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Boletim de Economia e Política Internacional (BEPI) : n. 39, maio/ago. 2024

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A 39ª edição do Boletim de Economia e Política Internacional traz cinco artigos que tratam de temas diversos, como economia circular, transição energética, cooperação internacional para o desenvolvimento e integração financeira. Esperamos, com a publicação desses trabalhos, contribuir, em âmbito mais restrito, para os debates sobre políticas públicas com interface internacional e, de modo mais amplo, para o fortalecimento da inserção do Brasil no mundo.

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BOLETIM DE ECONOMIA E POLÍTICA INTERNACIONAL. Brasília, DF: Ipea, n. 39, maio./ago. 2024. ISSN 2176-9915. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/bepi39
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Apresentação - Boletim de Economia e Política Internacional nº 39 - maio/ago. 2024
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024-08) Alves, André Gustavo de Miranda Pineli ; Diretoria de Estudos Internacionais - DINTE
A 39a edição do Boletim de Economia e Política Internacional traz cinco artigos que tratam de temas diversos, como economia circular, transição energética, cooperação internacional para o desenvolvimento e integração financeira. Esperamos, com a publicação desses trabalhos, contribuir, em âmbito mais restrito, para os debates sobre políticas públicas com interface internacional e, de modo mais amplo, para o fortalecimento da inserção do Brasil no mundo.
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Economia circular : repensando estratégias no comércio internacional
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024-08) Silva, Jennyfer Ferreira da; Martins, Michelle Márcia Viana
Este estudo examina a interseção entre economia circular (EC) e comércio internacional (CI), ressaltando como políticas e instrumentos de comércio podem promover a EC globalmente. Três questões principais foram abordadas: i) como a EC promove o CI; ii) como o CI promove a EC; e iii) como um pode prejudicar o outro. A EC estimula o CI ao gerar demanda por tecnologias verdes e produtos reciclados, facilitando a logística reversa e tornando as cadeias globais de valor (CGVs) mais eficientes. A liberalização comercial, ao facilitar a importação de materiais reciclados e remanufaturados, também apoia a EC. No entanto, normas rigorosas e exigências de rotulagem podem criar barreiras, elevando custos para empresas, especialmente em países em desenvolvimento. Além disso, o CI pode prejudicar a EC ao permitir a exportação de resíduos para nações com regulamentações ambientais frágeis, causando problemas de poluição. A conclusão enfatiza a importância da cooperação internacional, da harmonização de normas e da formulação de políticas comerciais que incentivem práticas sustentáveis, assegurando que a EC e o CI se reforcem mutuamente em direção a um desenvolvimento mais sustentável.
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A China pode afetar a transição energética na América Latina ? Uma análise a partir do índice de transição energética do Fórum Econômico Mundial
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024-08) Ungaretti, Carlos Renato; Nunes, Ticiana Gabrielle Amaral; Mendonça, Marco Aurélio Alves de
Este artigo tem como objetivo avaliar as contribuições da China para a transição energética na América Latina. Com base no Índice de Transição Energética (Energy Transition Index – ETI) e nas interações entre as dimensões que conformam o “triângulo energético” – equidade, segurança e sustentabilidade –, este trabalho descreve o panorama global da transição energética e as realidades e os dilemas da China e América Latina, principalmente em relação às possibilidades e aos desafios para a construção de sistemas de energia seguros, inclusivos e sustentáveis. Enquanto na China o “trilema” entre segurança, equidade e sustentabilidade se mostra de forma mais nítida, a América Latina se depara com limitações em termos de recursos e condições habilitadoras para a transição. Argumenta-se que a China, líder na produção de equipamentos de energia renovável e principal investidora em tecnologias verdes e transição energética, pode contribuir com a redução das lacunas de investimento, diversificação dos sistemas de energia e desenvolvimento de indústrias verdes na América Latina.
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Desenvolvimento à vista? Análise da cooperação chinesa no Sudeste Asiático de 1949 a 2023
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024-08) Schmitz, Guilherme de Oliveira
Nos últimos anos, a China tornou-se o principal promotor de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (CID) no Sudeste Asiático. Tal fato acompanha um movimento contínuo de avanço das parcerias comerciais e de investimento. Neste artigo, constatamos que ao longo da história a cooperação entre a China e a região mudou de cunho ideológico para pragmático, no entanto, mantendo os interesses políticos do Partido Comunista Chinês como vetor desta cooperação.
Item type:Publication,
A Construção da governança do Brasil para a sua inserção no Ártico : a ciência como porta de entrada
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2024-08) Lins, Fernanda Moreira; Cavalcante, Laís de Oliveira
O Ártico abrange territórios de oito países e engloba uma diversidade de atores. Mecanismos formais e informais moldam a complexa governança da região, cuja importância decorre de fatores ambientais, econômicos e geopolíticos. O Ártico é importante tanto em nível global como para o Brasil, daí a relevância em se promover o envolvimento do país em sua governança. Por meio de entrevistas com atores-chave, consultas a documentos e revisão da literatura, este artigo busca compreender como o país tem se organizado para atuar no Ártico e como tem se desenvolvido a governança dessa atuação enquanto parte do processo de delineamento de uma política externa brasileira para a região.
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