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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 29, n. 03, dez. 1999

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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A Renegociação da dívida brasileira de 1994 : uma cura para a dívida pendente?
Regulamentação do mercado de trabalho e duração do emprego no Brasil
Custos de transporte e a estrutura espacial do comércio interestadual brasileiro
A Matriz insumo-produto do Mercosul para 1990 : interdependência setorial entre a produção e a demanda final
Demanda por seguro e o desaparecimento de cargas no transporte rodoviário brasileiro
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4337
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4601
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4603
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/4604
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Publicação
A Renegociação da dívida brasileira de 1994 : uma cura para a dívida pendente?
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1999-12) Terra, Maria Cristina Trindade
Há um argumento na literatura que diz que recompras de dívida soberana via operações de mercado aberto não são benéficas para o país devedor, mesmo podendo aliviar a dívida pendente. Este artigo mostra que recompras de dívida podem, na verdade, levar a uma piora do problema de dívida pendente. Isso é possível quando o retorno real do investimento no país devedor é suficientemente alto, de modo que os recursos usados para financiar a recompra tenham um alto custo de oportunidade, e a redução da dívida seja pequena comparada com o volume de recursos alocado para a recompra. Em 1994, o governo brasileiro reestruturou seu pacote de financiamento da dívida externa, como parte da iniciativa do Plano Brady. Esse plano foi uma tentativa de que países severamente endividados alcançassem uma redução de dívida por um preço mais baixo do que aquele que seria conseguido com recompras no mercado secundário, retendo, portanto, alguns dos (possíveis) ganhos de eficiência. Com o uso de recompras de mercado aberto como ponto de referência, os limites para possíveis ganhos com o acordo são calculados e é feita uma avaliação quanto à possibilidade de o acordo ajudar a aliviar o problema de dívida pendente.
Publicação
Regulamentação do mercado de trabalho e duração do emprego no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1999-12) Barros, Ricardo Paes de; Corseuil, Carlos Henrique Leite; Bahia, Mônica
O objetivo deste trabalho é estimar o impacto do aumento do valor das multas pagas aos trabalhadores demitidos na duração do emprego. Esse valor foi bastante elevado pela Constituição de 1988. Além de uma simples comparação da duração do emprego em períodos anteriores e posteriores à Constituição, são implementadas duas alternativas para estimar o impacto mencionado. A primeira alternativa faz uso de um método quase-experimental que permite isolar o impacto da regulação do impacto oriundo das transformações macroeconômicas experimentadas pelo Brasil. Esse método se baseia em uma divisão da população em dois grupos, denominados grupo de controle (não afetado pela regulação) e grupo de tratamento. O contraste entre a evolução dos dois grupos nos fornece uma estimativa do impacto da regulação. A segunda alternativa se baseia em regressões envolvendo estimativas da duração de emprego bem como um indicador da mudança constitucional controlado por uma série de indicadores macroeconômicos.O coeficiente associado ao indicador constitucional é tomado como uma estimativa do impacto da regulação. Esse procedimento também permite checar se os grupos usados como controle atendem aos requisitos necessários para desempenhar esse papel.
Publicação
Custos de transporte e a estrutura espacial do comércio interestadual brasileiro
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1999-12) Castro, Newton Rabello de; Carris, Larry; Rodrigues, Bruno
O objetivo deste artigo é estimar um modelo de comércio interestadual como base para quantificar a demanda assim derivada por transporte e avaliar o impacto dos custos logísticos de abastecimento e distribuição na estrutura espacial do comércio interestadual brasileiro. A meta específica é quantificar os efeitos do componente transporte nos custos logísticos tanto no volume quanto na distribuição dos fluxos de comércio de cada estado, diferenciados por seus níveis de desenvolvimento econômico e estrutura produtiva. Identificam-se, assim, os estados que sofrem maior impacto nas suas relações de comércio pela oferta de serviços de transporte e pela qualidade desses serviços. A estimação do modelo proposto testa especificações alternativas para a distribuição do erro e para a forma funcional do modelo. Os resultados encontrados mostram que o modelo tipo Poisson é mais apropriado do que o modelo tipo log-normal habitualmente empregado nas estimações de modelos de interação espacial. Ganhos substanciais de ajustamento são obtidos a partir do emprego de uma especificação funcional flexível, acomodando as não-linearidades inerentes a esse tipo de relação.Omodelo exibeumexcelente poder explicativo das relações de comércio, revelando inclusive o comportamento espacial de suas elasticidades em relação a seus principais determinantes. Entretanto, o desempenho preditivo do modelo ainda é insuficiente para que este seja aceito como uma descrição adequada dos dados, quando avaliado em termos de previsões de fluxos específicos. Uma possível explicação seria a opção pela parcimônia no número de variáveis explicativas utilizadas neste estudo. De fato, ao que a análise dos erros indica, há efeitos de vizinhança entre estados que induzem relações de comércio não capturadas pelas variáveis empregadas. No caso específico do impacto dos custos logísticos no comércio, constatou-se que os efeitos sobre os estados são muito diferenciados. Particularmente, os fluxos mais afetados são aqueles entre estados com maior proporção de produção agrícola e os de comércio, que percorrem distâncias mais longas. Por outro lado, fluxos entre estados mais industrializados ou mais concentrados na produção de serviços são relativamente menos afetados; o impacto dos custos logísticos do comércio são ainda mais atenuados nas relações entre estados vizinhos ou mais próximos.
