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Mauro Oddo Nogueira

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Sobre o pesquisador

Engenheiro mecânico e administrador pela UFF, Mestre em Eng. de Produção também pela UFF e Doutor em Eng. de Sistemas e Computação pela Coppe/UFRJ. Ocupou cargos de direção em empresas públicas e privadas, foi consultor em gestão organizacional e gestão da qualidade e professor e/ou coordenador em cursos de graduação e pós-graduação de diversas instituições, dentre as quais a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), o Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (Ibmec-RJ) e o Copead/UFRJ. Atualmente, é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), onde se dedica a estudos sobre a produtividade, as empresas de pequeno porte, a economia informal e a precarização do trabalho, além de professor do Mestrado Profissional em Desenvolvimento e Políticas Públicas desse Instituto. Em suas atividades tem colaborado na formulação e avaliação de políticas públicas para as MPEs e atuado em parceria com organismos internacionais, destacadamente a Cepal e a OIT. É autor do livro “Um Pirilampo no Porão

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Livros (Autor)

Item type:Livro,
Um Pirilampo no porão : um pouco de luz nos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil
(Ipea, 2026) Mauro Oddo Nogueira; Mauro Oddo Nogueira
O livro propõe dar visibilidade aos dilemas da produtividade das pequenas empresas e da informalidade no Brasil. Sublinha o autor serem a informalidade e a semiformalidade dominantes traços comuns no universo de empresas pequenas, médias e grandes, de qualquer setor e sob variados controles societários. Rejeita categoricamente a ideia de esta ser uma cultura "de transgressão".

