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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 45, n. 01, abr. 2015

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Privação relativa e deslocamentos da mão de obra no Brasil entre 1980 e 2010 : evolução das interações entre pobreza, desigualdade de renda e migração
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-04) Lima, Ana Carolina da Cruz; Simões, Rodrigo; Hermeto, Ana Maria
A análise das interações entre desenvolvimento e migração é fundamental para melhor compreenderas trajetórias de crescimento regional. O objetivo deste artigo é identificar a influência das taxas regionais de pobreza e desigualdade de renda sobre a decisão individual de migrar no Brasil entre 1980 e 2010. Para a consecução deste trabalho foram analisados microdados dos censos demográficos fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e estimados modelos de regressão logística para a condição de migração individual. Os resultados evidenciam que os deslocamentos populacionais possuem elevada inter-relação com as respectivas taxas regionais de pobreza e desigualdade. Estes indicadores funcionam como fatores de repulsão populacional ao intensificar o sentimento de privação relativa dos indivíduos, que buscam no deslocamento uma estratégia para minimizar os riscos de diminuição da renda domiciliar.
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Imposto sobre produtos industrializados : carga setorial e aspectos distributivos
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-04) Paes, Nelson Leitão
Este artigo analisou a tributação do imposto sobre produtos industrializados (IPI) sob a ótica da incidência tributária. O estudo foi detalhado, envolvendo várias bases de dados. Na produção, a metodologia consistiu em se calcular as alíquotas médias setoriais, enquanto no nível das famílias procedeu-se ao cálculo da distribuição da carga do imposto entre estas. O período analisado foi 2001-2007, 2010 e 2012. Um dos importantes diferenciais deste trabalho foi a aplicação cuidadosa da legislação tributária. Os resultados mostram a forte concentração do IPI em alguns setores como bebidas, fumo e veículos, com tendência de queda nas alíquotas em todo o período, com reduções mais acentuadas a partir de 2010. Em relação às famílias, verificou-se que o impacto do IPI é relativamente baixo e que o imposto é levemente regressivo. Observou-se que as desonerações concedidas a partir de 2009 acentuaram a regressividade do IPI.
Item type:Publication,
Investimento direto estrangeiro e produtividade nos setores da indústria brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-04) Souza, Eduardo Correia de; Pinto, Lucas Baracho Torres
Este trabalho analisa o impacto do investimento direto estrangeiro (IDE) sobre a produtividade de 22 setores da indústria brasileira, entre os anos de 1996 e 2008. Utilizando dados da Pesquisa Industrial Anual (Pia/IBGE) sobre variações nos ativos das empresas, e dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/MTE) sobre escolaridade dos trabalhadores, construímos controles para capital físico e capital humano a nível setorial. Esses controles nos permitem isolar o efeito específico do IDE sobre a produtividade total dos fatores ou “nível tecnológico” dos setores. Nossos resultados sugerem que o impacto do IDE pode ser negativo no curto prazo, mas é positivo no longo prazo.
Item type:Publication,
Evolução recente da informalidade do emprego no Brasil : uma análise segundo as características da oferta de trabalho e o setor
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-04) Barbosa Filho, Fernando de Holanda; Moura, Rodrigo Leandro de
Apesar da recente queda, o elevado nível de informalidade do emprego (acima de 30%) no Brasil chama atenção devido aos impactos da informalidade na economia de forma geral. Nesse sentido, analisar a relação entre as características da mão de obra e a informalidade é fundamental para compreender a redução recente superior a 10 pontos percentuais (p.p.). Para tanto, este trabalho utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para estudar esse fenômeno. Este artigo contribui para a literatura ao mostrar que a queda da participação de trabalhadores menos escolarizados e com baixa experiência chega a explicar quase 80% da queda da informalidade no país. Mostra, ainda, que a transição de trabalhadores do setor informal para o formal e a absorção dos trabalhadores desempregados pelo setor formal ajuda a explicar a queda da informalidade.
Item type:Publication,
Flexibilidade do mercado de trabalho : uma análise comparativa entre segmentos socioeconômicos no Brasil (2002-2009)
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-04) Silva, Arthur Simão Pereira da; Monsueto, Sandro Eduardo; Porsse, Alexandre Alves
Este artigo se propõe a examinar o grau de flexibilidade salarial do mercado de trabalho brasileiro usando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período 2002-2009. O método utilizado é o modelo econométrico conhecido como “curva de salário”, desenvolvido por Blanchflower e Oswald (1994a) e aperfeiçoado por Card (1995). Para obter um indicador de flexibilidade desagregado testa-se a significância da curva de salário para segmentos distintos do mercado de trabalho. As estimavas mostram que este método é capaz de fornecer indicadores agregados e desagregados de flexibilidade salarial para diferentes segmentos do mercado de trabalho brasileiro.
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