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Planejamento e Políticas Públicas (PPP) : n. 66, abr./jun. 2023

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Planejamento e Políticas Públicas (PPP)

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A Revista Planejamento e Políticas Públicas (PPP), editada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), desde 1989, com periodicidade trimestral, tem como objetivo principal promover o debate e a circulação de conhecimento em planejamento e políticas públicas.

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PLANEJAMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS. Brasília, DF: Ipea, n. 66, abr./jun. 2023. ISSN 0103-4138. DOI: http://dx.doi.org/10.38116/ppp66
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Desemprego severo entre os jovens brasileiros
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2023-06) Dias, Thyena Karen Magalhães; Nunes, Erivelton de Souza; Costa, Edward Martins; Araújo, Jair Andrade de
Diante da dificuldade de os jovens encontrarem emprego e da relevância do desemprego severo para esse grupo, este estudo teve por objetivo mensurar a probabilidade de ocorrência do desemprego severo, ou seja, se está desempregado há um ano e busca emprego, entre os jovens a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua referente ao segundo trimestre de 2019. Por meio do modelo econométrico probit, foi possível observar que os jovens com idade entre 18 e 24 anos, sem instrução e com nível médio completo ou incompleto, residentes na zona urbana, com aposentados no domicílio e localizados nas regiões Norte e Nordeste apresentaram mais chances de estarem na situação de desemprego severo. Observou-se, ainda, uma relação negativa da participação de ao menos um membro familiar no Programa Bolsa Família (PBF) e da participação em programas de aprendizagem sobre o desemprego severo dos jovens
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O Benefício de prestação continuada e a cidadania financeira : uma abordagem multidimensional
(Instituto de Planejamento Econômico e Social (Ipea), 2023-06) Firmino, Daniel Alvarez; Tupy, Igor Santos; Oliveira, Ana Maria Hermeto Camilo de
Reitera-se, neste artigo, que bancarizar os desbancarizados é apenas uma etapa do processo de cidadania financeira. Ao utilizar-se uma abordagem pautada em contrafactuais, são encontradas evidências de que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) é capaz de promover o acesso a serviços financeiros formais, ou seja, contribui para a bancarização de seus beneficiários. Por sua vez, o programa não consegue impactar positivamente a intensidade de uso, e também não logra êxito em estender a seus beneficiários melhores condições de acesso e uso. Desse modo, comprova-se, aqui, a necessidade de atentar para as condições que regem o relacionamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro formal, para que a inclusão financeira não se materialize apenas como concessão e ocorrência de crédito, ou que se confunda com bem-estar, dentro de um contexto caracterizado por fragilização ou suspensão de estruturas de proteção social.
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Consolidação fiscal e sustentabilidade da dívida pública : subsídios para um regime fiscal pós-pandemia
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2023-06) Gadelha, Sérgio Ricardo de Brito; Góes, Geraldo Sandoval
Este estudo tem por objetivo geral reexaminar o processo de consolidação fiscal e seus impactos na sustentabilidade da dívida pública brasileira entre o primeiro trimestre de 2002 e o quarto trimestre de 2021. Foram utilizadas três metodologias: i) análise de estacionariedade, usando testes de raízes unitárias; ii) método de momentos generalizados para estimação de função de reação fiscal, considerando resultado fiscal estrutural (RFE) e inclusão de quebra estrutural; e iii) modelo VAR, visando estimar relações de causalidade e efeitos de choques exógenos de política fiscal. Os resultados obtidos indicaram que a dívida pública é sustentável, e que níveis de dívida elevados induzem reações fiscais estruturais estabilizadoras. A análise multivariada aponta a existência de uma relação de bi-causalidade de Granger entre as principais variáveis, e os choques exógenos indicam sustentabilidade fiscal. Portanto, a consolidação fiscal baseada em cortes de despesas tem se mostrado uma estratégia crível para redução da dívida pública e ancoragem de expectativas
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Produtividade total dos fatores no setor agropecuário de São Paulo
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2023-06) Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro
A mudança tecnológica é fator determinante para o crescimento econômico. Desde a década de 1970, o Brasil transformou-se em um exemplo na promoção da pesquisa agropecuária. O resultado foi o crescimento contínuo da produtividade total dos fatores (PTF). Existem vários trabalhos que estimam a PTF para o Brasil, mas são poucos que focam em termos regionais. Este estudo buscou estimá-la para o estado de São Paulo. Em última análise, a PTF analisa a relação entre a renda bruta (produção) e os custos totais (insumos). No limite, caso não haja progresso técnico substancial, em ambiente competitivo, a renda líquida nesse sistema tenderá a 0, e, assim, com o passar do tempo, a taxa de crescimento da PTF torna-se cada vez menor. É basicamente esse comportamento que foi verificado no estado de São Paulo.
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Pendularidade por motivo de trabalho e estudo na região metropolitana de Feira de Santana
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2023-06) Carvalho, Ricardo Monteiro de; Queiroz, Silvana Nunes de
Este artigo se propõe a analisar e comparar as características da mobilidade pendular entre os municípios que compõem a região metropolitana (RM) de Feira de Santana. Para isso, a principal fonte de informações são os microdados da amostra do Censo Demográfico 2010. Como estratégia metodológica, foram utilizadas matrizes para o cálculo do movimento pendular nos fluxos de origem e de destino, e, a partir disso, foi calculado o Índice de Eficácia da Pendularidade (IEP), além de se utilizar o Quociente Locacional (QL) para medir a especialidade dos municípios nos diversos setores produtivos. No tocante às características populacionais e socioeconômicas, observa-se uma disparidade entre o núcleo metropolitano, Feira de Santana, e os demais municípios no entorno da metrópole. Os resultados apontam o núcleo como principal polo de absorção de trabalhadores e estudantes, enquanto São Gonçalo dos Campos é o principal perdedor. No que diz respeito ao mercado de trabalho, a maioria dos pendulares possui um emprego, notadamente com carteira de trabalho assinada e como empregados no setor de serviços. Nesse contexto, é preciso colocar em prática uma das principais justificativas para a criação da RM de Feira de Santana, que seria a interação entre os municípios, para compartilhamento dos serviços e diminuição da concentração das atividades econômicas, do trabalho e do estudo em um só deles: no caso, Feira de Santana.
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