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Item type:Publicação,
Análise exploratória sobre o Programa Brasil Mais
(Ipea, 2024) Izycki, Luís Guilherme; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Luís Guilherme Izycki; Lassance, Antonio ; Claudio Roberto Amitrano; Mauro Oddo Nogueira
Esse estudo apresenta uma análise exploratória do Programa Brasil Mais, uma iniciativa governamental destinada a melhorar a produtividade das MPEs no Brasil. O estudo investiga o do programa, utilizando um estudo de caso focado no Distrito Federal. A pesquisa combina métodos qualitativos e quantitativos, incluindo análise documental, levantamento bibliográfico e entrevistas semiestruturadas com representantes de empresas que aderiram ao Programa e gestores públicos envolvidos na concepção e implementação do programa. O Programa Brasil Mais foi lançado pelo Governo Federal como uma resposta às necessidades identificadas no setor produtivo, especialmente entre as MPEs, que representam uma parte significativa da economia brasileira, mas enfrentam desafios consideráveis em termos de competitividade e inovação. O Programa busca capacitar essas empresas por meio da introdução de metodologias de gestão eficiente e tecnologias de ponta, promovendo a melhoria contínua e a transformação digital. O Programa é considerado uma política pública estratégica por sua capacidade de gerar impactos positivos e sustentáveis, contribuindo para a modernização das empresas e o aumento de sua produtividade. Ao proporcionar consultorias especializadas e acesso facilitado a tecnologias, o Programa Brasil Mais se posiciona como um catalisador para o crescimento e a sustentabilidade das MPEs, especialmente em um cenário econômico desafiador. As considerações finais destacam o caráter estratégico do programa como uma política de Estado, que se manteve relevante mesmo diante de mudanças políticas. O estudo sugere que o sucesso do Programa Brasil Mais reside na sua capacidade de adaptação e na inclusão de setores além da indústria, promovendo um impacto positivo em diversos contextos empresariais. A pesquisa conclui que, para futuras expansões, é fundamental fortalecer o diálogo entre os gestores e as empresas participantes, além de aumentar a transparência e a acessibilidade das informações sobre o programa.
Item type:Publicação,
Acesso à água de famílias quilombolas inscritas no Cadúnico e aspectos associados.
(Ipea, 2021) Gonçalves, Gustavo Teixeira Amorim; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Gustavo Teixeira Amorim Gonçalves; Luana Simões Pinheiro; Fernando Gaiger Silveira; Mauro Oddo Nogueira
As comunidades quilombolas, como são conhecidos os grupos remanescentes das comunidades de quilombos, estão identificadas entre aquelas parcelas da população brasileira mais vulneráveis pela precariedade de suas condições socioeconômicas, embora ainda haja carência de informações mais detalhadas. De fato, não se sabe ao certo quantos brasileiros são quilombolas. Tampouco os diferentes registros administrativos permitem identificar com clareza suas características. Dentre as vulnerabilidades sabidas a que estão suscetíveis, as comunidades quilombolas convivem, muitas vezes, com a dificuldade de acesso à água, assim como mais de 16% da população brasileira (BRASIL, 2020d). Tal fato, apresenta-se mais grave para as famílias quilombolas, tendo em vista que, em geral, estão localizadas na zona rural e têm na agricultura de subsistência sua atividade principal. Este estudo busca delinear um quadro atualizado da realidade das famílias quilombolas inscritas no Cadúnico, sobretudo sobre a situação do seu acesso à água e demais aspectos associados, tais como, desigualdade, acesso a benefícios sociais como o Programa Bolsa-Família e renda familiar per capita. Um dos programas do governo federal com registro de atendimento às comunidades quilombolas é o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), que implanta cisternas como fonte alternativa de abastecimento. Atualmente, coordenado pelo Ministério da Cidadania, objetiva-se, com o Programa Cisternas, a promoção do acesso à água para o consumo humano e para a produção de alimentos, por meio da implementação de tecnologias sociais simples e de baixo custo. O Programa Cisternas, desenvolvido, desde 2003, é objeto de diversos estudos e notório, por seus resultados associados à saúde, à educação e ao bem-estar dos beneficiários, de maneira geral. Neste estudo, procura-se também verificar se as cisternas podem ser uma alternativa relevante para a garantia de acesso à água das famílias quilombolas em comparação com outras formas de abastecimento. Uma boa leitura.
Item type:Publicação,
Determinantes da participação das mulheres brasileiras na força de trabalho durante a pandemia da covid-19
(Ipea, 2021) Macedo, Natália Guerra da Rocha; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Natália Guerra da Rocha Macedo; Claudio Roberto Amitrano; Joana Simões de Melo Costa; Marcos Hecksher; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro
