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Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE): v. 40, n. 02, ago. 2010

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Resumo

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) é uma publicação quadrimestral com análises teóricas e empíricas sobre uma ampla gama de temas relacionados à economia brasileira. Estabelecida em 1971 sob o título Pesquisa e Planejamento, PPE é publicada em abril, agosto e dezembro.

Resumo traduzido

Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) publishes theoretical and empirical research on a broad range of topics related to the Brazilian economy. Established in 1971, under the name Pesquisa e Planejamento, PPE is currently published three times a year, in April, August and December.

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Análise da progressividade da carga tributária sobre a população brasileira
Canal de empréstimo bancário no Brasil: evidência a partir dos empréstimos bancários de empresas públicas e privadas
Efeitos do investimento sobre o crescimento no Brasil: ampliando o teste empírico de Jones : 1995
Evidências da relação entre oferta de trabalho e programas de transferência de renda no Brasil: bolsa escola versus renda mínima
Estrutura de interdependência inter-regional no Brasil : uma análise espacial de insumo-produto para os anos de 1996 e 2002
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5098
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5099
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5100
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5101
http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/3340
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Publicação
Análise da progressividade da carga tributária sobre a população brasileira
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2010-08) Pintos-Payeras, José Adrian
Este artigo apresenta um estudo da atual incidência do sistema tributário brasileiro. Buscou-se detalhar ao máximo as alíquotas dos impostos indiretos, tomando como base as normas tributárias da Federação, das Unidades da Federação e respectivas capitais. Cruzando essas informações com os microdados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2002-2003, foi possível verificar que o sistema tributário brasileiro é regressivo quando tomada como base a renda. Isso se deve em grande parte aos impostos indiretos, mais especificamente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ao Programa de Integração Social (PIS) e à Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Contudo, é importante ressaltar que a baixa participação dos impostos diretos não permite equilibrar a carga por faixa de renda. O Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) chega a ser regressivo em relação à renda familiar per capita. O estudo também revelou que há diferenças regionais no comportamento dos impostos indiretos.
Publicação
Canal de empréstimo bancário no Brasil: evidência a partir dos empréstimos bancários de empresas públicas e privadas
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2010-08) Oliveira, Fernando Nascimento de
Este artigo analisa a existência de um canal ativo de transmissão de política monetária, conhecido como canal de empréstimos bancários. Construímos uma base de dados original de 291 empresas públicas e 4,735 empresas privadas e analisamos as reações dos seus empréstimos bancários a contrações monetárias. Nossos resultados mostram que as empresas com maiores restrições financeiras diminuem suas demandas por créditos bancários após contrações monetárias, tal como previsto pela teoria do canal de empréstimo bancário.
Publicação
Efeitos do investimento sobre o crescimento no Brasil: ampliando o teste empírico de Jones : 1995
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2010-08) Castelar, Ivan; Linhares, Fabrício Carneiro; Penna, Christiano Modesto
Este trabalho emprega uma extensão do teste empírico de modelos de crescimento proposto por Jones (1995). Em um contexto onde funções de produção possibilitam efeitos diferenciados do investimento no crescimento econômico, uma metodologia baseada num modelo não linear, com efeito threshold, é proposta para investigar os efeitos do investimento em capital fixo no crescimento da renda per capita brasileira. Os resultados sugerem que este tipo de investimento deve afetar o crescimento de longo prazo do Brasil, desde que a economia esteja em um estágio relativamente desacelerado. Em caso de rápido crescimento, entretanto, o capital fixo parece não exercer grande influência na taxa de crescimento de longo prazo.
Publicação
Evidências da relação entre oferta de trabalho e programas de transferência de renda no Brasil: bolsa escola versus renda mínima
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2010-08) Mattos, Enlinson H. C.; Maia, Simone; Marques, Flavio
O objetivo deste trabalho é verificar se os beneficiários de programas redistributivos incondicionais como o Programa de Renda Mínima estão associados de forma diferenciada em relação à oferta de trabalho comparativamente aos beneficiários de programas condicionais, como o Bolsa Escola. Considerando a metodologia de seleção de Heckman (1979) e propensity score matching com dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2002-2003, que permitem identificar que tipo de benefício os indivíduos recebem, comparativamente aos não beneficiários, nossos resultados apontam que mulheres cujo domicílio recebe Renda Mínima estão associadas a uma menor probabilidade de estar empregada – 7 pontos percentuais (p.p.) abaixo. Ainda, homens cujo domicílio recebe o Bolsa Escola apresentam maior probabilidade de estarem empregados (2 p.p. em média acima). No entanto, uma vez no mercado de trabalho, estão associados a um menor número de horas de trabalho no ano (3% em média a menos). Não encontramos diferença de comportamento no mercado de trabalho entre os dois grupos de beneficiários.
Publicação
Estrutura de interdependência inter-regional no Brasil : uma análise espacial de insumo-produto para os anos de 1996 e 2002
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 2010-08) Perobelli, Fernando Salgueiro; Haddad, Eduardo Amaral; Mota, Glaucia Possas da; Farinazzo, Rodrigo Antônio
Este artigo tem por objetivo principal identificar e calcular a evolução das interdependências inter-regionais para a economia brasileira a partir de uma matriz interestadual de insumo-produto, para os anos de 1996 e 2002. Tais matrizes foram elaboradas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade de São Paulo (USP) e apresentam uma abertura para 8 setores e 27 Unidades da Federação (UFs). Este artigo busca analisar a questão das interações entre as UFs de forma ampla e para tal propõe fazê-lo em duas etapas. A etapa I será baseada no método de extração hipotética (ver DIETZENBACHER; VAN DER LINDEN; STEENGE, 1993; PEROBELLI; HADDAD; DOMINGUES, 2006) que fornecerá a estrutura das interações entre as UFs. A etapa II da pesquisa consistirá em colocar de forma explícita no modelo de insumo-produto a questão da distância que é importante para a análise das interações e que, como é sabido, não consta da metodologia de insumo-produto. Para tal, se pretende espacializar os resultados do método de extração aplicado à matriz de insumo-produto por meio do cálculo dos indicadores globais e locais de associação geográfica.

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