gasolina, nossas estimações apontam para a relevância de competição horizontal. Um aumento de 1% na alíquota de ICMS de estados vizinhos está associado a um aumento em sua própria alíquota em 0,27% em um dos modelos utilizados.
Publicação
Impactos econômicos de cenários de políticas climáticas para o Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-04) Politi, Ricardo Batista; Mattos, Enlinson H. C.
O presente estudo objetiva estimar os impactos econômicos de cenários de políticas climáticas para o Brasil. Para tal, utiliza um modelo de equilíbrio geral dinâmico-recursivo da economia mundial. Os principais resultados indicam que metas setoriais de quedas progressivas de 3% a 30% em emissões no período de 2015 a 2050 levam a uma perda acumulada entre 1% e 2% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2004. Apesar das emissões, em 2050, caírem em 54% em relação a um cenário de referência, as perdas em bem-estar são apenas de 0,8% e não aumentam com a inclusão de metas de redução no desmatamento. Conclui-se que essas políticas geram impactos negativos pequenos, devido à disponibilidade de fontes de energia limpa na matriz brasileira.
Publicação
Modelos VaRs e a nova fórmula da exigência de capital da carteira trading : uma análise no mercado brasileiro
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2012-04) Vieira, Cleysson Ribeiro; Silva Filho, Osvaldo Candido
Neste artigo, tendo em vista a mudança na fórmula de cálculo da exigência de capital da carteira trading trazida pelo conjunto de alterações no arcabouço regulamentar motivadas pela crise do subprime e o início do processo de autorização para uso de modelos internos no Brasil, montamos uma carteira teórica composta de títulos públicos, ações e moedas baseada no perfil de carteira dos principais bancos em operação no Brasil com o objetivo de analisarmos duas questões intimamente interligadas: i ) a acurácia dos modelos Valor em Risco (VaR) utilizados por esses bancos no cálculo do risco de mercado; e ii ) a suficiência da nova regra em suportar perdas reais e hipotéticas do portfólio. Encontramos que apesar dos modelos VaR, em geral, subestimarem o risco, as alocações de capital geradas por esses modelos, quando usamos a nova fórmula, foram excessivamente conservadoras em todos os testes realizados. Adicionalmente, propomos duas modificações na regra dessa exigência de modo a torná-la menos punitiva aos bancos, mas sem perda da confiabilidade.

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