Publication: Criação e destruição de postos de trabalho por tamanho de empresa na indústria brasileira
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Brasil
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1986-1995
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BR
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Speaker / Moderator / Discussant
Abstract
O objetivo deste trabalho é analisar o processo de geração de empregos por porte de empresa no
setor industrial, no período 1986/95. A base de dados foi criada a partir de uma subamostra da
Pesquisa Industrial Anual (PIA), realizada pelo Departamento de Indústria do IBGE. De acordo
com estudos recentes para outros países, a capacidade de geração de emprego atribuída às pequenas empresas é superestimada, uma vez que os resultados encontrados estão sujeitos a falácias estatísticas. A metodologia empregada neste trabalho procura evitar que os vieses associados a essas falácias distorçam os resultados. O artigo também analisa a relação entre a qualidade dos postos de trabalho gerados e o tamanho das empresas na indústria brasileira. Dentre as diversas dimensões de qualidade do emprego, nos concentramos na análise do valor dos salários e dos benefícios pagos aos trabalhadores e na estabilidade das relações contratuais de trabalho. Os principais
resultados dessa pesquisa mostram que: a) a participação percentual do conjunto de micro,
pequena e média empresas é praticamente igual à participação das grandes empresas nos valores
absolutos de criação e destruição de postos de trabalho; b) as pequenas empresas apresentam as
maiores taxas de criação e destruição de emprego; c) as grandes empresas pagam os maiores salários e benefícios; e d) a estabilidade das relações de trabalho não varia muito com o tamanho da empresa. Os resultados comprovam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, fato já analisado em outros estudos [ver Gonzaga (1998)].
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The aim of this paper is to identify the role of small and large Brazilian industrial firms in the process of creating new jobs between 1986 and 1995. The data were taken from a sample of Pesquisa Industrial Anual (PIA), an annual industrial survey conducted by the Industry Department of IBGE. According to recent studies for other countries, the ability of small companies to create jobs has been overestimated due to statistical problems, which are avoided by the methodology used in this paper. The paper also evaluates the quality of the jobs created by these firms, using as main indicators wages and job stability. The main results of the study are: a)micro, small and mid-sized companies account for about the same share of job creation and
destruction as large firms; b) small companies have the highest rates of job creation and
destruction; c) large firms pay the highest wages and benefits; and d) job stability does not depend on firm size. The results are in line with the high turnover of the Brazilian labor market found in other studies [Gonzaga (1998)].
