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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 20, n. 01, abr. 1990

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Dívida externa, crescimento econômico e ajustamento fiscal
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1990-04) Carneiro, Dionísio Dias; Werneck, Rogério L. Furquim
Este artigo procura examinar o papel do ajuste fiscal na análise das restrições ao crescimento econômico em países endividados. Desenvolve-se um modelo linear simples que é usado para confrontar diferentes enfoques das restrições crescimento. A seguir, exploram-se os efeitos de se eliminarem algumas das simplificações do modelo inicial e sugerem-se algumas extensões dos resultados. Finalmente, apresenta-se uma aplicação do modelo, usando alguns parâmetros estilizados para a economia brasileira. Apontam-se implicações para a avaliação dos benefícios da redução da dívida externa e extraem-se outras conclusões.
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Inflação e ativos financeiros no Brasil : uma analise de auto-regressão vetorial
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1990-04) Lima, Elcyon Caiado Rocha
Neste artigo estimamos uma Auto-Regressão Vetorial (ARV) utilizando variáveis macroeconômicas brasileiras, com vistas a obtenção de alguns "fatos estilizados" a respeito da interdependência estatística e dinâmica, no Brasil, entre a taxa de inflação e a taxa de crescimento de alguns ativos financeiros. Conforme apontado por Sims (1986), modelos como o estimado podem ser utilizados na identificação do impacto de políticas econômicas alternativas. Mostramos, por exemplo, que as choques (inovações) na "equação de oferta de moeda" provocam respostas, em outras variáveis do modelo, bastante similares as convencionalmente postuladas. Obtivemos também evidências de que o Índice Geral de Preços é pouco afetado par alterações nominais nos estoques de alguns ativos financeiros. Este resultado é consistente com a tese de que a inflação, no Brasil, possui um importante comportamento inercial. 0 método bayesiano de estimação das ARV adotado é semelhante ao proposto em Doan, Litterman e Sims (1984). No entanto, no nosso artigo utilizamos um modelo com uma estrutura diferente que permite a convergência do modelo ARV, em certas regiões do espaço dos parâmetros das prioris, para modelos univariados com melhor desempenho preditivo do que random walks. A parametrização de prioris foi ligeiramente alterada visando tornar seus parâmetros potencialmente identificáveis. Na estimação desses parâmetros foi utilizada uma rotina numérica de otimização.
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A fuga de capital no Brasil : 1975/88
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1990-04) Meyer, Arno; Marques, Maria Silvia Bastos
Estuda-se, neste trabalho, a questão da fuga de capital no caso brasileiro. Antes de proceder a estimativas da evasão recente de divisas do pais, discutem-se as diversos problemas conceituais e metodológicos envolvidos na definição e mensuração da fuga de capital. Em seguida são apresentadas e examinadas algumas das medidas de fuga de capital mais comumente utilizadas, e propõe-se uma medida mais adequada à mensuração da fuga de capital do Brasil. Com base nestas medidas, estima-se a evasão de divisas do período 1975/88, especulando-se sobre o valor do estoque de fuga de capital em fins de 1988. Finalmente, com o objetivo de identificar as principais causas da evasão de divisas do pais, desenvolve-se um modelo de demanda de ativos externas, que é utilizado Para projetar o fluxo de fuga de capital no ano de 1989.
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Segmentação e mobilidade no mercado de trabalho : a carteira de trabalho em São Paulo
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1990-04) Sedlacek, Guilherme Luis; Barros, Ricardo Paes de; Varandas, Simone
A concentração na distribuição de renda é uma das características mais perversas da economia brasileira. Dentre os fatores responsáveis, destacam-se os diferenciais existentes na estrutura de salários da economia. As implicações destes diferenciais a longo prazo dependem crucialmente do nível de mobilidade entre os diversos segmentos do mercado de trabalho. Este estudo, mensurando o nível de mobilidade entre os empregados com e sem carteira, encontra poucas evidências de fortes barreiras à mobilidade, como também alguma evidência de que a permanência de trabalhadores na condição de empregado sem carteira e de curta duração. Isto é consistente com a interpretação de que, no longo prazo, os diferenciais de salário entre empregados com e sem carteira tem consequências desprezíveis sobre a distribuição de bem-estar.
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À margem da subsistência : pobreza na América Latina
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1990-04) Cardoso, Eliana A.; Helwege, Ann
0 artigo apresenta uma resenha dos trabalhos sobre pobreza na América Latina. A evidência básica dessa literatura é que a queda dos salários reais e a estancamento do crescimento do nível de emprego durante a última década agravaram ainda mais a problema da pobreza. Apesar dos progressos na redução da mortalidade infanta e na redução da percentagem de analfabetos na população total, o número de indivíduos incapazes de sustentar suas necessidades básicas tem aumentado. A constatação de altos níveis de renda per capita na região em relação a outras áreas em desenvolvimento indica que, na raiz do problema está a desigualdade na distribuição de renda. A guisa de conclusão aponta-se que, face a prolongada recessão, o crescimento econômico per se não pode ser vista como solução primária para a pobreza na América Latina. Recursos nacionais e internacionais devem ser dirigidos de forma mais direta e eficiente para os programas de combate à pobreza.
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