Pesquisador: Marcos Hecksher
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Doutor e mestre em População, Território e Estatísticas Públicas pela ENCE/IBGE. Bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ e em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFRJ. Professor em programas de pós-graduação do IPEA, da ENCE/IBGE e da UCAM.
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A Reformulação de uma política pública de transferência de renda condicionada : o caso do novo Bolsa Família
(Ipea, 2024) Conceição, Elton Luis de Oliveira; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Elton Luis de Oliveira Conceição; Bichir, Renata Mirandola; Carlos Henrique Leite Corseuil; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher
O estudo em questão investiga o processo de reformulação do Bolsa Família desde sua concepção durante o governo de transição até seu lançamento em março de 2023, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre as políticas governamentais e a formação de agenda em um governo historicamente identificado com o fortalecimento das políticas de transferência de renda no Brasil. Com base em entrevistas com profissionais-chave, incluindo coordenadores, gestores e especialistas diretamente envolvidos na reformulação, a pesquisa parte de uma pergunta central sobre os motivos e a abordagem da reformulação, adotando uma metodologia que identifica as razões para a inclusão do tema na agenda política. Para isso, realiza um estudo de caso que examina os atores envolvidos, as premissas, etapas e diretrizes que influenciaram a criação do novo programa de transferência de renda condicionada. A relevância da reformulação do Bolsa Família encontra-se intimamente ligada a um contexto de transformações políticas entre 2016 e 2022, período marcado por alterações significativas na estrutura do programa. As fontes utilizadas incluem relatórios de transição de governo e legislações anteriores e atuais. A análise dos materiais e entrevistas revelou não apenas os avanços alcançados, mas também as vulnerabilidades persistentes, como a necessidade de corrigir distorções na distribuição dos benefícios e de enfrentar os desafios fiscais que o programa ainda apresenta. Ademais, o trabalho evidencia que, além da reformulação em si, a continuidade e o aprimoramento das políticas de transferência de renda são essenciais para sua eficácia a longo prazo. Uma política que não estabelece mecanismos de atualização e expansão corre o risco de degradação ao longo do tempo, especialmente diante de pressões econômicas como a inflação. Assim, o estudo alerta para a necessidade de criar condições que assegurem o fortalecimento e a adaptabilidade contínua do Bolsa Família. Conclui-se que, mesmo com os avanços significativos, o Bolsa Família continua a enfrentar desafios que demandam atenção e aprimoramento para cumprir seu papel na redução da pobreza e da desigualdade no Brasil, mantendo-se como um tema central na agenda de políticas públicas.
Solo és mãe : como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge no Brasil
(Ipea, 2025) Ramos, Mariene de Queiroz; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Mariene de Queiroz Ramos; Rute Imanishi Rodrigues; Fernando Gaiger Silveira; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher
O aumento da feminização da chefia familiar no Brasil evidencia a necessidade de compreender as especificidades dos diferentes arranjos domiciliares. Diante disso, esta dissertação investiga as penalidades pela maternidade enfrentadas por mães solo chefes de domicílio no mercado de trabalho brasileiro. Utilizando dados da PNAD Contínua 2022 e metodologia alinhada a Kleven et al. (2019, 2024), a análise de 99.436 observações mostra que mães solo enfrentam a maior penalidade salarial entre todos os grupos analisados. A presença de filhos pequenos (0-5 anos) está associada a maior participação laboral, evidenciando um padrão de necessidade econômica. Identifica-se ainda maior precariedade ocupacional para as mães solo, com maior segregação em serviços domésticos (+22,8 p.p.) e menor contribuição previdenciária (-11,5 p.p.). Na dimensão racial, há evidências de que a discriminação atua mais no rendimento que no acesso ao emprego. A combinação de penalidades quantitativas e qualitativas evidencia uma desvantagem integral no mercado de trabalho, com implicações diretas para políticas de cuidado infantil e proteção social.