Partindo da observação de que houve uma forte redução na taxa de participação no mercado de trabalho durante o auge do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19, e que essa retração foi proporcionalmente maior para as mulheres, o estudo analisou se houve alterações no efeito preditivo das características que explicam a decisão de ofertar a força de trabalho. O arcabouço teórico sobre trabalho e gênero, bem como os estudos sobre a situação laboral das mulheres brasileiras nas últimas décadas, sugeriam que poderia haver mudanças importantes desses determinantes, sendo que características como situação conjugal, presença de filhos e coabitação com idosos poderiam ter sido ainda mais determinantes durante a pandemia, dada a função socialmente atribuída às mulheres de cuidadoras, e ao fechamento de creches e escolas, bem como à interrupção temporária dos trabalhos domésticos remunerados. Para testar essa hipótese, a metodologia utilizada apoiou-se no modelo de regressão de escolha qualitativa binária logit, utilizando a participação na força de trabalho como variável dependente. Os dados foram obtidos a partir da divulgação trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo sido analisados o 2º trimestre dos anos de 2019 e 2020. As análises permitiram concluir que, embora tenha havido modificações em alguns determinantes, em geral, essas alterações foram pouco significativas, o que indica que os determinantes são, em larga medida, estruturais, e, por isso, pouco são alterados pela conjuntura (o mesmo resultado foi encontrado no exercício adicional, para a crise de 2014, que se encontra no Apêndice). Também foram encontrados alguns resultados contraintuitivos, a exemplo da pequena aproximação entre as chances de mulheres e homens de participar da força de trabalho, durante a pandemia. Esses achados não significam que a crise impactou igualmente mulheres e homens, mas que as mulheres, sobretudo de baixa escolaridade e com filhos pequenos, seguem sendo tão penalizadas quanto à participação no mercado de trabalho quanto já eram antes da pandemia.
Item type:Publicação,
Avaliação de impacto da Lei de Informática utilizando os métodos Propensity Score Matching e diferenças em diferenças
(Ipea, 2019) Queiroz Filho, Antonio Sergio Malaquias de; Mauro Oddo Nogueira; Araújo, Bruno César; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Antonio Sergio Malaquias de Queiroz Filho; Graziela Ferrero Zucoloto; Fabiano Mezadre Pompermayer; Claudio Roberto Amitrano; Mauro Oddo Nogueira; Araújo, Bruno César
Este trabalho tem por objetivo avaliar a o impacto da política industrial de inovação estabelecida pela Lei nº 8.248/1991, conhecida como “Lei de Informática”. Para obter um desconto no Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicações devem cumprir um Processo Produtivo Básico (PPB) e investir pelo menos 5% do seu faturamento bruto em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I). O objetivo da política é estimular o investimento privado nessas atividades. Para além da discussão se cabe ou não ao Estado adotar uma política industrial vertical (priorizando um setor específico), é importante averiguar a efetividade da política, afinal, trata-se de uma renúncia fiscal anual da ordem de R$ 5,2 bilhões de reais. A base de dados utilizada foi uma combinação de bases do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS); Secretaria de Comércio Exterior (SECEX); e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O método adotado foi o de diferenças em diferenças (DID) considerando a variável “pessoal ocupado técnico-científico” como proxy para o investimento privado em P&D. Contudo, antes da aplicação do DID foi necessário reduzir o viés de autosseleção típico deste tipo de política (nem todas as empresas elegíveis desejam ou conseguem participar do programa). Assim, para aprimorar a comparabilidade entre empresas beneficiadas e não beneficiadas, aplicou-se o método Propensity Score Matching (PSM) e a reamostragem por bootstrap para corrigir o desbalanceamento entre tratados e não tratados da amostra. Ao final do trabalho, não foi possível afirmar que as empresas beneficiadas investem em P&D além do que seria esperado na ausência do programa, ou seja, a metodologia aplicada não rejeita a hipótese nula.
Item type:Publicação,
Avaliação de impacto do leilão específico para contratação de energia eólica : uma análise utilizando método de controle sintético
(Ipea, 2019) Civitarese, Cristiano Hauck; Mauro Oddo Nogueira; Araújo, Bruno César; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Cristiano Hauck Civitarese; Araújo, Bruno César; Fabiano Mezadre Pompermayer; Mauro Oddo Nogueira; Rocha, Antonio Glauter Teofilo
No início dos anos 2000, a geração de eletricidade por fontes renováveis eólicas começou a ganhar mais projeção no Brasil. Fatores como os “apagões” de 2001 e 2002, insegurança de abastecimento energético, matriz dependente da fonte hidráulica, aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para construção de usinas eólicas e o alto potencial de ventos da costa brasileira compõem o conjunto de motivos que levou o Governo Federal a incentivar a geração eólica. Em 2009, o Governo achou oportuno o momento de realizar o primeiro leilão para contratação de energia eólica para garantia da segurança do abastecimento nacional e diversificação da matriz energética. Esse estudo consiste em pesquisa quantitativa acerca do impacto dos leilões específicos para contratação de energia eólica na geração total por essa fonte. Por meio do método de controle sintético desenvolvido por Abadie et al. (2010), concluiu-se que a geração eólica foi aproximadamente 3 (três) vezes maior em relação à situação hipotética de não ocorrência de leilões específicos no período analisado. Os leilões consecutivos e específicos para energia eólica permitiram redução do preço médio da energia a ponto de tornar essa fonte mais competitiva em relação a outras fontes energéticas, além da diversificação da matriz brasileira e, consequentemente, maior segurança no abastecimento da população.

