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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 37, n. 02, ago. 2007

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Impacto de reformas paramétricas na previdência social brasileira : simulações alternativas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2007-08) Giambiagi, Fabio; Zylberstajn, Hélio; Afonso, Luís Eduardo; Souza, André Portela de; Zylberstajn, Eduardo
Este artigo simula os efeitos de reformas previdenciárias paramétricas na previdência social, e os resultados mais importantes são: a) o valor presente da dívida atuarial é equivalente a 1,9 PIB de 2005, no cenário básico; b) a interrupção do crescimento real do piso previdenciário, a partir de 2011, reduziria a dívida atuarial; c) mudanças paramétricas poderiam reduzir a dívida atuarial para cerca de 40% a 60% dos níveis atuais; d) as medidas de maior impacto seriam a adoção da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria dos novos trabalhadores, bem como o aumento gradual para 64 anos, para os atuais trabalhadores; e) a elevação da idade mínima para o benefício da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) e a redução do seu valor para 75% do piso previdenciário para as futuras concessões teriam impacto fiscal importante.
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Impactos de aposentadorias e pensões sobre a educação e a participação dos jovens na força de trabalho
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2007-08) Reis, Maurício Cortez; Camargo, José Márcio
Os rendimentos com aposentadorias e pensões representam uma parcela importante da renda de muitos domicílios no Brasil. Argumentamos neste artigo que os valores relativamente elevados desses benefícios, ao aumentarem a renda domiciliar per capita, podem influenciar as decisões dos jovens moradores dos domicílios quanto a trabalhar e estudar. De acordo com os resultados encontrados, aumentos na renda domiciliar provenientes de aposentadorias e pensões reduzem a taxa de participação dos jovens na força de trabalho. Os resultados também indicam que essa redução na participação está associada a um aumento na proporção de jovens estudando, assim como a um aumento na probabilidade de que os jovens não estejam estudando nem participando do mercado de trabalho.
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Credibilidade do regime de metas para inflação no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2007-08) Mendonça, Helder Ferreira de; Souza, Gustavo José de Guimarães e
Este artigo faz uma análise empírica da relação entre credibilidade e administração das taxas de juros para a política monetária no Brasil depois da introdução do regime de metas para inflação. A relação entre a credibilidade (medida por diversos índices) e a taxa de juros referencial para a política monetária é verificada sob duas perspectivas: a meta estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (Bacen) e a taxa prevalecente no mercado financeiro. Os resultados obtidos confirmam a hipótese de que uma credibilidade mais elevada exige menores variações nas taxas de juros para o controle da inflação depois da adoção do regime de metas de inflação.
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Ricos? Pobres? Uma análise da polarização da renda para o Brasil – 1981-2003
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2007-08) Scorzafave, Luiz Guilherme; Castro, Sueli Aparecida Correa e
Este artigo analisa a polarização de renda no Brasil entre 1981 e 2003 com base na metodologia de Esteban, Gradín e Ray (2007). Houve uma ligeira queda da polarização, acompanhando a tendência do coeficiente de Gini. Entretanto, o nível de polarização se mostrou elevado, se comparado a outros países. A grande diferença entre as rendas médias dos grupos considerados explica esse resultado. O artigo também apresenta definições não ad hoc das classes de renda alta, média e baixa e constata que domicílios com renda per capita mensal acima de R$ 761 em 2003 pertenciam à classe alta.
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Vulnerabilidade à pobreza no Brasil : medindo risco e condicionalidade a partir da função de consumo das famílias
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2007-08) Ribas, Rafael Perez
Apesar de muitas famílias serem não-pobres hoje, algumas delas estão suscetíveis à pobreza em períodos subseqüentes, devido a eventos conjunturais ou particulares. Essa suscetibilidade está ligada a um conceito de vulnerabilidade, que representa a perda de bem-estar causada pela incerteza de eventos e pela ausência dos instrumentos necessários para o seu gerenciamento. Seguindo essa idéia, através de uma função de consumo, o objetivo deste artigo é analisar o bem-estar da população no Brasil, expandindo medidas estáticas de pobreza a fim de incluir aspectos dinâmicos de vulnerabilidade. A fonte de dados utilizada é a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2002-2003. Como essa base possui informações para apenas um período, utiliza-se um algoritmo de replicação bootstrap para simular o processo estocástico de consumo das famílias. Analisando-se a relação entre indicadores de pobreza e de vulnerabilidade, verifica-se que os pobres são os mais vulneráveis, devido ao seu baixo nível de consumo esperado. Observa-se, contudo, que o baixo nível de consumo permanente está ligado à redução dos riscos incorridos.
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