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A Reformulação de uma política pública de transferência de renda condicionada : o caso do novo Bolsa Família
(Ipea, 2024) Conceição, Elton Luis de Oliveira; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Elton Luis de Oliveira Conceição; Bichir, Renata Mirandola; Carlos Henrique Leite Corseuil; Claudio Roberto Amitrano; Marcos Hecksher
O estudo em questão investiga o processo de reformulação do Bolsa Família desde sua concepção durante o governo de transição até seu lançamento em março de 2023, com o objetivo de aprofundar o entendimento sobre as políticas governamentais e a formação de agenda em um governo historicamente identificado com o fortalecimento das políticas de transferência de renda no Brasil. Com base em entrevistas com profissionais-chave, incluindo coordenadores, gestores e especialistas diretamente envolvidos na reformulação, a pesquisa parte de uma pergunta central sobre os motivos e a abordagem da reformulação, adotando uma metodologia que identifica as razões para a inclusão do tema na agenda política. Para isso, realiza um estudo de caso que examina os atores envolvidos, as premissas, etapas e diretrizes que influenciaram a criação do novo programa de transferência de renda condicionada. A relevância da reformulação do Bolsa Família encontra-se intimamente ligada a um contexto de transformações políticas entre 2016 e 2022, período marcado por alterações significativas na estrutura do programa. As fontes utilizadas incluem relatórios de transição de governo e legislações anteriores e atuais. A análise dos materiais e entrevistas revelou não apenas os avanços alcançados, mas também as vulnerabilidades persistentes, como a necessidade de corrigir distorções na distribuição dos benefícios e de enfrentar os desafios fiscais que o programa ainda apresenta. Ademais, o trabalho evidencia que, além da reformulação em si, a continuidade e o aprimoramento das políticas de transferência de renda são essenciais para sua eficácia a longo prazo. Uma política que não estabelece mecanismos de atualização e expansão corre o risco de degradação ao longo do tempo, especialmente diante de pressões econômicas como a inflação. Assim, o estudo alerta para a necessidade de criar condições que assegurem o fortalecimento e a adaptabilidade contínua do Bolsa Família. Conclui-se que, mesmo com os avanços significativos, o Bolsa Família continua a enfrentar desafios que demandam atenção e aprimoramento para cumprir seu papel na redução da pobreza e da desigualdade no Brasil, mantendo-se como um tema central na agenda de políticas públicas.
Os Grandes perdedores em pregões : infortúnio ou conduta anticompetitiva ?
(Ipea, 2024) Melo, João Érisson Pimenta; Carlos Henrique Leite Corseuil; Eduardo Pedral Sampaio Fiuza; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; João Érisson Pimenta Melo; Fabiano Mezadre Pompermayer; Marcos Hecksher; Carlos Henrique Leite Corseuil; Eduardo Pedral Sampaio Fiuza
Pretende-se estudar comportamentos anticompetitivos e propor elementos que subsidiem a fiscalização e prevenção na detecção de conluios em licitações públicas, utilizando recursos já disponíveis de órgãos de controle. A pesquisa parte da hipótese de que grandes perdedores de licitações atuam como parte de cartéis, sustentados por pagamentos paralelos dos vencedores. A análise econométrica, baseada em modelos de regressão linear múltipla, investiga a relação entre a presença desses perdedores, o nível de preços finais homologados e o número de participantes nos certames. Os resultados indicam que a presença desses perdedores está associada a um aumento significativo de preços, mesmo com um maior número de concorrentes disputando o pregão. Isso sugere práticas anticompetitivas, onde os integrantes coordenam ações para manipular preços, simulando concorrência. As conclusões destacam a necessidade de métodos de triagem eficazes e intervenções regulatórias para proteger a integridade das licitações públicas
Desvendando a informalidade no mercado de trabalho : uma análise regional e dinâmica da informalidade brasileira
(Ipea, 2024) Machado, Juliana Nascimento; Carlos Henrique Leite Corseuil; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Juliana Nascimento Machado; Mauro Oddo Nogueira; Marcos Hecksher; Carlos Henrique Leite Corseuil
A informalidade no mercado de trabalho é um fenômeno global que impacta as dinâmicas socioeconômicas das nações. Uma parcela substancial da força de trabalho mundial opera no setor informal, frequentemente sob condições precárias e sem cobertura assistencial, especialmente em países menos desenvolvidos. A persistência da informalidade, moldada por fatores estruturais e conjunturais, demanda políticas abrangentes para promover a formalização e melhorar as condições de trabalho. Este estudo investiga a informalidade tanto em uma perspectiva global quanto com um foco especial no Brasil, analisando suas causas, determinantes e disparidades regionais. Utilizando modelos econométricos e análises de dados, são exploradas as relações entre a informalidade e indicadores socioeconômicos, ressaltando a necessidade de políticas públicas que promovam a formalização, o desenvolvimento regional e a inclusão social.
