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Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 14, maio/ago. 2013

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O Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) é uma publicação da Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais (Dinte) do Ipea e visa promover o debate sobre temas importantes para a inserção do Brasil no cenário internacional, com ênfase em estudos aplicados no campo da Economia Internacional e das Relações Internacionais, tendo como público-alvo acadêmicos, técnicos, autoridades de governo e estudiosos das relações internacionais em geral.

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The Economics and International Policy Bulletin (BEPI) is a publication of the Board of Studies and Economic Relations and International Policies (Dinte) IPEA and aims to promote debate on issues important to the insertion of Brazil internationally, with an emphasis on applied studies in the field of International Economics and International Relations, with the academic audience, technical, government officials and scholars of international relations in general.

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Participação das exportações na produção industrial dos estados brasileiros : uma análise para o período 2000-2010
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Nonnenberg, Marcelo José Braga; Berner, Luís
O objetivo deste artigo é analisar a evolução da relação entre exportações de produtos manufaturados e produção industrial no Brasil, entre 2000 e 2010. Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), foi calculada a relação entre exportações e produção industrial para esse período por Unidade da Federação. Em linhas gerais, a participação das exportações de produtos manufaturados na produção industrial brasileira pouco se alterou no período, mantendo-se em torno de 20%. Na análise por estados, o quadro que se sobressai é que a grande maioria apresenta maior competitividade externa nos setores mais intensivos em recursos naturais e mão de obra. Ao mesmo tempo, verifica-se uma perda de competitividade das exportações de setores mais intensivos em tecnologia e aumento da participação das exportações nos setores mais intensivos em recursos naturais.
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Desalinhamentos cambiais predatórios : uma ameaça real à ordem do comércio internacional
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Lima-Campos, Aluisio de
Desalinhamentos cambiais (DCs), expressados pela diferença entre a taxa de câmbio real e a taxa de equilíbrio estimada, podem ser predatórios se resultarem em desvalorização significativa− não negligenciável − de prazo mais longo, que não visa corrigir um desequilíbrio econômico e não se justifica pelos fundamentos econômicos do país. Isso leva à conclusão de que a moeda está sendo manipulada para gerar mais reservas e obter vantagem injusta sobre parceiros comerciais. Desalinhamentos cambiais predatórios (DCPs) reduzem os níveis de proteção tarifária dos países de moedas não desvalorizadas e aumentam o nível de proteção dos países que a aplicam, em ambos os casos violando direitos e obrigações devidamente negociados na Organização Mundial do Comércio (OMC). Os DCPs podem tornar negativa a proteção tarifária de países afetados, gerando um subsídio às importações nesses países. Além disso, se os mesmos países têm medidas de defesa comercial em vigor, os DCPs podem anulá-las completamente. Uma solução permanente e sustentável, que incluiria possivelmente novo mecanismo específico para tratar do tema, viria de um acordo multilateral, no âmbito da OMC. No entanto, tal acordo só será possível no curto e médio prazo se houver um incentivo para os países praticantes de DCPs se sentarem à mesa de negociações. O incentivo seria uma ação plurilateral, coordenada, de aplicação de direitos compensatórios contra importações de produtos relevantes para os manipuladores. Esses direitos permaneceriam vigentes até a conclusão de um acordo ou a cessação dos DCPs.
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A Dimensão territorial da economia política da proteção no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Oliveira, Ivan Tiago Machado; Carneiro, Flavio Lyrio
A definição e a implementação de medidas de política comercial, sejam elas tarifárias ou não, são de competência de órgãos do governo federal, possuindo assim abrangência nacional. Contudo, essas medidas, quando implementadas, afetam de maneira distinta cada uma das Unidades da Federação (UFs), segundo suas diferentes estruturas produtivas e seus padrões de consumo, de modo que as pautas de importação dos estados são normalmente díspares entre si. Busca-se neste artigo analisar a dimensão territorial da economia política da proteção comercial no Brasil, identificando onde se localizam os setores mais afetados pelas medidas efetuadas nos últimos anos (2008-2012).
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Investimento externo direto no Brasil no período 2003-2012 : aspectos regionais e setoriais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Ribeiro, Elton Jony Jesus; Silva Filho, Edison Benedito da
Este trabalho examina os fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil no período 2003-2012. Enfoca-se tanto a distribuição regional dos projetos quanto sua concentração setorial em termos de intensidade tecnológica, com base em metodologia desenvolvida pelos autores a partir de classificações similares aplicadas aos fluxos de comércio internacional. À luz dos resultados obtidos, pretende-se avaliar possíveis alterações nos determinantes internos do IED para as regiões do país (tais como abundância de recursos naturais, infraestrutura e logística local, proximidade do mercado consumidor etc.), bem como os impactos da crise internacional sobre esses fluxos de capital.
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O Financiamento ao comércio Sul-Sul como ferramenta fundamental para a superação da crise
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2013-08) Alvarez, Ana María
Este artigo é uma contribuição à discussão sobre o atual papel do financiamento do comércio exterior no enfrentamento da recente crise econômica global. O assunto ganhou importância diante do baixo risco envolvido nas transações de financiamento do comércio exterior em comparação a outras formas de crédito internacional. Ademais, frente ao crescimento das transações comerciais Sul-Sul, tanto exportadores quanto importadores precisam de mecanismos flexíveis que apoiem projetos de comércio e infraestrutura. Além do papel desempenhado pelos tradicionais mecanismos regionais e multilaterais, vários países em desenvolvimento e economias emergentes estabeleceram seus esquemas de financiamento de comércio exterior para apoiar exportadores locais. Eles progrediram quanto ao estabelecimento ou fortalecimento de seus bancos regionais de desenvolvimento e quanto ao estímulo de iniciativas de cooperação, que podem oferecer alternativas acessíveis de apoio a seus projetos de comércio e investimento. Este artigo pretende preencher a lacuna de conhecimento sobre o potencial das instituições de países em desenvolvimento e mercados emergentes que complementam os projetos regionais e multilaterais tradicionais dos bancos.
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