Publicações (Editor)

Publicações (Membro da banca)

Item type:Publicação,
Desvendando a informalidade no mercado de trabalho : uma análise regional e dinâmica da informalidade brasileira
(Ipea, 2024) Machado, Juliana Nascimento; Carlos Henrique Leite Corseuil; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Juliana Nascimento Machado; Mauro Oddo Nogueira; Marcos Hecksher; Carlos Henrique Leite Corseuil
A informalidade no mercado de trabalho é um fenômeno global que impacta as dinâmicas socioeconômicas das nações. Uma parcela substancial da força de trabalho mundial opera no setor informal, frequentemente sob condições precárias e sem cobertura assistencial, especialmente em países menos desenvolvidos. A persistência da informalidade, moldada por fatores estruturais e conjunturais, demanda políticas abrangentes para promover a formalização e melhorar as condições de trabalho. Este estudo investiga a informalidade tanto em uma perspectiva global quanto com um foco especial no Brasil, analisando suas causas, determinantes e disparidades regionais. Utilizando modelos econométricos e análises de dados, são exploradas as relações entre a informalidade e indicadores socioeconômicos, ressaltando a necessidade de políticas públicas que promovam a formalização, o desenvolvimento regional e a inclusão social.
Item type:Publicação,
Análise exploratória sobre o Programa Brasil Mais
(Ipea, 2024) Izycki, Luís Guilherme; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Luís Guilherme Izycki; Lassance, Antonio ; Claudio Roberto Amitrano; Mauro Oddo Nogueira
Esse estudo apresenta uma análise exploratória do Programa Brasil Mais, uma iniciativa governamental destinada a melhorar a produtividade das MPEs no Brasil. O estudo investiga o do programa, utilizando um estudo de caso focado no Distrito Federal. A pesquisa combina métodos qualitativos e quantitativos, incluindo análise documental, levantamento bibliográfico e entrevistas semiestruturadas com representantes de empresas que aderiram ao Programa e gestores públicos envolvidos na concepção e implementação do programa. O Programa Brasil Mais foi lançado pelo Governo Federal como uma resposta às necessidades identificadas no setor produtivo, especialmente entre as MPEs, que representam uma parte significativa da economia brasileira, mas enfrentam desafios consideráveis em termos de competitividade e inovação. O Programa busca capacitar essas empresas por meio da introdução de metodologias de gestão eficiente e tecnologias de ponta, promovendo a melhoria contínua e a transformação digital. O Programa é considerado uma política pública estratégica por sua capacidade de gerar impactos positivos e sustentáveis, contribuindo para a modernização das empresas e o aumento de sua produtividade. Ao proporcionar consultorias especializadas e acesso facilitado a tecnologias, o Programa Brasil Mais se posiciona como um catalisador para o crescimento e a sustentabilidade das MPEs, especialmente em um cenário econômico desafiador. As considerações finais destacam o caráter estratégico do programa como uma política de Estado, que se manteve relevante mesmo diante de mudanças políticas. O estudo sugere que o sucesso do Programa Brasil Mais reside na sua capacidade de adaptação e na inclusão de setores além da indústria, promovendo um impacto positivo em diversos contextos empresariais. A pesquisa conclui que, para futuras expansões, é fundamental fortalecer o diálogo entre os gestores e as empresas participantes, além de aumentar a transparência e a acessibilidade das informações sobre o programa.
Item type:Publicação,
A Complexidade econômica agrícola brasileira : evolução e principais determinantes no período 1998-2018
(Ipea, 2022) Carvalho, Daniela Cristina de Melo Carmo; Claudio Roberto Amitrano; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Daniela Cristina de Melo Carmo Carvalho; Aristides Monteiro Neto; Mauro Oddo Nogueira; Gouvêa, Raphael; Claudio Roberto Amitrano
O crescimento do setor agropecuário brasileiro foi impulsionado principalmente pelos ganhos em produtividade, sendo a tecnologia e a ciência os fatores de maior influência. Partindo dessa perspectiva, este trabalho examinou o desenvolvimento da complexidade econômica na agricultura brasileira e os fatores que determinaram sua evolução no período de 1998 a 2018. Adotaram-se as definições teóricas e ferramentas de análise consolidadas no Atlas da Complexidade Econômica proposto em Hausmann et al. (2011) para desenvolver o Índice de Complexidade Agrícola (ICA), tendo como objetivo geral a tentativa de elucidar quais vertentes exercem maior influência dentro do setor agrícola no Brasil.
Item type:Publicação,
Acesso à água de famílias quilombolas inscritas no Cadúnico e aspectos associados.
