(Ipea, 2018) Vasconcelos, Adriana Cristina Duarte de Almeida; Almir de Oliveira Junior; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Adriana Cristina Duarte de Almeida Vasconcelos; Almir de Oliveira Junior; Silva, Fabio Costa Morais de Sá e
A proposta desta dissertação é conhecer o legado dos grandes eventos para a segurança pública brasileira, em especial quanto ao processo mimético implementado do Brasil com a finalidade de promover a coordenação entre as instituições de segurança pública. Verificou-se que o país passou por um processo de isomorfismo institucional, replicando o Sistema Integrado de Comando e Controle utilizado em países centrais para o combate ao terrorismo. Para a realização da pesquisa, foi utilizado o método qualitativo. Foram realizadas visitas a Centros Integrados de Comando e Controle, tanto em cidades-sede dos megaeventos, quanto em cidades que não sediaram os eventos. Foram entrevistados agentes de segurança que atuaram ou não na segurança dos grandes eventos. Como resultado, verificou-se que há legados dos grandes eventos para a segurança pública, porém os mesmos apresentam limitações. Com relação aos Centros, há uma necessidade de nacionalização de seu uso, adaptando-os ao combate aos crimes organizados. Para a mudança na forma de gestão da segurança pública é necessário um processo contínuo e duradouro, que não pode finalizar com os grandes eventos. Finalmente, este trabalho apresenta uma série de obstáculos e desafios que ainda devem ser enfrentados para que haja uma mudança efetiva na política de segurança pública brasileira.
(Ipea, 2016) Arantes, Rodrigo Eloy; Roberto Rocha Coelho Pires; Coordenação de Pós-Graduação e Capacitação - COPGC; Rodrigo Eloy Arantes; Luseni Maria Cordeiro de Aquino; Silva, Fabio Costa Morais de Sá e
O fortalecimento dos órgãos de controle da administração pública brasileira observado nos últimos anos revela a necessidade de se aprofundar nos estudos sobre como esses órgãos atuam e de que forma eles afetam o funcionamento da burocracia. Esse estudo consiste em uma pesquisa qualitativa acerca do relacionamento entre gestores públicos e servidores da Controladoria-Geral da União, utilizando de percepções dos gestores para estruturar um modelo analítico que busca sintetizar os principais fatores que permeiam essa relação. Segundo esse modelo, a forma como o gestor interpreta a atuação do órgão de controle varia de acordo com o contexto onde se desenvolve essa relação, as características do gestor (experiência e posição hierárquica) e a atuação do auditor. Numa análise mais detalhada, é possível identificar situações e práticas que contribuem para que o órgão de controle atue de forma efetiva no aprimoramento da gestão. Por outro lado, são identificadas situações que distorcem esse propósito, fazendo com que o controle se torne um obstáculo para a gestão.