Determinantes da participação das mulheres brasileiras na força de trabalho durante a pandemia da covid-19
(Ipea, 2021) Macedo, Natália Guerra da Rocha; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Natália Guerra da Rocha Macedo; Claudio Roberto Amitrano; Joana Simões de Melo Costa; Marcos Hecksher; Mauro Oddo Nogueira; Luana Simões Pinheiro
Partindo da observação de que houve uma forte redução na taxa de participação no mercado de trabalho durante o auge do isolamento social decorrente da pandemia da Covid-19, e que essa retração foi proporcionalmente maior para as mulheres, o estudo analisou se houve alterações no efeito preditivo das características que explicam a decisão de ofertar a força de trabalho. O arcabouço teórico sobre trabalho e gênero, bem como os estudos sobre a situação laboral das mulheres brasileiras nas últimas décadas, sugeriam que poderia haver mudanças importantes desses determinantes, sendo que características como situação conjugal, presença de filhos e coabitação com idosos poderiam ter sido ainda mais determinantes durante a pandemia, dada a função socialmente atribuída às mulheres de cuidadoras, e ao fechamento de creches e escolas, bem como à interrupção temporária dos trabalhos domésticos remunerados. Para testar essa hipótese, a metodologia utilizada apoiou-se no modelo de regressão de escolha qualitativa binária logit, utilizando a participação na força de trabalho como variável dependente. Os dados foram obtidos a partir da divulgação trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, tendo sido analisados o 2º trimestre dos anos de 2019 e 2020. As análises permitiram concluir que, embora tenha havido modificações em alguns determinantes, em geral, essas alterações foram pouco significativas, o que indica que os determinantes são, em larga medida, estruturais, e, por isso, pouco são alterados pela conjuntura (o mesmo resultado foi encontrado no exercício adicional, para a crise de 2014, que se encontra no Apêndice). Também foram encontrados alguns resultados contraintuitivos, a exemplo da pequena aproximação entre as chances de mulheres e homens de participar da força de trabalho, durante a pandemia. Esses achados não significam que a crise impactou igualmente mulheres e homens, mas que as mulheres, sobretudo de baixa escolaridade e com filhos pequenos, seguem sendo tão penalizadas quanto à participação no mercado de trabalho quanto já eram antes da pandemia.
Solo és mãe : como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge no Brasil
(Ipea, 2025) Ramos, Mariene de Queiroz; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Mariene de Queiroz Ramos; Rute Imanishi Rodrigues; Fernando Gaiger Silveira; Carlos Henrique Leite Corseuil; Marcos Hecksher
O aumento da feminização da chefia familiar no Brasil evidencia a necessidade de compreender as especificidades dos diferentes arranjos domiciliares. Diante disso, esta dissertação investiga as penalidades pela maternidade enfrentadas por mães solo chefes de domicílio no mercado de trabalho brasileiro. Utilizando dados da PNAD Contínua 2022 e metodologia alinhada a Kleven et al. (2019, 2024), a análise de 99.436 observações mostra que mães solo enfrentam a maior penalidade salarial entre todos os grupos analisados. A presença de filhos pequenos (0-5 anos) está associada a maior participação laboral, evidenciando um padrão de necessidade econômica. Identifica-se ainda maior precariedade ocupacional para as mães solo, com maior segregação em serviços domésticos (+22,8 p.p.) e menor contribuição previdenciária (-11,5 p.p.). Na dimensão racial, há evidências de que a discriminação atua mais no rendimento que no acesso ao emprego. A combinação de penalidades quantitativas e qualitativas evidencia uma desvantagem integral no mercado de trabalho, com implicações diretas para políticas de cuidado infantil e proteção social.