(Ipea, 2021) Gonçalves, Gustavo Teixeira Amorim; Mauro Oddo Nogueira; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Gustavo Teixeira Amorim Gonçalves; Luana Simões Pinheiro; Fernando Gaiger Silveira; Mauro Oddo Nogueira
As comunidades quilombolas, como são conhecidos os grupos remanescentes das comunidades de quilombos, estão identificadas entre aquelas parcelas da população brasileira mais vulneráveis pela precariedade de suas condições socioeconômicas, embora ainda haja carência de informações mais detalhadas. De fato, não se sabe ao certo quantos brasileiros são quilombolas. Tampouco os diferentes registros administrativos permitem identificar com clareza suas características. Dentre as vulnerabilidades sabidas a que estão suscetíveis, as comunidades quilombolas convivem, muitas vezes, com a dificuldade de acesso à água, assim como mais de 16% da população brasileira (BRASIL, 2020d). Tal fato, apresenta-se mais grave para as famílias quilombolas, tendo em vista que, em geral, estão localizadas na zona rural e têm na agricultura de subsistência sua atividade principal. Este estudo busca delinear um quadro atualizado da realidade das famílias quilombolas inscritas no Cadúnico, sobretudo sobre a situação do seu acesso à água e demais aspectos associados, tais como, desigualdade, acesso a benefícios sociais como o Programa Bolsa-Família e renda familiar per capita. Um dos programas do governo federal com registro de atendimento às comunidades quilombolas é o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais (Programa Cisternas), que implanta cisternas como fonte alternativa de abastecimento. Atualmente, coordenado pelo Ministério da Cidadania, objetiva-se, com o Programa Cisternas, a promoção do acesso à água para o consumo humano e para a produção de alimentos, por meio da implementação de tecnologias sociais simples e de baixo custo. O Programa Cisternas, desenvolvido, desde 2003, é objeto de diversos estudos e notório, por seus resultados associados à saúde, à educação e ao bem-estar dos beneficiários, de maneira geral. Neste estudo, procura-se também verificar se as cisternas podem ser uma alternativa relevante para a garantia de acesso à água das famílias quilombolas em comparação com outras formas de abastecimento. Uma boa leitura.
Item type:Publicação,
Determinantes da participação das mulheres brasileiras na força de trabalho durante a pandemia da covid-19
(Ipea, 2021) Macedo, Natália Guerra da Rocha; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Natália Guerra da Rocha Macedo; Claudio Roberto Amitrano; Joana Simões de Melo Costa; Marcos Hecksher; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro
Partindo da observação de que houve uma forte redução na taxa de participação no mercado de trabalho durante o auge do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19, e que essa retração foi proporcionalmente maior para as mulheres, o estudo analisou se houve alterações no efeito preditivo das características que explicam a decisão de ofertar a força de trabalho. O arcabouço teórico sobre trabalho e gênero, bem como os estudos sobre a situação laboral das mulheres brasileiras nas últimas décadas, sugeriam que poderia haver mudanças importantes desses determinantes, sendo que características como situação conjugal, presença de filhos e coabitação com idosos poderiam ter sido ainda mais determinantes durante a pandemia, dada a função socialmente atribuída às mulheres de cuidadoras, e ao fechamento de creches e escolas, bem como à interrupção temporária dos trabalhos domésticos remunerados. Para testar essa hipótese, a metodologia utilizada apoiou-se no modelo de regressão de escolha qualitativa binária logit, utilizando a participação na força de trabalho como variável dependente. Os dados foram obtidos a partir da divulgação trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo sido analisados o 2º trimestre dos anos de 2019 e 2020. As análises permitiram concluir que, embora tenha havido modificações em alguns determinantes, em geral, essas alterações foram pouco significativas, o que indica que os determinantes são, em larga medida, estruturais, e, por isso, pouco são alterados pela conjuntura (o mesmo resultado foi encontrado no exercício adicional, para a crise de 2014, que se encontra no Apêndice). Também foram encontrados alguns resultados contraintuitivos, a exemplo da pequena aproximação entre as chances de mulheres e homens de participar da força de trabalho, durante a pandemia. Esses achados não significam que a crise impactou igualmente mulheres e homens, mas que as mulheres, sobretudo de baixa escolaridade e com filhos pequenos, seguem sendo tão penalizadas quanto à participação no mercado de trabalho quanto já eram antes da pandemia.

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