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Mercado de Trabalho : Conjuntura e Análise (BMT) : n. 17, nov. 2001

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O boletim Mercado de trabalho: conjuntura e análise tem periodicidade semestral e traz uma análise conjuntural do Mercado de trabalho, acompanhada de indicadores e seções temáticas que abordam tanto considerações mais técnicas como questões de cunho político-institucional.

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The bulletin Mercado de trabalho: conjuntura e análise is published twice a year. The publication analyses labor market situation reporting a range of indicators. Thematic sessions complements the material combining technical analysis with policy related issues.

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Apresentação : Mercado de Trabalho n.17 – out. 2001
(Ipea, 2001-10) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
A evolução dos principais indicadores do mercado de trabalho metropolitano, desde a última edição deste boletim, refletiu de forma bastante clara as transformações havidas no panorama macroeconômico, confirmando a reversão das expectativas favoráveis que o ano passado e os primeiros meses de 2001 haviam estimulado. Essa mudança, contudo, não chegou a provocar uma deterioração pronunciada do nível de ocupação e da taxa de desemprego, significando, antes, que as perspectivas de melhoria, cuja concretização se mostrava como altamente provável, dada a trajetória anterior, acabaram por não se efetivar.
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Análise do mercado de trabalho : Mercado de Trabalho n.17 – out. 2001
(Ipea, 2001-10) Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Ministério do Trabalho e Emprego
Após ter iniciado o ano alimentando expectativas francamente favoráveis, em função do seu desempenho em 2000 e das boas perspectivas que a economia apresentava naquele momento, o mercado de trabalho não resistiu à mudança do cenário macroeconômico que começou a se delinear no mês de abril e cristalizou-se nos meses seguintes. De fato, na esteira do dinamismo iniciado no segundo semestre de 1999, e que prosseguiu ao longo do ano passado, o elevado ritmo da atividade econômica levou a um crescimento do PIB da ordem de 4,5% no primeiro trimestre de 2001 (sobre igual período de 2000), quando passou, então, a ocorrer uma reversão desse quadro: no trimestre seguinte essa taxa recuou para 1,8%, chegando a próximo de zero no terceiro trimestre (cerca de 0,3%). Dessa forma, o nível de ocupação nas seis maiores regiões metropolitanas, acompanhando a reversão observada nos indicadores da atividade econômica, também apresentou, segundo a PME/IBGE, um quadro de relativa estagnação a partir do mês de junho, particularmente entre agosto e outubro, quando houve uma estabilização do número de postos de trabalho (em torno de 17.260 mil).
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Trabalho decente e flexibilização trabalhista no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2001-11) Felício, João Antônio
A reforma trabalhista do governo federal coloca-se na contramão das normas fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e dos princípios do trabalho decente consagrado na 89ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho. Todas as medidas de flexibilização trabalhista e de direitos sociais aprovadas pelo governo federal contaram com a justificativa de que o mercado de trabalho no Brasil é muito rígido, o custo do trabalho, especialmente de admissão, é muito elevado e, em razão disso, coloca-se como obstáculo importante para sustentar o crescimento, gerar empregos, reduzir a informalidade e até elevar as exportações. Segundo a tese governamental, anunciada em 1994, a remoção desses obstáculos abriria condições para sustentar o crescimento em novas bases.
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Trabalho decente : as premissas e a vontade de avançar
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2001-11) Gomes, Antonio Carlos Mendes
Em meados da década de 90, uma mobilização de instituições e cidadãos, sem precedente na história de cidades com as dimensões e os problemas do Rio de Janeiro, permitiu a elaboração do Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro. Nesse contexto, são fundamentais a formulação e implantação de políticas macroeconômicas que tenham o trabalho como objetivo central, não um alvo secundário, fazendo da política de emprego a coordenadora das demais políticas.
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Funcionamento dos mercados e qualidade do trabalho
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2001-11) Urani, André
A precarização do mercado de trabalho brasileiro ao longo da última década, evidenciada pelo aumento do desemprego aberto e da participação de trabalhadores por conta própria e empregados sem carteira assinada na ocupação total, é associada, com razão, à natureza liberalizante das reformas econômicas e institucionais levadas a cabo pelos governos que se sucederam durante o período. Um melhor funcionamento dos mercados, pelo menos de determinados tipos de mercado, pode levar a uma melhora da qualidade do trabalho. Mais do que isso, pode ser uma das sementes de um modelo de desenvolvimento menos excludente do que aquele que conhecemos no passado.
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