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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 30, n. 02, ago. 2000

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Salário mínimo e pobreza no Brasil : uma abordagem de equilíbrio geral
A Liberalização comercial brasileira após 1990 e o desempenho das grandes empresas industriais
Diversidade sazonal do consumo de energia elétrica no Brasil
Criação e destruição de postos de trabalho por tamanho de empresa na indústria brasileira
Tarifação de energia elétrica em face da perspectiva de excesso de demanda
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5948
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3904
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5478
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3905
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3413
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Publicação
Salário mínimo e pobreza no Brasil : uma abordagem de equilíbrio geral
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2000-08) Barros, Ricardo Paes de; Corseuil, Carlos Henrique Leite; Cury, Samir
As estimativas existentes a respeito do efeito do salário mínimo sobre a pobreza consistem em análises de equilíbrio parcial, que levam em consideração alguns poucos mecanismos de transmissão desencadeados pelo salário mínimo. Nosso objetivo é estimar o impacto do salário mínimo sobre a pobreza no Brasil, por meio de uma abordagem de equilíbrio geral, reunindo uma vasta gama de efeitos indiretos. A incorporação desses efeitos se torna possível na medida em que fazemos uso de um modelo de equilíbrio geral que permite estimar qual seria o nível de pobreza caso o salário mínimo fosse o único parâmetro a ser alterado na economia. Nossos resultados mostram que aumentos do salário mínimo têm efeitos negativos, ainda que diminutos, sobre o grau de pobreza, quando não se consideram os reajustes dos benefícios da previdência social. No entanto, nossas estimativas do efeito do salário mínimo sobre a pobreza passam a ser positivas quando incorporamos o aumento desses benefícios.
Publicação
A Liberalização comercial brasileira após 1990 e o desempenho das grandes empresas industriais
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2000-08) Hay, Donald A.; Kume, Honorio; Iglesias, Roberto; Ruud, Paul (Conselhos); Teal, Francis (Conselhos)
Este artigo analisa os efeitos da liberalização comercial no Brasil após 1990 sobre a produtividade total de fatores, parcelas de mercado e lucros, em uma amostragem de 318 grandes empresas industriais. A estimação de uma função de produção a partir de um painel de dados para o período 1986/94 revela ganhos expressivos de produtividade total de fatores entre 1990 e 1994, que foram acompanhados por grandes quedas nas parcelas de mercado e lucros. A explicação oferecida é que o choque da liberalização comercial nos lucros foi tão grande que as empresas foram estimuladas a aumentar a eficiência drasticamente.
Publicação
Diversidade sazonal do consumo de energia elétrica no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2000-08) Oliveira, Adilson de; Silveira, Getulio Borges da; Braga, Julia de Medeiros
Neste artigo analisa-se a sazonalidade do consumo de energia elétrica no Brasil para o período 1976/97, utilizando-se a técnica de decomposição sazonal não-paramétrica STL, com informações resumidas em gráficos do tipo monthplot. A análise é desagregada para as cinco macrorregiões brasileiras e para as classes de consumo industrial, residencial, comercial, rural e dos setores públicos. Verificou-se a existência de uma forte componente sazonal do consumo que se modificou ao longo do tempo. A conclusão principal é que as diferenças sazonais, tanto regionais como entre classes de consumo, geram oportunidades para substanciais ganhos de eficiência econômica seja através da transferência de oferta entre as diferentes regiões, seja pela formulação de políticas energéticas orientadas para cada classe. Este estudo contribui para a mensuração dessas oportunidades.
Publicação
Criação e destruição de postos de trabalho por tamanho de empresa na indústria brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2000-08) Pazello, Elaine Toldo; Bivar, Wasmália; Gonzaga, Gustavo
O objetivo deste trabalho é analisar o processo de geração de empregos por porte de empresa no setor industrial, no período 1986/95. A base de dados foi criada a partir de uma subamostra da Pesquisa Industrial Anual (PIA), realizada pelo Departamento de Indústria do IBGE. De acordo com estudos recentes para outros países, a capacidade de geração de emprego atribuída às pequenas empresas é superestimada, uma vez que os resultados encontrados estão sujeitos a falácias estatísticas. A metodologia empregada neste trabalho procura evitar que os vieses associados a essas falácias distorçam os resultados. O artigo também analisa a relação entre a qualidade dos postos de trabalho gerados e o tamanho das empresas na indústria brasileira. Dentre as diversas dimensões de qualidade do emprego, nos concentramos na análise do valor dos salários e dos benefícios pagos aos trabalhadores e na estabilidade das relações contratuais de trabalho. Os principais resultados dessa pesquisa mostram que: a) a participação percentual do conjunto de micro, pequena e média empresas é praticamente igual à participação das grandes empresas nos valores absolutos de criação e destruição de postos de trabalho; b) as pequenas empresas apresentam as maiores taxas de criação e destruição de emprego; c) as grandes empresas pagam os maiores salários e benefícios; e d) a estabilidade das relações de trabalho não varia muito com o tamanho da empresa. Os resultados comprovam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, fato já analisado em outros estudos [ver Gonzaga (1998)].
Publicação
Tarifação de energia elétrica em face da perspectiva de excesso de demanda
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2000-08) Werneck, Rogério L. Furquim
Há anos o setor elétrico brasileiro vem trabalhando com níveis de utilização de capacidade muito altos. E sempre na dependência de condições climáticas relativamente favoráveis para assegurar o atendimento da expansão que vem sendo observada na demanda de energia, apesar da evolução medíocre do nível de atividade. Com a perspectiva de ter de fazer face à demanda de eletricidade de uma economia novamente em expansão, o setor elétrico volta a contemplar com grande apreensão o espectro de um cenário de racionamento de energia. Os desdobramentos de um quadro de excesso de demanda de eletricidade podem parecer bem mais difíceis do que já são quando o cerne da solução aventada para lidar com a questão é a imposição de um racionamento quantitativo. E é natural que tanto as empresas do setor quanto as autoridades que seriam responsáveis pela imposição do racionamento estejam apreensivas com os desdobramentos econômicos e políticos desfavoráveis que o recurso a uma medida desse tipo poderia ocasionar. Mas a verdade é que o racionamento quantitativo não é a única forma de enfrentar situações de excesso de demanda. Há soluções mais racionais, mais fáceis de implementar e muito menos onerosas, tanto em termos econômicos quanto em termos políticos. E, no entanto, a possibilidade de lidar com o excesso de demanda pelo lado dos preços tem sido tradicionalmente desdenhada no setor elétrico brasileiro, em decorrência de arraigada convicção de que preços não têm papel relevante na determinação da demanda de energia. O objetivo deste artigo é exatamente explorar um quadro de referência analítico que propicie melhor entendimento das possibilidades de manejo da política tarifária para enfrentar situações de excesso de demanda no mercado de energia elétrica.Oproblema é enfocado com modelos que admitem incerteza tanto sobre capacidade como sobre demanda. E que, com base em simulações de Monte Carlo, permitem analisar a extensão das possibilidades de eliminação do excesso de demanda pelo lado dos preços, para diferentes conjuntos de hipóteses acerca das variáveis exógenas e dos parâmetros envolvidos. O nível de agregação adotado na estilização do setor elétrico é reconhecidamente mais elevado do que seria desejável. Mas nada impede que o mesmo enfoque seja adotado em simulações de mais fôlego, baseadas em modelos bem mais desagregados do setor elétrico, que fogem ao escopo deste artigo.

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