Publicação
A Matriz insumo-produto do Mercosul para 1990 : interdependência setorial entre a produção e a demanda final
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1999-12) Montoya, Marco Antonio
Este artigo apresenta brevemente a estrutura de um modelo insumo-produto desenvolvido para o Mercosul, sua metodologia de construção e seu processo de compilação, para logo caracterizar, nos mercados da Argentina, do Brasil, do Chile e do Uruguai, as relações intersetoriais domésticas, intra e extrabloco que existem entre a demanda final e a produção. Verificou-se, em termos relativos, maior inserção das economias chilena e uruguaia no mercado internacional em relação às economias da Argentina e do Brasil. Os coeficientes de produção induzida, em geral, sugerem que aumentos na demanda final dos países resultam em grandes aumentos na produção das indústrias domésticas. Na estrutura de exportações da Argentina, do Chile e do Uruguai as atividades que mais se destacam são as das indústrias agropecuárias e de processamento de recursos primários; contrariamente a essas características, no Brasil as exportações são diversificadas, pois, além dessas, incluem também um forte componente de indústrias secundárias leves e pesadas de longa escala.Em decorrência desses fatos, na estrutura de transações inter-regionais, existem desigualdades nos efeitos benéficos que os países usufruem. Portanto, conclui-se que as políticas desempenhadas para distribuir e/ou gerenciar melhor os benefícios da produção entre os países devem estar fundamentadas em produtos de exportação e importação ligados a setores-chave.
Publicação
Demanda por seguro e o desaparecimento de cargas no transporte rodoviário brasileiro
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 1999-12) Gameiro, Augusto Hauber; Caixeta-Filho, José Vicente
No Brasil, a freqüente ocorrência de desaparecimento (furto ou roubo) de cargas vem afetando consideravelmente o setor de transporte rodoviário. A utilização do seguro relaciona-se com algumas características intrínsecas das empresas de transporte, bem como com o tipo de serviço prestado por elas. O objetivo principal deste artigo é identificar os principais condicionantes da demanda por seguro de carga, por parte das empresas de transporte rodoviário, com ênfase no seguro para desaparecimento de cargas. Para a obtenção das informações, utilizou-se uma amostra de 200 empresas. Com os dados, estimaram-se modelos de escolha discreta, baseados na diferença de utilidade para a compra ou não dos seguros em questão. A localização geográfica das empresas é uma variável que influencia a demanda por seguro. O tamanho da frota operada pelas empresas, adotado como indicador de riqueza destas, também apresentou uma influência significativa na demanda por seguro. Essa informação permite verificar o tipo do bem seguro. O seguro de responsabilidade dos transportadores (RCTR-C) pôde ser considerado como um bem superior (à medida que aumenta a riqueza das empresas, a sua demanda também aumenta), enquanto o seguro de roubo (RCF-DC) pôde ser caracterizado como um bem inferior, porém com uma menor significância e um menor coeficiente. O número de roubos sofridos pelas empresas apresentou forte influência sobre a demanda pelo RCF-DC, sendo que as empresas com um elevado número de roubos sofridos apresentaram uma demanda maior pelo seguro.

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