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Paulo Meyer Nascimento

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Paulo A. Meyer M. Nascimento, Paulo Augusto Meyer M Nascimento, Paulo Augusto Meyer Mattos Nascimento, Paulo Meyer, Paulo Nascimento

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Resumo

Resumo traduzido

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Sobre o pesquisador

Doutor em Economia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com doutorado-sanduíche na Australian National University (com bolsa Capes) e período como visitante no Centro Lemann da Universidade de Stanford (com bolsa da Fundação Lemann). Mestre em Economia da Educação pela UCL Institute of Education. Possui graduação em Economia (UFBA e Middlesex University) e Direito (Universidade Católica do Salvador - UCSal). Tem experiência docente e de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas, tendo exercido cargos no Governo do Estado da Bahia nas áreas de Educação e de Ciência, Tecnologia e Inovação, e no Governo Federal, na área de Educação. Suas pesquisas recentes concentram-se em educação superior, particularmente financiamento, avaliação e regulação, e nos financiamentos atrelados à renda futura. Sua tese de doutorado ganhou menção honrosa no Prêmio Capes de Tese, edição 2019. Pesquisa também outros temas de educação e de financiamento público.

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Publicações (Autor)

Publicação
O Imposto na ponta do giz : efeitos da reforma tributária sobre o IRPF de docentes da educação básica
(Ipea, 2025-12) Mateus Hurbano Bomfim Moreno; Paulo Meyer Nascimento; Adriano Souza Senkevics; Manoela Vilela Araujo Resende; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Mateus Hurbano Bomfim Moreno; Paulo Meyer Nascimento; Adriano Souza Senkevics; Manoela Vilela Araujo Resende
Nota Técnica Disoc 121
Analisa os efeitos da reforma do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF), instituída pela Lei nº 15.270/2025, sobre a renda de docentes da educação básica no Brasil. Utilizando microdados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2022, atualizados monetariamente, o estudo estima como a ampliação da faixa de isenção e a redução de alíquotas impactam diferentes perfis do magistério. Os resultados indicam que a proporção de docentes isentos de IRPF aumenta de 19,7% para 51,6% após a reforma, enquanto 21,9% passam a ter redução da carga tributária, beneficiando cerca de 73,5% da categoria. Os efeitos são mais intensos entre professores com apenas um vínculo empregatício, com remunerações próximas ao piso salarial, e entre docentes da rede privada. A análise também revela variações relevantes segundo região, tipo de vínculo e dependência administrativa, evidenciando que a reforma tributária produz impactos distributivos significativos sobre a renda disponível do magistério da educação básica, reforçando a articulação entre política fiscal e política educacional.
Publicação
Cenários de expansão do Pé-de-Meia : custos, focalização e escolhas de política
(Ipea, 2026-03-23) Paulo Meyer Nascimento; Rocha, Vitória Lissa Mendes; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Paulo Meyer Nascimento; Vitório Lissa Mendes Rocha
TD 3192
Este texto para discussão analisa cenários de expansão do Programa Pé-de-Meia a partir de estimativas com dados da PNAD Contínua, com foco em custos fiscais, focalização e implicações de política pública. O estudo compara quatro alternativas: inclusão de estudantes do 9º ano do ensino fundamental e da EJA fundamental; ampliação etária até 29 anos; universalização para todos os estudantes do ensino médio público; e expansão para jovens de famílias com renda domiciliar per capita entre 0,5 e 1 salário-mínimo. Os resultados sugerem que a ampliação para o 9º ano, sobretudo se concentrada no incentivo à conclusão, é a alternativa mais aderente à lógica educacional e distributiva do programa, com custo relativamente administrável. A ampliação etária até 29 anos apresenta custo moderado, mas requer maior evidência sobre seus efeitos sobre retorno à escola e permanência. A expansão do critério de renda preserva alguma focalização, porém eleva de forma expressiva a despesa recorrente e traz desafios operacionais adicionais. Já a universalização se mostra a opção menos recomendável, por combinar maior custo, menor focalização e maior risco de descaracterização do programa como instrumento focalizado de enfrentamento da evasão escolar.
Publicação
Pagamento vinculado à renda no novo Fies : simulações de reembolso e efeitos de alternativas de parametrização da cobrança*
(Ipea, 2026-04-06) Paulo Meyer Nascimento; Luz, Felipe Duplat; Diretoria de Estudos e Políticas Sociais - DISOC; Paulo Meyer Nascimento; Felipe Duplat Luz
TD 3198
Este texto discute a implementação de pagamentos vinculados à renda no Novo Fies, com foco em seus efeitos potenciais sobre a recuperação do crédito e o tempo de amortização. Parte-se de uma reconstrução do desenho institucional do programa após a Lei nº 13.530/2017, com destaque para o papel do CG-Fies, do FG-Fies e das regras de amortização. Em seguida, utilizam-se microdados de contratos do Novo Fies em fase de amortização, combinados a informações da Rais, para simular trajetórias de reembolso sob diferentes alíquotas, pisos de contribuição e regimes de atualização do saldo devedor. As simulações mostram que desenhos com incidência sobre toda a renda ou com piso de isenção moderado tendem a produzir equilíbrio mais promissor entre proteção ao devedor, recuperação do crédito e tempo médio de reembolso do que cenários com piso elevado, como o alinhado à isenção projetada do IRPF. Os resultados também sugerem que a implementação efetiva da cobrança vinculada à renda, com retenção automática sempre que possível e ajuste posterior para rendas não captadas em folha, pode aumentar a efetividade e a sustentabilidade do programa. Em termos mais amplos, os achados também sugerem que o êxito da cobrança vinculada à renda depende menos da adoção formal do princípio em si do que da calibragem concreta de parâmetros como alíquotas, pisos de isenção, atualização do saldo devedor e mecanismos de arrecadação.
Publicação
Uma Proposta de sistematização do debate sobre falta de engenheiros no Brasil
(Ipea, 2014) Salerno, Mario Sergio; Lins, Leonardo Melo; Araújo, Bruno César; Gomes, Leonardo Augusto Vasconcelos; Toledo, Demétrio; Paulo Meyer Nascimento; Mario Sergio Salerno; Leonardo Melo Lins; Bruno César Araújo; Leonardo Augusto Vasconcelos Gomes; Demétrio Toledo; Paulo A. Meyer M. Nascimento
O capítulo propõe uma sistematização do debate acerca da suposta escassez de engenheiros no Brasil, organizando as diferentes interpretações e evidências empíricas disponíveis sobre o tema. Os autores revisam estudos e dados do mercado de trabalho para questionar a ideia de um “apagão” generalizado de profissionais técnico-científicos, argumentando que o problema deve ser analisado de forma mais complexa, considerando aspectos como qualidade da formação, distribuição regional, experiência profissional e dinâmica setorial da economia. A análise evidencia que a escassez pode ser localizada e circunstancial, associada a contextos específicos e a demandas por competências particulares, e não necessariamente a uma insuficiência numérica absoluta de profissionais. O capítulo conclui que políticas públicas devem priorizar a melhoria da qualidade da formação, o alinhamento entre educação e mercado de trabalho e o fortalecimento de trajetórias profissionais que articulem formação, experiência e inovação.

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