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Boletim Regional, Urbano e Ambiental (BRUA) : n. 12, jul./dez. 2015

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O Boletim Regional, Urbano e Ambiental (BRUA) é uma publicação da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais (Dirur). Contempla as áreas que estruturam os estudos regionais e que se fazem representar na forma de coordenações inseridas na Dirur, que são: estudos regionais; estudos intraurbanos; redes de cidades; meio ambiente; e federalismo. Esta publicação também abre espaço para colaborações externas, fundamentais para a identificação da leitura de outros atores (acadêmicos, policy makers e pensadores livres) sobre os problemas regionais.

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Crescimento econômico, crise e instituições : o estado da economia
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-12) Oliveira, Carlos Wagner de Albuquerque
Uma viagem pela história, com uma visão na organização social e em suas formas de resolver conflitos, permitiria começar pela democracia grega, com destaque para os sofistas e a academia de Platão. Mas se pode avançar um pouco e fazer menção à idade média, em que parte da Europa vivera em isolados feudos quase completamente autóctones, ou mesmo tratar do absolutismo monárquico, revelando o juízo de um rei com status divino. No entanto, hoje se vive em um mundo que, apesar de ter passado por duas grandes guerras no século XX e não ter podido resolver os conflitos religiosos e territoriais herdados dos movimentos hebraicos, católicos e muçulmanos, apresenta relativo equilíbrio. Esse equilíbrio – não saberia dizer se é estável ou não – decorre de acertos e contratos dentro de um arcabouço político supostamente democrático, pelo menos na maioria dos países.
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Efeitos encadeados no entorno de investimentos realizados : uma proposta via modelo gravitacional
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-12) Cruz, Bruno de Oliveira; Queiroz, Iuri Vladimir de Jesus
Este artigo avalia a distribuição das operações de crédito já realizadas pelo BNDES e analisar sua colocalização com o restante da cadeia produtiva. Ademais, é feito um ensaio com a aplicação de um método gravitacional, considerando o total de empregos e a distância entre investimentos e cadeia produtiva (fornecedora ou consumidora), bem como avaliando a probabilidade de ligações para frente e para trás entre as regiões. Busca-se, portanto, avaliar o entorno dos investimentos já realizados, ressaltando os demais ramos da cadeia produtiva que estariam na proximidade do investimento realizado. Um avanço para novos estudos será a parametrização dos coeficientes a partir de refinamento das informações sobre as transações interestaduais entre firmas ou mesmo o detalhamento das compras e a destinação de produtos em nível de firma.
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O Uso da análise de ciclio de vida (ACV) nas políticas públicas : condicionantes e estratégias de implementação da ACV no Brasil
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-12) Coelho Filho, Osmar; Saccaro Junior, Nilo Luiz; Luedemann, Gustavo
A análise de ciclo de vida (ACV) é uma metodologia para a modelagem de sistemas de produção reconhecida internacionalmente como ferramenta técnica auxiliar em políticas e programas de sustentabilidade da produção e do consumo. Essa metodologia segue os padrões estabelecidos pelas normas ISO 14040:2006 e 14044:2006 (Folegatti, 2013; ISO, 2006). Suas origens remontam à matriz insumo-produto propostas pelo economista russo, naturalizado norte-americano, Wassily Leontief. O modelo insumo-produto, desenvolvido por Leontief, foi utilizado tanto pelas economias de planejamento estatal quanto pelas economias de mercado, devido à sua capacidade de prever as alterações que uma cadeia produtiva pode gerar em outras cadeias (CMU, 2015). A ACV é um instrumento para orientar as escolhas de produtos (manufaturados e consumidos) e seus sistemas de produção, levando em consideração seus impactos ambientais durante seu ciclo de vida (do berço ao túmulo). A ferramenta também pode ser usada para comparação de produtos, desde que estes tenham características similares. Este artigo discute as possibilidades e formas de aplicação da ACV em políticas públicas brasileiras – com base na coleta de opiniões de stakeholders da academia, do setor privado e de órgãos governamentais de planejamento e de gestão ambiental. Essa coleta de opiniões se orientou por uma metodologia inspirada na metodologia pressão-estado-resposta, que permitiu não só esclarecer onde estão pontos de conflito, mas também delinear possíveis cenários de implementação da ferramenta no Brasil.
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Expansão da fronteira agropecuária brasileira : desafios estruturais logísticos
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-12) Vieira Filho, José Eustáquio Ribeiro
A fronteira agrícola vem se expandindo ao longo das quatro últimas décadas, principalmente pelo uso intensivo de conhecimento e tecnologia. Procura-se, aqui, fazer uma breve discussão da expansão da fronteira agropecuária no Brasil entre os anos de 1990 e 2013, buscando identificar os desafios logísticos estruturais ao fomento do agronegócio. Vários estudos apontam para o crescimento da produtividade agropecuária ao longo do tempo (Fornazier e Vieira Filho, 2013; Gasques et al., 2012; Vieira Filho, Gasques e Sousa, 2012). Embora este crescimento seja significativo, há uma enorme concentração produtiva, como mostrado por Alves e Rocha (2010) e Vieira Filho (2013). Frente ao cenário de crescimento, é preciso compreender os padrões regionais no intuito de assessorar o planejamento de políticas públicas de desenvolvimento regional, inclusive em regiões tradicionalmente desfavorecidas. Em relação aos produtos de maior valor agregado, em qual se daria a direção da expansão da fronteira agropecuária no Brasil e quais seriam os principais gargalos relacionados ao crescimento produtivo? Norteado por este questionamento, busca-se realizar uma análise de economia regional, calculando indicadores que possam mensurar a dinâmica da espacialização produtiva. Por um lado, é nítido que há uma expansão da produção em direção ao Cerrado brasileiro (cerca de 22% da superfície do território brasileiro) com a incorporação do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), notadamente na produção de grãos. Por outro, tem-se uma intensificação da atividade pecuária2 em regionais tradicionais (no Sul do país, seja na suinocultura e na avicultura) com a inclusão das regiões limítrofes do Centro-Oeste e do Pará, com a bovinocultura.
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Desafios da agricultura familiar : o caso da assistência técnica e extensão rural
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2015-12) Castro, César Nunes de
Analisa a agricultura familiar sob a ótica dos desafios enfrentados pelos agricultores desse segmento, notadamente o desafio de acesso ao serviço de ATER. Para isso, apresenta um breve histórico da ATER no Brasil, um resumo da situação atual da ATER no país e a discussão acerca da reformulação do serviço de ATER público, principal opção de acesso para os agricultores familiares.
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